Thursday, October 29, 2015

VALE A PENA LER DE NOVO. AXL ROSE: OS ANOS PERDIDOS, OU A VOLTA DO QUE NÃO FOI? - EXCLUSIVO



Hoje republico um post que foi MUITO, mas muito acessado: Os anos perdidos de AXL Rose, uma das maiores estrelas do rock e uma figura misteriosa e muito severa quando o assunto é sua vida privada. mas meu amigo, a fonte que eu tive me deu esse artigo que NENHUMA revista americana conseguiu. e olha que eles tentaram me comprar os direitos por asnos. Com eu não estou à venda, aqui vai:

(Escrevi o início assim em 2009): A história é contada de uma festa de aniversário que aconteceu 3 fevereiros atrás [em 2006] em um restaurante mexicano em Santa Monica.A minha fonte, uma pessoa muito próxima de um dos maiores ídolos da história do rock,que é uma das pouquíssimas pessoas a ter acesso a esse homem cheio de genialidades e conflitos.Nesses anos eu estive algumas vezes na cidade que mais amo,revendo roteiros de minha passagem por lá, entre 91 e 92,e conversei com a fonte em questão.Ao mesmo tempo em que ela falava, sentados em um restaurante em West hollywood,eu lembrava que ,quando vivi em Los Angeles, era o auge do Guns,como a maior banda de rock do mundo na época.Era na minha escola de musica,o GIT,que os caras queriam ser não mais Eddie Van Halen ou Striani,fundadores da escola, mas sim Slash. Foi uma época marcante.E o papo fluiu, e vocês podem ler agora,depois de alguns anos,e depois de pedir a permissão que demorou 2 anos, a íntegra,a intimidade,a verdade sobre uma banda e um cara que tiveram o mundo a seus pés. E a fonte escreveu o seguinte, abaixo:

''Alguns músicos de cabelo comprido misturavam-se com organizadores de shows vestidos com ternos, comendo medíocres guacamole e bebendo Cuervo. Os presentes estavam empilhados e o público de mais ou menos 40 pessoas provava o bolo, mas o convidado de honra, Axl Rose, que estava completando 37 anos, nunca apareceu. O seu empresário, Doug Goldstein, aquietou a sala. "Axl não virá", disse Goldstein. "Mas peçam o que quiserem e divirtam-se".
Essa história não é contada porque é considerada um exemplo de comportamento excêntrico ou rude da parte de Rose. É considerada emblemática do jeito que o cantor conduz a sua vida - apenas outra noite de um homem que já foi uma das maiores estrelas do rock no mundo. "Não é nada fora do usual", diz um amigo que estava no restaurante, rindo no estilo lá-vai-ele-novamente. "O típico Axl".

Exceto por algumas entrevistas no final do ano passado, junto ao lançamento do álbum ao vivo do Guns N’ Roses, e uma prisão em Phoenix em 1998, Rose permaneceu fora das vistas públicas desde 1994, quando o GN’R tossiu e parou. Por seis anos ele esteve trabalhando no próximo álbum do GN’R, que tem título provisório de Chinese Democracy. Nenhum dos membros originais da banda tocam no álbum. A maioria deles dificilmente falam com Rose. Ele passa a maior parte de seu tempo em estúdios de Los Angeles a atrás do portão de sua mansão, na seção Latigo Canyon de Malibu. Sua arrumadeira, Beta Lebeis, faz a maioria das compras e dirige. Axl lê, faz musculação, kickboxing, joga pinball, ensina a ele mesmo guitarra e computador, e tenta escrever letras.

Enquanto isso, o álbum de estréia do GN’R, Appetite For Destruction, lançado em 1987, continua marchando. O segundo álbum de estréia mais vendido na história do rock (15 milhões de cópias na última contagem), Appetite treze anos depois ainda vende notáveis 5.000 a 6.000 cópias por semana - mais de 200.000 unidades anualmente. GN’R tinham um estilo em 1987, de ódio e autenticidade, algum lugar entre o metal e o punk, que ainda agrada fãs de rock hoje. Mesmo no novo milênio, Appetite provavelmente toca dentro de mais Chevys turbinadas do que qualquer outro álbum de rock já feito.E não esqueçamos o principal: O guns são os donos da maior tourneé da história do rock, em arrecadação e números de shows e cidades, com a tour mundial de ""Use your ilusion""

Pode-se dividir a vida pública de Axl em dois períodos separados: antes de 1993, quando a banda original estava junta, e após-1993, depois da última gravação do grupo, The Spaghetti Incident?, uma pouco notável coleção de covers de punk rock. Onde quer que ele fosse naqueles anos de sua fama, Axl deixou para trás pessoas frustradas e nervosas. Ele ficou enterrado em litígio. As estantes nos escritórios da Corte Superior no centro de Los Angeles e em Santa Monica comprimem-se sob o peso de milhares de páginas de papéis legais envolvendo o GN’R e Axl que se acumularam com o passar dos anos, ações envolvendo reivindicações totalizando milhões de dólares. Isso sem mencionar assuntos relacionados a banda - ou a Rose - em Nevada, Arizona, Missouri, New York, Espanha, Inglaterra e Canadá.

Os documentos contam parte da história de como o Guns N’ Roses prosperou e fracassou, e eles dão uma figura do próprio Axl. A imagem que emerge é a de um homem complicado que pode ser sensível e engraçado mas que é também contralador e obsessivo e encrencado, um homem mudado pela fama e transtornado por traumas de infância que encara um futuro solitário rodeado por um pequeno círculo de parentes e amigos de infância. "Seu mundo é muito limitado", diz Doug Goldstein. "Ele não gostam de estar com muitas pessoas".

Axl é um homem lutando contra demônios e tomando medidas radicais para vencê-los. Ele tornou-se profundamente envolvido com regressões a vidas passadas, um ramo da psicoterapia que existe na Nova Era. "Axl", diz um amigo, "está procurando qualquer coisa que o dê felicidade".
Rico e famoso do jeito que ele ficou, amigos afirmam, Axl ainda se sente como uma vítima, vazio, um tanto perdido. "Ele parecia emocionalmente reservado e um pouco suspeito", diz o mago do techno Moby, que passou algum tempo com Axl na Califórnia em 1997. "Ele estava um pouco como um cachorro que apanhou". E Rose, segundo aqueles que o conhecem, continua "pendente" a uma de suas antigas namoradas: a model Stephanie Seymour, agora casada com Peter Brant. Seymour e a ex-mulher de Axl, Erin Everly, acusaram Axl de bater nelas, o que ele nega.
Se os problemas emocionais e legais de Axl contribuíram para a dissolução do GN’R original, é uma questão de interpretação. Há uma pequena disputa, entretanto, sobre uma coisa que eles causaram: um grande atraso para terminar Chinese Democracy, que na realidade é um álbum solo de Axl Rose. Esse trabalho tem seis anos, uma sala cheia de músicos de estúdio e rumores de que a Interscope/Geffen gastou US$ 6 milhões para fazer o álbum. Ainda não está terminado, e provavelmente não estará tão cedo. "Muitas vezes, eu chegava no estúdio e não fazia idéia do que eu conseguiria", Rose falou a Rolling Stone em novembro passado quando ele tocou doze novas músicas. "Se você está lidando com assuntos que te deixam muito deprimidos, como você pode expressar isso?"
Pessoas que escutaram as novas músicas dizem que são fantásticas. "As músicas me lembraram dos melhores momentos do Pink Floyd nos anos 70, ou do Led Zeppelin mais tarde", diz Jim Barber, um ex-executivo da Geffen que trabalhou no projeto. "Não há nada no mercado desse tipo. Axl não passou os últimos anos se matando para escrever o Use Your Illusion novamente." Na estimativa do guitarrista Zakk Wylde, que esteve com a nova banda algumas vezes, "Axl é um cara muito esperto".
Mas nos meses recentes, o guitarrista Robin Finck e o baterista Josh Freese deixaram o projeto, assim como o engenheiro de computação Billy Howerdel. O guitarrista do Queen, Brian May, passou uma semana gravando com Axl e retornou para a Inglaterra. O guitarrista Buckethead, conhecido por usar na cabeça um balde do Kentucky Fried Chicken virado de cabeça para baixo, entrou em cena. Mas no momento, parece não haver um "novo" GN’R.

VISITANDO YODA
"Eu vou te socar aqui e agora... eu não dou a mínima pra quem vocês são. Vocês são só pessoas insignificantes."
Essa não é a letra de uma nova música do GN’R sobre advogados, talvez vindas dos velhos "discursos" de Axl em CD e dos palcos contra repórteres e fotógrafos e qualquer outro que não fizesse precisamente seu lançe. Essas palavras, diz o Departamento de Polícia de Phoenix, são o que Axl gritou ao pessoal da segurança no Aeroporto Internacional Sky Harbor em fevereiro de 1998, depois de que um funcionário pediu para revistar sua bagagem de mão. Ameaçado de prisão, Axl, viajando de jeans, um moletom vermelho e um boné cinza, respondeu, "Eu não dou a mínima. Só me coloque na porra da cadeia." Ele ficou algumas horas atrás das grades. O caso foi resolvido em 18 de fevereiro de 1999, quando Rose, por telefone, não contestou a acusação de disturbar a paz e pagou uma multa de US$ 500.
Perdida no pequeno acontecimento da prisão estava a razão exata de Axl estar no aeroporto de Phoenix. Estaria Axl voltando de um lugar que ele visita freqüentemente - Sedona, na área dos canyons a uns 180 quilômetros norte de Phoenix, onde ele vê uma das mais importantes pessoas de seu mundo, uma psicóloga conhecida no lado do GN’R por Yoda?

Apesar de ninguém saber precisamente como ele se envolveu, pessoas que o conhecem dizem que Axl começou a visitar Sedona no começo dos anos 90, algumas vezes viajando com Beta, sua arrumadeira, ou Earl, seu guarda-costas. Muitos que acreditam em vidas passadas, reencarnação, OVNIs e o poder dos cristais passam por Sedona. A cidade é tão ligada nessas coisas, que acredita-se que alguns canions sejam vórtices para energia masculina e outros para energia feminina. Nos supermercados de Sedona, compradores oscilam cristais sobre os morangos.
Por quase uma década, Rose foi um poderoso, quase um evangélico na medicina homeopática. O mundo, na visão de Axl, é um lugar arriscado, habitado por doutores gananciosos afiliados à Associação Médica Americana que faz prescrições de perigosos remédios sintéticos. Quando o GN’R saía em turnê, homeopatas para a garganta de Axl estavam sempre a mão. Ele apresentou batidas de proteína a um GN’R mais acostumado a vodka e heroína.
As aflições da infância de Axl estão bem documentadas; ele não vem, como o próprio Axl poderia dizer, de um lugar saudável. Em 1992, nesta revista, Axl falou sobre quando descobriu, à idade de dezessete, que o homem que ele pensava que era seu verdadeiro pai era na verdade seu padastro. O pai biológico de Axl, William Rose, abandonou a família quando Axl tinha dois ano e acredita-se que ele está morto. Por terapia, diz Axl, ele recuperou memórias dele sendo espancado e abusado sexualmente quando criança. É contra esses traumas, em primeiro lugar, que Axl luta, e são essas esperiências que podem, em parte, serem culpadas por sua atitude hostil com as mulheres sua necessidade de consumista de controle. Um amigo diz, "Toda aquela bagagem, quando ele estava sendo construído, vem à luz. Não é um assunto externo."

O nome real de Yoda é Sharon Maynard. Uma mulher asiática de meia idade, Maynard tem mais ou menos 1,60 m de altura, e tem um cabelo meio longo, escuro e encaracolado. Desde 1978 ela tem um negócio sem fins lucrativos em Sedona chamado Arcos Cielos Corp., que traduzido do Espanhol fica algo como "arcos do céu". A compania lista ela mesma como uma empresa "educacional". A Arcos Cielos opera fora da casa rural de Maynard em Sedona, a qual ela divide com seu marido, Elliot, um gentil homem grisálio. "Dr. Elliot e Sharon Maynard" aparecem ambos nos agradecimentos dos Use Your Illusion.
Sharon Maynard mantém um baixo perfil na cidade. "Ela é uma mulher muito baixa", diz um negociante local que tem laços com a comunidade da psicologia. Ninguém dos vendedores de livros e ourives com eu conversei conheciam ela, e o nome dela não estava na lista telefônica ou com o Centro para a Nova Era, onde uma grossa pasta cheia de psicológos e terapistas de vidas-passadas está disponível - e muitos daqueles listados estão disponíveis para consutas imediatas em cabines no andar de cima. Isso não é uma surpresa. Muito do trabalho psíquico em Sedona é feito por figuras quietas como Yoda que trabalham foram de casas privadas.
Enquanto é de costume para nossos funcionários mandar uma foto para um passe plastificado, com Axl outras coisas pareciam acontecer. Dizem que Doug Goldstein juntava fotos às ordens do cantor para avaliação psíquica. Em Sedona, alguns acham, Yoda examaniva estas fotos. O que querem de Axl então? Esta pessoa tem os melhores interesses em mente? Que tipo de energia elas transmitem?
Mandar uma foto para Axl para avaliação feita por Yoda, alguns dizem, coincidia com contratação no mundo do GN’R. Membros da banda, da equipe, executivos da gravadora - todos faziam isso. O procedimento ainda acontece. Um funcionário atual relembra, "Eu mandei minha foto. Todos ganham uma foto feita para um passe. As pessoas fazem piadas sobre as auras sendo lidas. Para que é isso? Ninguém sabia ao certo. Mas eu não conheço ninguém que ficou ’em conserva’ por qualquer outra coisa que não fosse fazer um bom trabalho." Na ocasião, segundo um músico-industrial com quem Axl recentemente trabalhou, Yoda pede fotos de filhos e filhas de pessoas no mundo de Axl.

Em fevereiro de 1998 no Arizona, Axl estava carregando alguns presentes que ele tinha recebido recentemente - "indo à psicóloga para análise", nas palavras de uma fonte que sabe bastante. Um item na sacola de Axl era uma grande esfera de vidro. Axl estava aparentemente com medo de que o pessoal da segurança quebrasse a esfera, e isso levou ao seu ataque de nervosismo e a sua prisão.
Qual a importância de Yoda para Axl? Um associado diz que a influência de Yoda, mesmo sendo importante, é temperada com a força da personalidade de Axl: "Ele não estava colocando a sua vida nas mãos de alguém com uma vela e um cristal. Eu digo isso com toda a certeza. Não é consistente com quem ele é. Ele faz suas próprias decisões."

Ainda assim, Yoda apareceu na turnê. "Ela veio com alguns de seus amigos", um membro da equipe relembra. "Uns caras engraçados: pessoas do Sul com sapatos engraçados. O visual deles não combinava; eles eram como aliens." Durante a turnê do GN’R com o Metallica nos EUA em 1992, Yoda aparentemente tornou-se preocupada com campos de energia rondando Minneapolis e pediu que não fosse marcado um show naquela cidade. Foi mais tarde marcado outro show, em um outro lugar de Minneapolis. "Axl tinha problemas", disse um outro membro da equipe de turnê, "em áreas do país que tinham uma alta concentração de campo-magnético".
Antes dos shows no Japão, seguindo um desejo de Yoda, informações sobre as fontes de poder atômico no país e sobre fontes de força no Tokyo Dome tiveram de ser coletadas. Uma fonte envolvida nesta missão disse que ele nunca entendeu precisamente para que aqueles dados foram usados: "Era algo sobre as forças magnéticas que existem no universo e onde estas coisas estão em comparação com onde o Axl estaria passando o seu tempo."
Axl às vezes também levava com a banda na estrada uma psicoterapeuta de Los Angeles chamada Suzzy London. Ela mantinha uma área dos camarins para ela e Axl. Ele a nomeou sua terapista, usando uma minisaia preta, no clipe "Don’t Cry".

Membros da banda e da equipe de turnê tinham visões diferentes dos vários conselheiros de Axl. Alguns mostravam grande respeito. Outros desprezavam eles. "Eles tivera que acompanhar ele ao Japão para ter certeza que as ondas de má energia não o capturariam lá", diz um ex-funcionário. "Se algum lugar do mundo meio exótico, maravilhoso, os conselheiros geralmente tinham que ir a um ponto. Mas se fosse Kansas City, tudo estava bem. Quero dizer, foi em St. Louis que aconteceu aquele tumulto." Estavam eles com Axl em St. Louis? Nervoso com um fã em show no Riverport Amphitheater em 2 de julho de 1991, Rose pulou no meio da platéia, começando um tumulto que deixou mais de 50 pessoas feridas e causou mais de US$ 200.000 de danos.
Axl falou no passado sobre suas experiências com terapia de regrassão a vidas passadas. Uma sessão típica disse começa com hipnose. Durante uma psicoterapia tradicional, um paciente colocado em transe pode relembrar eventos traumáticos que foram reprimidos e que podem ficar na raiz de problemas emocionais atuais. A teoria Freudiana diz que reconhecer e enterder tais traumas, que geralmente ocorrem na infância, pode levar a cura.
Sob hipnose de um especialista em vidas passadas, o "campo" aumenta. Um paciente pode relembrar coisas mais antigas, em uma vida ou vidas que foram vividas centenas ou milhares de anos atrás, e discubrir traumas que ocorreram naquele tempo. Alguns pacientes podem falar na voz ou língua daquele ser morto há tempo, fosse ele um político romano ou um escravo de plantação.

Os aderentes das vidas passadas tendem a acreditar que as pessoas vivem a vida de uma pessoa com diferentes incarnações do mesmo grupo de pessoas. Axl, de acordo com um confidente, acredita que ele e Stephanie Seymour estavam juntos em quinze ou dezesseis vidas passadas.
Após uma guerra de gritos com Kurt Cobain e Courtney Love nos bastidores do MTV Video Music Awards de 1992 no UCLA Pauley Pavilion, Axl disse a um amigo que Love estava tentando deixá-lo possesso. "Ele acredita que as pessoas estão sempre procurando uma janela para controlar sua energia", diz um amigo. Como Axl combate isso? "Controlando as pessoas que tem acesso a ele".
Após ele e Seymour terminarem o namoro, em 1992, a modelo começou a namorar Peter Brant. Axl, segundo um amigo, pediu a uns subordinados para obter uma foto da esposa de Brant, Sandra. Axl queria levar a foto para Yoda por uma razão específica, de acorodo com um ex-funcionário da Geffe: "Axl queria colocar um encanto em volta de Sandra para proteje-la de Peter, porque ele sentia que ela, também, tinha sido traída assim como ele, e ele tinha muita simpatia por ela." Seymour, naquele tempo com 26 anos, e Brant, com 48, casaram-se em Paris em 1995.
Mas mesmo assim Axl recebeu alguns conselhos bizarros ao passar dos anos. Após a ex-mulher de Axl, Erin Everly, a filha do cantor Don Everyly e a inspiração para o hit do GN’R "Sweet Child O’ Mine", processou Axl em 1994, acusando-o de atacá-la, Everly foi depor. Ela disse que Axl acreditava que ela e Seymour eram irmãs em uma vida passada e estavam "tentando matá-lo". Sobre o relacionamento dela com Axl, Everly disse, "Axl me disse que numa vida passada nós éramos todos índios e que eu matei nossos filhos, e é por isso que ele era tão mau para mim nesta vida."
Perguntaram a Everly, "Axl alguma vez te falou que ele estava possuído?""Sim", ela disse."Ele disse que estava possuído por o que?""John Bonham."
Bonham, o baterista do Led Zeppelin, morreu em 1980. Rose nega ter dito ele estava possuído por Bonham.
"Elas são as relações mais controladas," um amigo diz sobre as várias sessões de terapia de Axl. "Começa a uma certa hora, termina a uma certa hora, você paga, você pode parar de pagar e parar de ir. E enquanto você quiser alguém que te escute, enquanto você quiser alguém para dizer as coisas que você quer escutar, você pode pagá-las para fazer isso."

Às vezes, em uma comunidade New Age que envolve um certo número de charlatões, Axl foi levado aos limpadores. Durante seu casamento com Everly, Axl foi a um exorcismo. O exorcismo aparentemente não invoveu os padres e cruzes que os espectadores de televisão esperariam. "Era principalmente involvido com algum tipo de herva", Axl disse durante o caso Everly, algumas "funcionam na minha pele". O homem que fez esse procedimento cobrou US$ 72.000. Até Axl admitiu, "Eu acabei enganado e perdi muito dinheiro".

NO TOPO DA MONTANHA AXL
Por uma série de curvas fechadas e precipícios, Latigo Canyon Road vai algumas centenas de metros ao topo de um monte de ar seco perto da sessão Point Dume de Malibu. O sol voa e inclina-se e ilumina o Oceano Pacífico e as casas de celebridades que lotam a praia baixo. Axl mora em uma mansão de estilo mediterrâneo que no ano passado foi avaliada em US$ 3,8 milhões, um preço típico para a vizinhança. Ele se mudou para o canion em 1992, pagando uma hipoteca de US$ 15.000 por mês. Latigo seria o lugar onde ele e Stephanie Seymour viveriam juntos como marido e mulher e criariam seus filhos.
Jardineiros cuidavam dos 4 acres de Axl, que era escondidos das vistas públicas por árvores e por uma cerca. Uma estrela acessa no lado da casa de Axl pode ser vista há quilômetros por motoristas na Pacific Coast Highway. Os vizinhos de Axl no monte incluem a estrela do volei de praia Gabrielle Reece.

O som da água caindo suaviza o chão, que também contém uma quadra de tênis e uma piscina. Quando Axl dá uma festa, a quadra vira um estacionamento. A própria casa está cheia de artefatos religiosos da América Latina, incluindo a vasta coleção de Axl de crucifixos. Axl joga pinball nas máquinas na sua sala de jogos. Desde a dissolução do GN’R, ele tem dividido o patrimônio com tanques cheios de cobras e aranhas e lagartos, e com vários amigos, membros da família e ajudantes. A irmã de Axl, Amy Bailey, que uma vez tinha um fã clube do GN’R, e um meio-irmão dele, Stuart Bailey, estiveram na casa uma vez ou outra. Beta, que já trabalhou como babá para Seymour, tomando conta de eu filho Dylan, é também a chofer. Ela também viaja com Axl; ela estava ao seu lado durante o ocorrido no aeroporto de Phoenix em 1998. "Beta é como uma mãe para ele", diz um amigo. "Ela é o mais perto que ele já esteve de uma mãe real".
David Lank, um amigo de Axl de Indiana e às vezes um colaborador do GN’R (ele co-escreveu "Don’t Damn Me", no Use Your Illusion I), passou um tempo na casa de Axl em Latigo. Sabrina Okamoto, uma massagista, também esteve na propriedade uma vez. Uma mulher de uns 30 anos, Okamoto encontrou membros do GN’R durante a turnê deles com o Skid Row em 1991; ela tornou-se a massagista de turnê do GN’R, e então trabalhou para Axl quando o Guns se separou. "Quando os amigos dele estavam precisando, ele ia lá para pagar a fiança," diz um ex-associado.
Axl dá uma festa a fantasia todo Dia das Bruxas para amigos e suas famílias. Enormes abóboras ficam ao redor da piscina, e teias de aranhas ficam penduradas nas árvores. Alguns labirintos e fortes construídos especialmente para a festa animam as crianças. Quase tão empolgado como uma criança, dizem que o próprio Axl gosta de brincar em cada uma das atrações. Os convidados tem a impressão de que Axl está tentando re-criar sua própria infância, embora seja uma melhor da que ele realmente teve. A cena do Dias as Bruxas nos últimos anos não são mais o que já foram. "As festas dele estão ficando cada vez menores", relembra um convidado recente. "Um mundo em constante encolhimento".

No último Dia das Bruxas, Axl apareceu vestido de porco, assustando algumas das crianças presentes. Os convidados serviam-se à vontade de massa e galinha assada; o rock n’ roll alto fez a conversação ficar difícil.
Axl geralmente dorme durante o dia e trabalha a noite. Beta ou o filho dela leva Axl de carro até o Rumbo Recorders no vale San Fernando, onde as sessões de gravação para a sequência do GN’R do Spaghetti Incident? acontecem há anos. Ultimamente, Axl conduz a maioria de seus negócios por telefone.
Grande parte dos negócios não-musicais e não-espirituais e Axl lidam com estratégias legais. Fora sua disputa com Everly, outras coisas aconteceram: ele terminou no tribunal contra Seymour; o baterista original da banda, Steven Adler; o guitarrista substituto Gilby Clarke; e várias companias que tinham negócios com a banda. Ultimamente, Axl tem usado ameaças de ações legais para limitar o que as pessoas falam sobre ele. Alguns dias após eu ter conversado com Alan Niven, o ex-empresário do GN’R, que foi despedido em 1991, Doug Goldstein me ligou, ameaçando processar Niven por quebrar um acordo de confidência. Niven mais tarde recebeu uma carta do advogado pessoal de Axl em Los Angeles, mandando ele contactar a Rolling Stone e tentar retirar os seus comentários. Se ele não fizesse isso, avisou o advogado de Axl, o resultado seria "uma ação legal rápida e certa."


CHINESE DEMOCRACY
No começo dos anos 90, Axl pediu e conseguiu controle sobre o nome Guns N’ Roses. Quando lembramos de onde e quando precisamente isso aconteceu, as memórias ficam um pouco borradas e contraditórias, talvez perdidas na névoa da memória do rock n’ roll. Dizem que Axl, em um lugar nos bastidores, deu um ultimat ele teria o nome da banda para ele, ou ele não subiria ao palco para o show. Papéis oficializando essa transferência foram providenciados, e o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan assinaram eles.
Por que importava tanto? Axl, Slash e Duff seriam sempre, parecia, o três inseparáveis. Dinheiro estava por toda a parte. O Guns N’ Roses teve um lucro bruto de US$ 57,9 milhões de súbito, nos quatro anos de 1988 a 1992, de acordo com documentos produzidos durante o caso Adler. Os gastos eram muitos - video clipes caros, tudo de primeira classe nas viagens, todos os excessos das estrelas do rock - mas um lucro bruto de US$ 57,9 milhões naquele período de tempo para uma banda relativamente nova é muito difícil acontecer na história do rock n’ roll. Os Rolling Stones não faziam tanto dinheiro até após muitos anos de carreira. David Bowie levantou US$ 55 milhões em 1997 juntando as vendas de seus primeiros 25 álbuns. O Grateful Dead ganhou entre US$ 40 e 50 milhões em 1 ano de turnê mas não até 1990, após eles estarem juntos por mais de 20 anos.

Após uma comissão de 17,5 % para a direção, Axl e seus companheiros de banda dividiram o dinheiro de acordo com uma fórmula específica, que Axl descreveu uma vez no tribunal. Durante a pré-produção do Appetite, Axl disse, "Slash criou um sistema de descobrir quem escreveu quis partes das músicas ou de uma música. Havia quatro categorias, eu acho. Havia letras, melodia, música - sendo guitarras, baixo e bateria - e acompanhamento e arranjo. E nós dividíamos cada uma daquelas em 25%... Quando nós tinhamos terminado, eu tinha 41%, e os outros tinham quantias diferentes".
Axl, com Slash, sempre controlou a maioria dos assuntos da banda. Naquele tempo, Axl tinha controle total. O GN’R começou a trabalhar em um novo álbum de material novo, dispondo de uns US$ 10 milhões, segundo cálculos da Geffen - tipo de dinheiro de Madonna.
O GN’R lançou seu quinto álbum, The Spaghetti Incident?, em novembro de 1993. Vendeu bem, mas nada como Appetite ou os álbuns Illusion. A banda começou a desmembrar-se enquanto Axl passava mais tempo nos tribunais. Ele e Seymour brigaram violentamente em casa em Malibu e terminaram o namoro. Axl estava arrasado; ele queria casar com ela. "A separação teve um enorme efeito sobre ele", diz um amigo. "Foi a primeira vez na vida dele que ele tinha estabilidade. E depois ele não tinha nada."
Processos iam e vinham. Seymour acusava Axl de ter batido nela. Axl alegou que foi ela quem atacou ele. Segundo a versão de Seymour dos eventos, após uma discussão na cozinha dele, Axl quebrou algumas garrafas no chão, agarrou Seymour pela garganta, deu um "cadiado" na cabeça dela e arrastou ela de pés no chão pelos cacos de vidro "enquanto batia repetidamente na sua cabeça e peito e chutando ela no abdomem". A história de Axl é que Seymour agarrou suas bolas e ele estava só se defendendo.

Erin Everly, há tempo fora da vida de Axl, logo entrou na briga também, fazendo um processo próprio em 1994. Em um depoimento, o companheiro de quarto de Everly, Meegan Hodges-Knight, a ex-namorada de Slash, relembrou alguns encontros disturbantes com Axl. "Eu acordava com Erin dizendo, ’Por favor pare. Não me machuque, não me machuque,’ e Axl gritando com ela", Hodge-Knight disse. "E daí de repente e começava a quebrar as preciosas antigüidades dela, e ela dizia, ’Por favor não quebre elas, por favo,’ e tentando tirá-las dele. E ele empurrava ela e quebrava tudo que ele tocava.
"Eu lembro estar dormindo e acordar com cristais voando por cima da minha cabeça, espatifando-se no chão."
Às vezes, Slash estava lá quando Axl brigava com Erin.
"Eu lembro de ter pedido a Slash para fazer alguma coisa, ou eu faria alguma coisa," Hodges-Knight lembrou. "Eu disse, ’Eu tenho que fazer alguma coisa’, ou algo assim. E ele dizia, ’Não, você só vai piorar as coisas’ ".
Hodges-Knight disse que Axl chutava Everly com suas botas de cowboy, e arrastava ela pelos cabelos numa noite em que ela vestia um sutiã transparente e calcinha, jogou uma televisão nela (que não acertou ela) e cuspiu nela. "Aquele porco", ela disse, "Ele cuspiu nela."
A própria Everly disse que Axl atacou-a sexualmente. Ela descreveu um dia em que Axl pediu a ela para tirar o biquini que ela vestia, e depois ele amarrou as mãos dela aos calcanhares por trás, colocou uma fita adesiva na boca dela e uma bandana nos seus olhos, e levou-a, nua, pra dentro do armário, onde ela ficou por várias horas enquanto Axl falava com um amigo dela na sala.
Mais tarde, segundo Everly, Axl desamarrou ela, levantou-a e amarrou-a, com a face virada para baixo, numa cama. E daí, "ele se forçou analmente em mim comta força. Muita força."
"Você estava gritando?" ela foi perguntada."Sim"."Quando tempo durou?""Eu não lembro"."O que aconteceu quando tinha acabado?""Ele tirou e colocou na minha boca."
Uma versão não lançada do clipe "It’s So Easy", dirigida por Nigel Dick, tem Everly com uma bola vermelha na sua boca, enquanto Axl grita, "See me hit you! You fall down!" (Veja eu te acertando! Você cai no chão!). O cantor, segundo um ex-associado, juntou as poucas cópias existentes da fita após Everly foi aos tribunais contra ele.
Ambos os casos foram eventualmente acertados. O advogado de Seymour, Michal Plonsker, não faz comentários, só diz que o processo foi resolvido "amigavelmente". Apesar das suas acusações de machucados e abuso, nem Erin Everly nem Stephanie Seymour preencheram acusações criminais contra Axl Rose em conexão com os eventos descritos.
O substituto do guitarrista Izzy Stradlin, Gilby Clarke, enquanto isso, saía da banda. E juntava-se a ela novamente. E saía de novo. "Como você deve saber, Gilby foi despedido pelo menos três vezes pela banda no úlimo mês e foi recontratado pelo menos duas vezes," escreveu o advogado de Clarke, Jeffrey Light, em 14 de abril de 1994, em carta ao advogado do GN’R, Laurie Soriano. Após não receber os direitos que ele dizia serem dele, Clarke processou a banda em 1995. Clarke diz que ele não queria ir aos tribunais mas decidiu fazê-lo porque ninguém no GN’R retornava as suas ligações. O GN’R processou ele também. O assunto foi resolvido com um pagamento não revelado a Clarke.
Sem ter certeza das intenções de Axl, Slash e Duff entraram em seus próprios projetos. Slash, Duff e o baterista Matt Sorum participaram de várias sessões de gravação para o novo álbum. Completando, estava o leal tecladista do GN’R, Dizzy Reed, e o velho amigo de Axl, guitarrista Paul Huge. Paul é parte da equipe de Axl e David Lank. Slash e Duff não se acertaram com ele. "Um cara legal", diz um amigo dos três músicos. "Mas eles são o Guns N’ Roses, por Deus do céu - ótima banda, ótimos músicos. Ele não é tão bom assim. Não tem capacidade." Em 1996, Slash saiu. Sorum foi despedido. Duff ficou até o fim de 1997, e depois saiu de desgosto. "O álbum não ia a lugar nenhum, " diz uma fonte do GN’R. "Duff chegou a um ponto em que ele disse, ’Eu não mais preciso disso na minha vida. Isso é muito maluco. Isso é rock & roll. É pra ser divertido’ ".
Slash está bravo, agora, por ceder os direitos sobre o nome GN’R. "Eu estava cegado por ele, mais ou menos uma gafe legal," ele reclamou ao serviço de notícias na Internet Addicted To Noise, em janeiro de 1997. "Eu mentiria se dissesse que não fiquei um pouco irritado com aquilo. Isso seria uma coisa se eu desistisse no total. Mas eu não disisti, e o fato de que ele pode realmente gravar um novo álbum do GN’R sem o consentimento dos outros membros da banda..."
Slash continuou, "O estilo todo visionário de Axl, assim como seu investimento no Guns N’ Roses, é completamente diferente do meu. Eu só gosto de tocar guitarra, escrever um bom riff, tocar ao vivo, ao contrário de apresentar uma imagem."
A relação entre Axl e Slash, e o fundamento da banda, permanace profundamente rachado, apesar de Slash nunca ter fechado a porta em voltar a banda. Os dois homens não se falam há quatro anos. Quando no ano passado ocorria o trabalho no esperado e atrasado álbum duplo ao vivo do GN’R, Live Era ’87 - ’93, Axl e Slash interagiam apenas por seus respectivos empresários, Goldstein e Tom Maher. "Era muito estranho", diz uma fonte. "Slash e Duff se juntavam para trabalhar no álbum, e mandavam os CDs para Axl. Ele nunca vinha ao estúdio enquanto eles estavam lá. Era tudo feito em turnos."

Parece que além de uma conexão que Axl tem com Beta, Yoda e Bert Deixler, seu advogado, o relacionamento de Axl com Doug Goldstein é uma das poucas em que o cantor mudou o seu jeito para manter. Um ex-segurança do Air Supplu, Goldstein juntou-se ao GN’R como empresário de turnê em 1987 e evemtualmente tomou posso da direção da banda quando Alan Niven foi despedido em 1991. Goldstein opera a Big F.D. Entertainment em Newport Beach, Califórnia. Além de Axl, a BFD tem como clientes Chris Perez, o viúvo de Selena, a banda de metal Jack Off Jill. Goldstein se concentra principalmente em Axl. "Se Axl diz, ’Pule’, ele diz, ’Tudo bem,’ " diz uma fonte da indústria musical. "Se ele está no ar, ele diz, ’Mais alto?’ "
Finalmente lançado em novembro passado após longos atrasos, Live Era não foi o sucesso que todos esperavam que fosse. As vendas são abaixo do esperad 403.000 unidades até o começo de abril. Propaganda para o álbum foi limitada a televisão e cartazes. Ouve no máximo uma outra palavra dos velhos membros da banda - seguindo, alguns acreditam, um decreto de Axl.
Para o novo álbum de estúdio do GN’R, Axl empregou uma legião de músicos talentosos do espectro da música popular: Tommy Stinson, o ex-baixista do Replacement; Dave Abbruzzese, o ex-baterista do Pearl Jam; Robin Finck do Nine Inch Nails; Dave Navarro, ex-guitarrista do Jane’s Addiction; Josh Freese dos Vandals; e Zakk Wylde da banda de Ozzy Osbourne. Eles tocaram no Complex em Los Angeles no Rumbo Recorders por semanas e meses de uma vez só, geralmente à noite. Axl trouxe um showroom cheio de guitarras e efeitos. "É uma convenção musical-instrumental," um observador diz. "Ele tem mais botões, teclados, cordas, fios e madeira lá do que você poderia possivelmente imaginar que pudesse ser fabricado." Do equipamento de guitarra do Axl, Abbruzzese lembra, "Você poderia caçar búfalos com aquele equipamento. Tinha várias luzes, luzes piscantes, muitas coisas em que você pisava. Soava como um trem de carga tocável."

Axl foi distraído por eventos trágicos, potencialmente trágicos e estranhos. Sua mãe, Sharon Bailey, morrey em maio de 1996 aos 51 anos. Em maio do ano seguinte, o velho amigo de Axl e letrista companheiro West Arkeen morreu de overdose de drogas aos 36 anos. Um visitante freqüente do estúdio diz, "Quando o aniversário de Stephanie Seymour estava perto, Axl parecia se desligar por semanas. Muito deste álbum é sobre Stephanie. Ela era sua mulher perfeita, pelo menos a sua imagem do que ela deveria ser."
Mesmo que muitas noites passaram quando pouca coisa foi conseguida, Axl era quase sempre todo negócios no estúdio. Uso excessivo de drogas e álcool foi deixado pra trás. Axl compôs ao piano. Os outros músicos contribuíam com idéias e riffs, mas Axl estava claramente no controle.
Quando Zakk Wylde chegou no Complex, onde Axl estava ensaiando, ele estava um pouco surpreso. "Nunca havia nenhuma melodia", Wylde relembra. "Nunca havia letras". A música que Wylde escutou durante um período de vários meses soava como "Guns usando anabolizantes". Wylde ficou sentido por Axl. "O pobre rapaz tinha todas as mulheres tentando processá-lo", Wylde diz. "Eu estava no telefone com ele. Ele me contava sobre todos os movimentos estratégicos que seus advogados estavam fazendo." Wylde saiu para gravar com sua nova banda, Black Label Society.

"Eles estavam tentando juntas idéias, ver quem era compatível com quem," diz o ex-baterista do Nine Inch Nails, Chirs Vrenna, que entrou no estúdio para algumas sessões no começo de 1997 quando jams aconteciam tarde da noite (das 22:00 às 6:00 da manhã) no Complex. Vrenna deixou o projeto para trabalhar em um álbum próprio. "Seria um longo período de dedicação", Vrenna diz. "Não havia uma formação fixa. Axl tinha uma direção definida que ele queria seguir, mas naquele tempo não havia nem uma música ainda."
Produtores iam e vinha como entregadores de pizza: Youth, Moby, Mike Clink e Sean Beaven. Os problema legais de Axl continuavam a distraí-lo. Finalmente, uma parede cheia de fitas, horas e horas de rascunhos de música, riffs, idéias, acumuladas. Dizem que parte da música parecia U2 durante o seu período Achtung Baby, poderosa e melódica. Alguns disseram que parecia Nine Inch Nails ou Nirvana. Um turnê estava no horizonte. Todas as novas músicas, Axl anunciou, teria de funcionar ao vivo.
"Eu achei difícil manter um desenvolvimento linear das músicas nas quais eles estavam trabalhando," lembra Moby. "Eles trabalhavam em algo, seria um rascunho por um tempo, e daí eles colocavam aquilo de lado voltavam àquilo um ano, seis meses mais tarde.

"Ele tornou-se um pouco defensivo quando eu lhe perguntei sobre os vocais. Ele simplesmente disse que ia chegar a eles eventualmente," Moby continua. "Eu não ficaria supreso se o álbum nunca fosse lançado, eles estão trabalhando nele por tanto tempo."
Eu perguntei a Moby se Axl parecia em paz. Moby pensou cuidadosamente. "Ele parecia ter uma idéia do que estar em paz seria, e ele estava trabalhando naquilo."
O álbum de Axl iria lidar com o assunto de violência doméstica. Então veio a fofoca da indústria. "É música do Guns N’ Roses", Goldstein diz. "Há rumores que será um álbum techno. É o que o Guns N’ Roses sempre foi: diversificado." Jim Barber, o ex-executivo da Geffen, relembra, "Um artista (como Axl) que teve tanto sucesso com o Guns N’ Roses como ele tem chega a um ponto de sua carreira em que ele pode firmar um som e fazê-lo várias e várias vezes, geralmente com cada vez menos retornos. Axl está determinado a não fazer isso. Há uma certa crueldade em pressionar o Guns N’ Roses para crescer, e encontrar profundidade na música deles, e evoluir."
Um novo single, "Oh My God", foi lançado em novembro passado como parte da trilha sonora do filme End Of Days (Fim Dos Dias). Mesmo sendo o primeiro material novo da banda lançado nos últimos seis anos, a música desapareceu sem deixar rastros.
Musicalmente, pelo menos, Axl parece ter o que ele quer: controle completo. Se o novo álbum do GN’R tornar-se um hit espetacular, o atraso de seis anos na produção e os milhões gastos nele não importarão. Axl terá provado o contrário aos que duvidavam dele e provavelmente terá também acabado com qualquer esperança de que a banda original junte-se novamente. Mas há uma coisa como ter muito controle.

"Um dos aspectos de ser megalomaníaco é o descobrimento de que às vezes estar em uma situação decisiva não é tão agradável quanto você pode pensar," diz uma fonte. "Quando você tem um sistema de suporte e decisões são feitas comunmente e rapidamente, as coisas se mexem. Há energia. Torna-se vivo, torna-se real. Quando você está por conta própria, você dirige sozinho, você faz as decisões sozinho. Você senta e se preocupa com aquilo."
Em agosto, o guitarrista Robin Finck saiu abruptamente do GN’R para voltar ao Nine Inch Nails. Axl pediu que algumas partes que Finck havia gravado fossem apagadas. Em março, o baterista Josh Freese partiu para se concentrar em outros projetos, incluindo um álbum solo, que deve ser lançado em julho, e uma turnê com A Perfect Circle abrindo para o Nine Inch Nails. Nem Finck nem Freese discutem o que aconteceu.
Se Chinese Democracy sai ou não, o próprio Axl, amigos dizem, parece mais saudável, menos nervoso - a ainda um labirinto de contradições. Ele gosta de pensar que ele faz todas as decisões na sua vida, mesmo que ele escute com atenção os conselheiros de New Age. Ele acha que o mundo gira em torno dele, mas ele recusa a maioria dos pedidos para falar publicamente sobre ele mesmo. Ele acredita em justiça, mas ele não acredita que ele tem que ser justo. Ele pode ser um observador incisivo das fraquezas humanas em suas músicas, mas quando falando de sua própria conduta, ele tem pouca perspectiva. "É muito fácil de se odiar o Axl, e ele não entende porquê disso," um amigo observa. "Ele vive em um mundo de fantasia, um universo paralelo. Ele é centrado nele mesmo, como uma criança, mas não é tão ingênuo. Quando ele chama, tudo o que ele quer falar é sobre seu álbum e como a Interscope não arruma as coisas para ele."
"Uma família é tudo o que Axl mais quer na sua vida," diz um outro amigo. "Ele quer achar nele mesmo a abilidade de mostrar afeição. Ele é muito, muito incapaz de mostrar gratidão e afeição."
Enquanto ele fica na sua montanha, atrás da sua cerca, rumores rondam o apetite pelo seu retorno cresce. Cresce mesmo? Quanto da audiência do GN’R ainda resta? Quem quer assitir um show do GN’R que vai provavelmente incluir somente um dos fundadores: o próprio Sr. Rose?
Em 22 de setembro, Axl mandou um pronunciamento, seu primeiro em anos. O documento era um tanto áspero (Axl se referia a Matt Sorum como um "ex-empregado"), engraçado ("Poder às pessoas, paz e culpem o Canadá", ele assinou) e incompreensível. Seu fraseamento e sintaxe soaram como o tipo de coisa que você esperaria de um homem que está há tempo imerso em livros de auto-ajuda e há tempo isolado do mundo. Axl anunciou, "OH MY GOD etc. lida com a repressão social de emoções profundas e geralmente agonizantes - algumas podendo ser aceitas por uma pessoa ou outra - a expressão apropriada a qual (alguém que promove uma solução que cure, livre e seja positiva) é muitas vezes desencorajada e negada." Seja lá o que isso significa. "A expressão apropriada e veículo para tais emoções e conceitos não é algo tirado para doação".
Axl, nos últimos meses, prometeu, por seu empresário, tirar uma folga no seu calendário de gravações e escrever exclusivamente para a Rolling Stone a sua versão de como e porque o Guns N’ Roses se separou. Meses passaram, e essa missiva nunca se materializou. Então, dias antes desta história ser publicada, Doug Goldstein proclamou, "Boas notícias!" Axl estava pronto para entregar uma redação de mais de 10.000 palavras. Um dia depois, Goldstein desfez aquela promessa e terminou toda comunicação com a Rolling Stone.
Axl talvez ainda não saiba quem ele é. Essa busca continua. Ele sabe o suficiente para ainda estar no poder. Ultimamente, essa possa ser sua vitória e seu feitiço. Há apenas uma coisa certa no mundo de Axl agora. Quando, e se, seu novo álbum sair, ele terá de tomar resposabilidade completa sobre ele. Ninguém mais terá o crédito ou a culpa.

David Bowie se exilou em Berlim nos anos 70, e Berlim o motivou. Trabalhando com Brian Eno, Bowie fez três de seus melhores álbuns, Low, "Heroes" e Lodger. Após a turnê do The Doors de 1970, Jim Morrison voltou a Paris para descansar, escrever poesia, caminhar nas ruas e considerar novos desafios. Para Axl Rose, o arco de sua fica continua preso, adoecendo perto de seu ponto alto em 1993. Um exílio imposto por ele mesmo parece ter falhado. Ao contrário de Bowie e Morrison, Axl Rose não procurou um novo ambiente para inspiração e salvação. Ele só olhou para dentro. Ele foi pra casa, voltando a um quarto sem ar do qual ele ainda há de emergir''.

Tuesday, October 27, 2015

A REVOLUÇÃO CHEGOU PRA FICAR: A ERA DA MÚSICA GRÁTIS.

por Bruno Capelas

Aquele amigo que começou a se desfazer de sua preciosa coleção de discos e só acredita no streaming. Um primo que lotou HDs e CDs virgem com MP3 e hoje se vê com um quartinho cheio de entulho. Um conhecido que descobriu milhares de novidades e agora só quer saber de bandas experimentais da Islândia – e em vinil. Se você esteve na internet durante o fim da década de 1990 e o começo dos anos 2000, provavelmente pode conhecer alguns desses personagens – ou talvez até seja algum deles. Há, no entanto, personagens importantes que você não conhece.
Pode aparecer até o início de uma piada ruim, mas um engenheiro de som alemão, um empresário da música e um operário de uma fábrica de discos do sul dos Estados Unidos são os responsáveis pela mudança na forma como ouvimos (e consumimos) nossas canções favoritas hoje. Sem desfecho sem graça, mas com muito bom humor, o jornalista norte-americano Stephen Witt explica como esses três caras – Karlheinz Brandeburg, Doug Morris e Dell Glover, respectivamente – fizeram essas mudanças (um pouco sem querer) em “Como a Música Ficou Grátis” (“How Music Got Free” no original), trabalho obrigatório publicado em julho deste ano pela Intrínseca com tradução de Andrea Gottlieb de Castro Neves e 272 páginas.
Colaborador da revista americana New Yorker, Stephen Witt usa uma estrutura digna dos melhores thrillers hollywoodianos para contar a história de como o MP3 foi criado e se tornou o formato padrão para o vazamento e a propagação da música na internet nos últimos 20 anos. Tudo começa dentro dos laboratórios do Instituto Fraunhofer, com a equipe liderada por Karlheinz Brandenburg tentando descobrir um novo algoritmo para transmitir música de forma digital sem que ela perca a qualidade. É um começo árido, entre guerras de patentes e muita briga entre burocratas e cientistas, mas que vale a pena. Praticamente derrotado nos comitês de padronização de formatos, o MP3 encontraria seu sucesso (e daria muito dinheiro aos donos de suas patentes) justamente por auxiliar usuários de todo mundo a quebrar os direitos autorais… da indústria da música.
A indústria da música, por sua vez, é muito bem representada por Doug Morris: alto executivo de gravadoras como Time-Warner e Polygram, Morris aparece ao longo do livro para ilustrar os altos e baixos que o setor fonográfico viveu nas últimas duas décadas. Da histeria do auge do CD – seja nos inúmeros e lucrativos relançamentos ou na descoberta dos rappers que pareciam pequenas minas de ouro – à derrocada da mídia física, passando pelas brigas entre bandas e os sites de compartilhamento (um abraço, Shawn Fanning!), Morris é um personagem importantíssimo nessa trajetória. Acompanhá-lo ao longo de “Como a Música Ficou Grátis” é, por vezes, ver um filme cujo protagonista é o (ou parece ser) o vilão da história, tentando a todo custo fazer o fã de música gastar o seu rico dinheirinho.
Só pela história de Morris e Brandenburg (e de outros altos executivos, inovadores e celebridades como Steve Jobs e Jay-Z), “Como a Música Ficou Grátis” já valeria a pena por seu texto envolvente e muito bem explicativo. No entanto, é ao contar a história de Dell Glover que o livro se torna uma aula de jornalismo: fã de rap, motocicletas e de tatuagens, Glover era apenas um dos muitos operários da fábrica de CDs da PolyGram na Carolina do Norte nos anos 1990. Para sustentar seus muitos hobbies, no entanto, Glover logo percebeu que tinha uma mina de ouro ao alcance das mãos e de um drive de gravação de CDs: com a ajuda de colegas, ele logo se tornou um dos maiores vendedores de discos piratas das redondezas.
Não era o bastante: ao longo de uma década, ele se tornaria um dos principais vazadores de álbuns em MP3 do mundo, abastecendo uma cadeia que saía de grupos fechados e selecionados de hackers e experts em música para o universo altamente compartilhado dos programas de peer-to-peer como Napster, KaZaa, LimeWire e Soulseek. Ao perfilar Glover com uma proximidade intensa, Witt traz a seu livro uma história inesperada sobre como discos guardados a sete chaves – lembra do rolo que aconteceu após o vazamento de “St. Anger”, do Metallica? – chegavam aos internautas de todo o mundo, decifrando um enigma que fazia gente como Morris arrancar os cabelos.
“Como a Música Ficou Grátis” não tenta traçar um panorama amplo da música hoje em dia, nem tenta refletir com bola de cristal se a aposta da indústria fonográfica nos serviços de streaming vai dar certo ou errado (shake it off, Taylor!). Pode parecer uma falha, mas é um ótimo serviço: com boas histórias e apuração competente (que avança até as investigações do FBI para punir os vazadores e o aparecimento do YouTube como uma lucrativa plataforma de música), Stephen Witt faz muito mais para quem quer entender o negócio da música nos tempos de hoje, em uma trama cheia de coadjuvantes de luxo, reviravoltas e sacadas inteligentes. Se você é fã de música (como alguns dos personagens lá de cima ou a maioria dos leitores do Scream & Yell), não hesite em pegar esse livro pela mão e lê-lo até o final. O resto (não) é silêncio.

Saturday, October 24, 2015

GILBERTO GIL MORA NO IPHONE DE LEONARDO LEO.
Você já baixou Gilberto Gil? Baixei hoje, em meu terreiro de Cupertino. Até aqui, Cupertino era a cidade mais cool da Califórnia, onde a Apple inventa e desenha seus produtos. Depois que baixei o app do Gil, Cupertino virou nome de cidade do interior da Bahia. Gilberto Gil veio morar no meu iPhone.Já morei em Tantos lugares e sempre ouvi o cara. Sua poesia sempre rodeou minha vida em seus diversos momentos.... bons e ruins, fazendo os ruins serem menos ruins e muito breves também.
A música  te dá isso: para quem consegue, é um "flit paralisante" ( cazuza) que anula o baixo astral e te dá as imagens, os sabores.
Agora moro entre Londres e Los Angeles, e Londres (RISOS)....uma cidade muito mais gentil comigo do que foi com ele. Tentei fazer um reparo, e dei aos famosos tijolos londrinos apressados na janela do taxi uma canção cheia de abraços.

Enfim....Dia desses, no trajeto de volta para casa vindo do Hyde Park, vi que lançaram o app do Gil. Baixei, e pude ver suas fotos, biografia, todas as canções para ler e ouvir, notícias suas. Um reencontro daquela história com essa cidade, daquele tempo com este. Do mar de Ipanema , da terra do Mickey ( onde também morei) e aqui a terra da Rainha. Da cibernética no aeroporto de Los Angeles com a tecnologia de Cupertino.
Da ginga de Realengo ao sarcasmo inglês. Enfim....Eu carrego Gil no bolso.Eu escolhi meu nome Artistico, pseudônimo, só para imitar Gil, assim como Cazuza me disse uma vez em uma mesa de bar no baixo Leblon que imitava Luiz Melodia e Angela Ro Ro. sua voz carrega tudo isso. Nossas vidas e nossas cidades sem cheiro de passado.
13 COISAS PARA SE LEMBRAR QUANDO A SUA VIDA ESTIVER DIFÍCIL
As coisas perderam o sentido para você? Aqui estão algumas dicas que podem ajudar Todos nós passamos por momentos difíceis. No entanto, alguns passam por esses momentos difíceis melhores do que outros.
Então, qual é o segredo? A maior parte tem a ver com atitude.
Então, aqui estão 13 coisas para se lembrar quando a vida ficar difícil.

#1. As coisas são o que são
O famoso ditado de Buda nos diz que “é a nossa resistência às coisas que causa nosso sofrimento”.
Pense nisso por 1 minuto. Isso significa que o nosso sofrimento só ocorre quando resistimos às coisas como elas são. Se você pode mudar alguma coisa, então aja em conformidade. Mude.
Mas, se você não pode mudar, então nos restam 2 opções: Aceitar e deixar a negatividade para lá.
Nos tornarmos miseravelmente obcecados com o sofrimento.

#2. Se você acha que tem um problema, você tem um problema
Muitas vezes nós somos o nosso pior inimigo. A felicidade depende realmente de nossa perspectiva.
Se você acha que algo é um problema, então seus pensamentos e emoções serão negativos. Mas você acha que está passando por algo que pode aprender, então, de repente, isso não é mais um problema.

#3. A mudança começa em você mesmo
O seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior. Você não conhece pessoas que as vidas são caóticas e estressantes? E não é verdade que, em grande parte elas se sentem assim por dentro?
Nós gostamos de pensar que as mudanças em nossa rotina nos mudam. Mas, dando um passo atrás, precisamos mudar a nós mesmos antes que as circunstâncias mudem.

#4. Não existe aprendizagem maior do que falhar
Você deve eliminar a palavra fracasso de seu vocabulário. Todas as grandes pessoas que já alcançaram alguma coisa falharam.
Thomas Edison disse algo como “eu não falhei em inventar a lâmpada, eu encontrei primeiramente, 99 maneiras de que a ideia não funcionava”.
Tire as chamadas falhas do caminho e aprenda alguma coisa com elas. Depois disso, aprenda como fazer melhor da próxima vez.

#5. Se algo não acontece como planejado, significa que o melhor aconteceu
Isso é bem difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. Normalmente, quando olhamos para trás em nossa vida, somos capazes de ver por que essa era a melhor alternativa.
Talvez o trabalho que você não conseguiu teria feito você passar mais tempo longe da sua família, e o que você conseguiu era mais flexível. Apenas tenha fé que tudo acontece exatamente do jeito que deveria.

#6. Aprecie o presente
Este momento nunca voltará. E há sempre algo preciso a cada momento. Então não deixe passar por você em branco.
Em breve será apenas uma lembrança. Mesmo que momentos que não parecem felizes possam ser encarados como algo que você pode perder, algum dia.

#7. Deixe o desejo de lado
A maioria das pessoas vivem com a mente anexada a desejos. Isso significam que nossas mentes ficam ligadas a um desejo e quando não realizamos esses desejos, nossas emoções despencam em negatividade.
Em vez disso, tente praticar uma mente isolada. Isso significa que, quando você quer algo, você ainda será feliz conseguindo ou não. Faça com que suas emoções permaneçam felizes ou neutras.

#8. Compreenda e seja grato por seus medos
O medo pode ser um grande professor. E vencer o medo também pode fazer você se sentir vitorioso.
Por exemplo, muita gente tem medo de falar em público (esse é um dos 3 principais medos dos seres humanos). Então, quando você perder o medo e conseguir falar de maneira bem humorada na frente de todos, vai se sentir vitorioso.
Superar seus medos requer apenas prática. O medo é apenas uma ilusão e, acima de tudo, é opcional.

#9. Experimente a alegria
Acredite ou não, muitas pessoas não deixam de se divertir com o que acontece ao seu redor. E, muitas vezes essas pessoas nem sabem porque se divertem nessas situações.
Algumas pessoas são realmente viciadas em seus problemas e o caos envolvido nisso tudo faz com que eles nem saibam quem são.
Portanto, permita-se ser feliz. Mesmo que seja apenas por um breve momento, é importante se concentrar em alegria, e não em dificuldades.

#10. Não se compare com os outros
Mas se você se comparar, compare com quem tem menos do que você. Está desempregado? Seja grato por viver em um país que dá seguro desemprego, porque a maioria das pessoas do mundo vivem com menos de 750 dólares ao ano.
Você não se parece com a Angelina Jolie? Acredito que existem mais pessoas que não se parecem do que pessoas que parecem.

#11. Você não é uma vítima
Você precisa parar de ver tudo pelo seu próprio ponto de vista. Você é apenas uma vítima de seus próprios pensamentos, palavras e ações.
Ninguém faz alguma coisa contra você. Você é o criador de sua própria experiência. Assuma a responsabilidade pessoal e perceba que você pode sair de suas dificuldades.
Nós só precisamos começar a mudar pensamentos e ações. Abandone a sua mentalidade de vítima e torne-se um vitorioso.

#12. Tudo muda
E isso também vai passar. Quando estamos presos em uma situação ruim, pensamos que não há nenhuma maneira de resolver os problemas.
Achamos que nada vai mudar. Mas uma hora tudo muda. Nada é permanente, exceto a morte. Então, saia do hábito de pensar que as coisas serão sempre assim. Elas não serão.
Mas você precisa agir para que as coisas mudem. Isso não vai acontecer magicamente por conta própria.

#13. Tudo é possível
Milagres acontecem todos os dias. E realmente eles acontecem. Confie e acredite que tudo é possível. Coisas incríveis acontecem o tempo todo.
Você só precisa acreditar nisso e, agir em conformidade. Uma vez que você fizer isso, você já ganhou a batalha.
Fonte: O Segredo.

Thursday, October 22, 2015

DOUBLE TIME.
E hoje é dia de DOUBLE TIME. E desta vez amos com este que é meu artigo campeão de acessos. Em maio de 2011 ele atingiu 40 mil acessos na sua primeira semana, e mais de 100 mil no referido mês. então é isso: vamos de repeteco!



LOS ANGELES, A CIDADE QUE NÃO EXISTE.
Vivi nessa cidade genial por 2 anos e no auge de meus 20 anos. Estudei musica no célebre GIT-Guitar Institute of Technology,em Hollywood e morei em Hollywood Hills,area super cool e linda. Andava todos os dias de casa até a escola só para circular no meio da historia do cinema na Walk of Fame, ou calçada da fama....estava a 10 Minutos de Beverly Hills, a 15 de Santa Monica e das praias, a 3 minutos do Hollywood Bowl , a 5 do Universal Studios...e sempre longe de entender essa cidade que é a polaroide da America.

Muitos me perguntam porque deixei L.A. para viver no Brasil e depois na Florida e 
finalmente em Londres. Eu mesmo não sei bem.....mas tenho umas coisas a dizer sobre esse lugar. Enquanto digito, estou olhando a praia de Santa Monica de frente para a janela do hotel onde costumo me hospedar e tomar café da manhã no dia em que chego antes de seguir para o Orange County).Estive muitas vezes aqui nos últimos anos (tenho casa na cidade). Mas, dessa vez, bateu um click que me fez olhar essa cidade com os olhos que olhei quando estive aqui aos 21 anos. Então,resolvi fazer uma crônica dessa cidade, e ao final,digo o que penso sobre viver aqui ou não.


L.A - a cidade que não existe.
Aqui em frente ao Hotel, vejo a praia com suas jovens douradas do sol da California a seus pés....vejo a geração saúde que é quase uma obsessão aqui,vejo o pacífico se debruçar na cidade que não tem inverno e onde os conversíveis desfilam aos milhares!
Pego meu carro (conversível,claro) e começo  minha ronda: desço pela Pico boulevard e ela me desfralda a cidade dos anjos. Saindo da avenida da praia ela me mostra os bares, as diversas clinicas de psiquiatras de cães (isso mesmo), os carros híbridos estão em toda partes.As palmeiras enfileiradas e perfeitas,a grama verde em uma cidade onde não chove nunca.

Das planuras de subúrbios perfeitos do valley até as praias de Malibu, Santa Monica, Huntington Beach etc...se tem o melhor de dois mundos em uma só cidade: lojas mil, praias, bares, clubes,parques temáticos.LA é um caldeirão de gente saudável e outras nem tanto, com seus restaurantes orgânicos e suas fast foods..com seus personal trainers de TUDO o que voce pensar aos guetos de mexicanos com suas gangs...mas tudo isso em um céu azul constante e que diminui qualquer sinal de depressão,ainda que ela incrivelmente exista por aqui.
Um mexicano definiu a cidade quando perguntei porque ele preferia viver ilegalmente aqui do que como cidadão no Mexico:
-aqui sou mais cidadão  tenho trabalho e vivo a cidade, desfruto dessa estrutura toda , dos serviços, das ruas,de morar bem, e isso para mim já é um ganho....estou na America, no melhor da America, sem ninguém me incomodar, sem medo.mesmo sendo ilegal - disse ele.
E as novidades estranhas e boas?  idosos em seus carros cor de rosa ou azul turquesa conversíveis  com seus cabelos idem, em uma cidade que dita moda, cultura, contra cultura e tendências  e desperta o imaginário de sol, praia e estilo de vida no mundo todo seja através dos filmes high school ou das praias e seus adeptos e saudáveis usuários. Seja nas bandas que fizeram historia e que criaram o desbunde nos anos 60, como the Doors...ou seja, a California É um blend de tudo isso, e muito mais. E é por isso eu amo Los A Angeles:ela é a loucura e o sonho, a tendência e o tradicional.
É a Única cidade em que os funcionários dos serviços diplomáticos estrangeiros (fora o Rio e Miami, provavelmente) JAMAIS querem ou pedem transferência, somente para ficar em um exemplo exótico.

A primeira impressão de L.A é estranha e a maioria dos brasileiros não gosta logo de cara.
Esta cidade requer tempo, pois as informações são muitas e é "tudo ao mesmo tempo agora". Tipo não dá para ver e fazer tudo em 1 semana....aqui nessa cidade , a maxima " a primeira impressão é a que fica" NÃO funciona.
E Saber andar aqui faz você ver a cidade como ela é e não como parece ser quando você anda nas areas turísticas, que se focam em poucas coisas.
Ela tem seus guetos e minorias, seus problemas raciais, mas isso qualquer lugar tem. Agora, beleza e diversidade cultural como aqui, não há. L.A é a high school do valley e a praia do filme "harbodies(1984). Ela é "Beverly Hills 90210" , Hollywood e o oscar...ela é gente dourada e também góticos e bikers,a cidade e a moto.
É tudo isso..é California no mais alto grau.
Nessa lugar onde o calor impera,os conversíveis não são as únicas estrelas: o ar condicionado central está logo ali em segundo lugar.
E ele esta em todas, literalmente falando, todas as casas desta cidade,assim como Em boa parte dos EUA .Ao menos nisso o resto do país se nivela a Los Angeles.

Voltei ao Brasil em 93 porque achava que teria no Rio esse mesmo clima. Um Ledo,fatal engano. 

No Rio, a gente mal tem tempo de olhar para a cidade, que apesar de bonita,maravilhosa e MAIS estonteante do que L.A,contrasta com a violência e a atenção fica muito dividida entre perigo e contemplação. 
O Rio é o que L.A. seria se não tivesse sido planejada...o Rio é uma Los Angeles depois do apocalipse.
Já na Florida eu tive uma miniatura de L.A, pois o estado é praia,é sol também. Claro que na Florida o aposentado é quem manda, pois lá é a area do mundo que mais atrai os aposentados do planeta. Eu vivi em Orlando, que não tem nada a ver com Miami. Orlando é boa por uma semana,pois depois é muito caipira e chata,apesar de ser muito bem estruturada. Já Miami é a cidade que faz o trio imbatível com LA e o Rio. O estado da Florida é maravilhoso,tem menos gente de fora do que L.A e parece menos barulhento. Mas L.A, como uma cidade que não existe (MAS existe...) é incomparável. Na Florida os idosos QUEREM ser e se sentir assim. Já em L.A quem tem 60,70 parece ter 50. Vestem Hollister e Rip Curl. Viver sem estresse faz bem !

Nós brasileiros ,por termos sempre essa simbiose com beleza e estresse, de nada poder ser tão bom que algo não estrague, parecemos sempre estar esperando alguma coisa que quebre nosso prazer de viver né. Isso é stress muito enraizado. Também pudera...mas quando se vive em outros lugares voce relembra ou descobre que é possível viver anos a fio sem ver TANTA  noticia ruim e nem lembrar de que existem tais coisas. 

Vim morar em Londres e foi a melhor decisão de minha vida. Aqui é o local mais seguro e mais visitado do planeta, e o maior centro de negócios do mundo. como trabalho no mercado financeiro, foi a escolha certa. A beleza da cidade é diferente das cidades de praia, e as pessoas mais fechadas. Ainda assim, Londres é o oposto que eu procurava para dividir meu tempo entre as outras cidades praianas, como o Rio e Los Angeles.

Se você conhecer alguém que more há mais de 10 anos em L.A. e diga que detesta, tenha certeza....essa cidade é tão genial que até quem desfruta dela tem uma inveja de sua beleza e glamour,de seus entornos únicos no mundo, de sua aura e desse céu californiano que nos dá uma vista dourada, quando dirigindo na Santac Monica boulevard as 4 da tarde...com a bola de sol gigante exatamente no fim da avenida,tal um pote de ouro no fim do arco-íris californiano.

Para Quem NAO ACREDITA,Veja a foto tirada por mim em um fim de tarde. Até breve!

Monday, October 12, 2015

The new era hasn't brough it all, now has it?

Generation gap? nah...in fact what we've been seeing over the past 10 years is way more than that. it's more like the  information gap. yes, ladies and gentlemen....it goes so fast we barely have time to digest what flows in trough our smartphone's screen via our newsfeed.
I remember having to drive all the way from West Hollywood to the  famous "Book soup" bookstore in Beverly Hills to find a 15- day old Brazilian paper back in the early 90's. But it was so much fun! on  my way down there I used to stop at cafes, play arcades, browse the famous Tower Records on sunset boulevard and so on. Now I open my Iphone and have instant access to EVERY paper on he planet. but...see? we had more time to see things around us back then than we do today.

what brings it to the point i wanna be at:  things are easier today, within reach, but it doesn't mean it's better. well....IT IS NOT. We're getting so bored with so much at our hands we don't care anymore.
I'd  really like to see this tech race cool off for a while....I really would. We should stop stuffing our minds with so much useless information and SHOULD PERHAPS  start to get in touch with he real world out there. life is too digital these days. It's too overwhelming on stuff we really don't need to have around us anyway.
Don't get me wrong here....I am not neglecting the benefits of the modern era,but a bit of balancing would help a lot and make us come down to earth and chill out a bit. Less excess, more excitement. What about that ?
Cya next time!