Wednesday, December 21, 2011

IMPERDIVEL. - MARGIN CALL. UM GRANDE FILME.

De Londres
Os norte-americanos têm uma predileção especial pelo cinema como forma de exorcizar seus demônios. Eventos traumáticos da história dos EUA como a guerra do Vietnã, o assassinato de John F. Kennedy, os atentados de 11 de Setembro e os conflitos no Iraque e no Afeganistão, apenas para ficarmos no passado recente, foram todos parar no grande consultório de análise coletiva da nação. Com o chamado colapso dos subprimes, o pior desastre econômico desde a quebra da bolsa de Nova York de 1929, não seria diferente.


Três anos após o fatídico mês de setembro de 2008, quando bancos do porte dos vetustos Bear Stearns e Lehman Brothers ruíram como quitandas mal administradas, a crise que pôs à prova os fundamentos do capitalismo moderno chega aos cinemas naquele que David Denby, crítico da revista The New Yorker, chamou de “o melhor filme sobre Wall Street já produzido”. O assunto já havia rendido um documentário obrigatório, “Trabalho Interno”, vencedor do Oscar na categoria em 2010.
“Margin Call – O Dia Antes do Fim” (”Margin Call”, EUA, 2010) marca a estreia do diretor e roteirista J.C. Chandor nos longa-metragens. Oriundo da publicidade e dos documentários, Chandor narra as últimas 24h de um banco de investimentos (claramente inspirado no Lehman Brothers) antes do estouro da crise, um thriller que irá provocar no espectador muito da tensão típica dos clássicos de David Mamet e Sidney Lumet. Um feito e tanto para um jovem cineasta.
O longa, que teve sua primeira exibição na mostra não competitiva do Sundance Film Festival de 2011, conta com um elenco estelar capitaneado por Kevin Spacey, Jeremy Irons, Simon Baker, Stanley Tucci e Demi Moore.

Logo após ser demitido do banco, o gerente de riscos Eric Dale (Stanley Tucci, em atuação brilhante) entrega para um analista de sua equipe, o jovem Peter Sullivan (vivido pelo neo-Dr.Spock Zachary Quinto), um pen drive contendo o último trabalho ao qual vinha se dedicando, um estudo estarrecedor que demonstra que altas taxas de alavancagem combinadas com a queda dos títulos subprime estão prestes a fazer o patrimônio do banco centenário valer tanto quanto uma nota de três dólares. Não é preciso dominar o “economês” para entender que, naquele momento, o mundo como todos conheciam estava prestes a acabar.

Ciente do potencial explosivo do que tem nas mãos, Sullivan, um engenheiro espacial do M.I.T. que vai parar em Wall Street atraído pelo dinheiro, confirma os estudos do ex-chefe e dá início a uma reação em cadeia que irá tirar da cama toda a estrutura de comando do banco no meio da madrugada.
Kevin Spacey faz o papel de Sam Rogers, o terceiro na linha de poder, um sujeito decente que se vê diante do maior dilema moral em sua carreira de quase 35 anos no brutal mundo do mercado financeiro. É nele que se concentra a grande tensão narrativa do filme. Seus chefes imediatos, o diretor de operações Jared Cohen (Simon Baker) e o CEO John Tuld (Jeremy Irons), ao contrário, não demonstram o mais rudimentar drama de consciência enquanto passam a noite bolando o plano salvador capaz de tirá-los do buraco iminente.

Esqueça tudo (ou quase tudo) que você já viu sobre Wall Street em filmes do diretor Oliver Stone. Depois de Margin Call – O Dia Antes do Fim, Gordon Gekko vai parecer uma caricatura. Com seu estilo quase documental, J. C. Chandor não só aprofunda a discussão sobre a desintegração moral dos homens que definem os rumos das finanças mundiais, como também estende o debate ao modo de vida do americano médio, totalmente dependente de uma forma de riqueza tão ficcional quanto a arte que lhe é tão cara – o cinema.

Friday, September 16, 2011

A POBREZA DOS EUA? NAO MESMO!

Todos deveriam ter lido este artigo da coluna de Jorge Bastos Moreno em O GLOBO de hoje.Imperdivel!.Reproduzo aqui:

Rádio do Moreno
A Pobreza Americana
16/09/2011 - 15:04 (Rádio do Moreno)

Alguns veículos de comunicação divulgaram nesta semana, com estardalhaço, e uma ponta de satisfação, o crescimento assustador do número de pobres nos Estados Unidos da América. Segundo as matérias – que coincidiram com os dez anos do Onze de Setembro –, o número de pobres na maior potência do planeta é, hoje, de 15% da população, algo em torno de 46 milhões de pessoas, uma Espanha inteira. Alguém é considerado pobre nos EUA, quando ganha o equivalente dezoito mil reais por ano. Ou seja, um salário mensal de um mil e quinhentos reais.
A pirâmide social americana é semelhante à brasileira, desde que, para isso, seja virada de “cabeça para baixo”. Na pirâmide invertida, vemos que o percentual de ricos brasileiros na população é igual ao dos pobres americanos, e que o percentual de pobres brasileiros é o mesmo dos ricos americanos. Infelizmente, é essa a realidade
Sem um grande Presidente desde Bill Clinton – Obama é um medíocre e o antecessor, George Bush, um fraco – os EUA têm enfrentado turbulências e patinado. Estão mesmo passando por uma crise, que começou com a bolha imobiliária há dois anos. Mas, daí a estarem empobrecendo...
No início dos anos 50, logo após a Segunda Grande Guerra, com Europa e Ásia devastadas, no auge do governo de Eisenhower, os EUA chegaram a deter metade do PIB mundial. Essa fatia caiu para um terço nos anos 80 e hoje representa um pouco menos de um quarto. Isso num país que tem menos de 5% da população mundial.
Escandalosamente ricos, os EUA são líderes incontestáveis em muitas áreas da atividade humana; suas universidades são as melhores do mundo; todos os estudantes têm um computador em sala de aula; são os maiores na tecnologia de ponta; o índice de produtividade é o maior entre todos os países; são os maiores importadores e exportadores e suas revoluções e inovações na área digital encontram poucos rivais. Poucos países apresentam indicadores sociais melhores do que o deles.
O deslocamento do eixo de poder para o oriente é uma realidade. Enganchados em uma série de problemas há séculos, China, Coréia e partes do Oriente Médio finalmente saíram do casulo e “deram às caras” pra valer no cenário mundial. A inserção desses novatos não tomou muita coisa e nem diminuiu a presença dos EUA e da Europa no mundo.
O país do consumo desenfreado tem o maior mercado interno do mundo e quase nunca lhe falta dinheiro. E quando isso ocorre, eles pedem emprestado. Sempre me pergunto como os EUA conseguem pagar seus custos militares e de segurança, principalmente depois do Onze de Setembro? E como eles conseguem manter duas ou três guerras quase que simultâneas, a um custo absolutamente aterrador para qualquer nação. Essa crise – passageira – tem a ver com o custo pesadíssimo das duas últimas guerras.
Amados, temidos e odiados, os EUA dividem a opinião mundial. Para alguns, trata-se do grande satã, fomentador de guerras, parasita e pirata mundial. Para outros, é liberal, democrata, magnânimo e mantenedor da ordem mundial!
O Brasil está longe dos EUA, só poderemos nos comparar a eles daqui uns vinte anos, tempo de uma geração inteira. A riqueza dos EUA é desmedida e nos assusta. Eles podem bancar qualquer projeto, cujo custo quebraria qualquer outra nação sobre a terra. Por duas vezes em um século, deram-se ao luxo de reconstruir a Europa e financiar países, e cobraram por isso uma fatura, exportando seu modo de vida para o mundo. Sua música, cinema e estilo de vida invadiram os lares do planeta, e o século XX, foi chamado de o século americano.
Se essa influência está diminuindo, não significa que seu povo esteja mais pobre ou em decadência. Os pobres americanos têm um padrão de vida igual ao da classe média brasileira, lá não existem miseráveis, e o braço do Estado americano alcança todos os seus cidadãos.
Nós estamos lutando para chegar lá!
Theófilo Silva é articulista colaborador da Rádio do Moreno.

Wednesday, June 15, 2011

Delirios sobre o Leblon em uma noite Londrina

Sempre quis morar no Leblon.
Desde garoto, me deliciava com a idéia que o bairro me passava, uma coisa carioca aristocratica e e de boemia ao mesmo tempo.Enchi muito o saco de meus pais para mudarmos, sem sucesso.
Mais velho,alí pelos 18, já era frequentador habitué do lugar e sempre me senti mais "carioca" no Leblon.Como decidi ser musico e fui para uma outra historia de amor(Los Angeles),o projeto de viver no bairro ficou de lado.Ledo engano.

Mesmo em LA, e assim por toda minha vida até hoje,sempre que a barra pesa ou algum tedio visita,eu sento em um ambiente de meia-luz e ,lentamente começo a visualizar as ruas e uma ficticia varanda na Delfim Moreira, e nessa hora evoco os versos de "morro dois irmãos" do Chico,que muito provavelmente os escreveu ou pensou neles ao ver o morro ali, da Delfim, com um cheiro de maresia, lá pelo meio da madruga, tragando um cigarro ou bebendo um scotch...

E basta eu criar essas imagens na mente, que vem toda uma utopia carioca que me conforta imediatamente: o mar quebrando na madrugada, uns poucos faróis de automoveis,uma moleza preguiçosa e tao carioca, a roupa confortavel de ficar em casa, a certeza da manha seguinte caminhando pela praia, vendo pessoas e mais uma vez sentindo a maresia....isso tudo resume o porque de eu amar tanto esse bairro mesmo sem ter vivido (ainda) ali.Esteja onde eu estiver, o Leblon é meu porto seguro imaginario, meu calmante, uma especie de refugio que só projeta na mente quem tem a capacidade de "sentir" o sabor de cada lugar.Isso me resume em tudo o que amo no Rio. Chico deve ter "sentido" o mesmo da sua varanda....se até eu pude sentir!

Nessas noites Londrinas e, em breve, tambem Californianas, sempre haverá a varanda da Delfim Moreira com vista lateral para as luzes do dois irmaos e do vidigal. Tudo o que o Rio representa esta, para mim, resumido e misturado em  ipanema e  Leblon.

Friday, June 3, 2011

MARACANÃ E MINHAS TARDES ETERNAS.

Lendo esas atrocidades que estão fazendo com o Maracanã, dia desses me passou um filme na cabeça, de meus tantos domingos "eternos" no templo, onde sempre fui torçer pelo meu Flamengo, ali na "arquiba", junto da moçada, tomando uma cerveja e fumando um cigarrinho, sem ligar se é ou não saudavel. A democracia sem grilos do maraca...onde as classes sociais se falam e se igualam.
Eu não sou contra o progresso, mas estes estadios aqui da Europa são chatos....apesar de se poder beber e de serem limpinhos, não tem o clima do velho maraca...os cachorros quentes geneal, frios e amassados, mas que salvavam a patria....o mate, o jeito malandro do vendedor, que não sabe se ve o jogo ou se vende....a famosa frase "suderj informa" que fz parte do show...enfim....agora isso tudo acabou..só ficou a memoria...e quem não foi, perdeu.
Por isso reproduzo aqui uma cronica belissima, que me faz encher os olhos de lágrimas toda vez que a leio:


" Maracanã" do mestre eterno Armando Nogueira, publicada quando da comemoração dos 40 anos do estadio, ( em 1990)e que, em 2000 fez 50 e em 2010 fez 60 anos!


MARACANÃ

"Revejo, com saudade,
as bandeiras das tuas batalhas repartidas sobre o campo.
Revejo, com saudade,
a tua multidão que torce e distorce a verdade até morrer,
doa a quem doer.
Revejo, com saudade, as esperanças que se perdiam pela linha de fundo 
no entardecer de cada jogo.
Quantas vezes foste a minha pátria amada, idolatrada,
salve, salve a seleção!
Quantas vezes a minha alma escapava de mim
e, sem que o árbitro notasse, aparecia na pequena área,
providencial, para fazer o gol da vitória.
Perdi a conta dos gols
que fiz com pés que nunca foram meus.
Saudade de certa lágrima de vitória 
que, um dia, vi brilhar no rosto quase meu de uma criança.
Maracanã.
És a fantasia da paixão
que aproxima e divide:
louvor e blasfemia,
alegria e desdita.
És o gol de Gigghia,
celebrado com um minuto de silêncio à soberba nacional.
És o ignorado herói de uma tarde
cujo gol restou sem data
como se nunca houvera sido feito.
És gol de placa
que ninguém sabe ao certo como nasceu
mas que o tempo
vem tratando de fazé-lo cada dia mais bonito.
Gol de fábula.
És o craque que passa, sem pressa,
tecendo a promessa de gol com a bola nos pés
e os olhos na linha do horizonte.
És Gérson e Jair da Rosa Pinto
que tinham no pé esquerdo o rigor da fita métrica.
És Nilton Santos, futebol de fino trato,
na majestade e no saber.
És Zizinho, que conhecia, como ninguém,
todos os atalhos da tua geometria.
És Zico que driblava triscando a grama,
suave como uma pluma.
És a "folha-seca" de Didi,
fidalgo de rara nobreza
que tratava a bola como se trata uma flor.
És Ademir Menezes correndo, olímpico,
pelos indizíveis caminhos do gol.
És Carlos Castilho, santo goleiro
que fazia milagres pelos confins da pequena área.
És Pelé,
cujos gols eram tramados na véspera 
(ele trazia de casa as traves e a bola do jogo).
És Garrincha que dobrava as esquinas da área 
driblando Deus-e-o-Mundo
com a bola jovial da nossa infância.
Quanta saudade
daquele drible pela direita
que alegrava as minhas jovens tardes de domingo.
És, enfim, a vitória e a derrota,
caprichosa imitação da minha vida.
E porque és uma parte da minha memória,
seguirei cantando, comigo, a melodia de teu doce nome:
Maracanã, Maracanã ! "

Monday, May 30, 2011

UM CURSO RELAMPAGO SOBRE OS EUA- DEFINITIVO. E NÃO ME ENCHAM MAIS O SACO....

Se voces já ouviram aquelas baboseiras todas de seus professores universitarios e anti americanos (coisa comum na escola brasileira por causa da vista grossa dos EUA em relação a ditadura no Brasil, e que eu mesmo critico) esqueçam....os EUA são muito mais do que fast food e carrões, muito mais do que potencia militar e economica, e se voce também ouviu as cascatas sobre a DECADENCIA americana, voce gostará desse curso relampago aqui no site.

UMA NAÇÃO QUE TE LEVA AO FUTURO E ENCANTA.

Se voce for paciente, aprenderá que o que fez este país ser a hiper potencia que ele é são a infra estrutura impecavel, as universidades de excelencia e o império da lei...as tantas invenções que nos rodeiam em nosso dia-dia e facilitam nossas vidas, as pesquisas e novos equipamentos que nos trazem saude e prazer, como remedios, esportes, materiais eletronicos, instrumentos musicais, etc....os EUA são um vulcão de ideias e é isso que faz dele uma potencia: eles são um país CRIADOR de coisas, assim como Alemanha, Inglaterra, etc... existe uma diferença que vai moldar este seculo: quem serão os criadores e os consumidores das novidades que impulsionarão o mundo?
Aqui, hoje, voce saberá o porque de os EUA serem isso tudo....baseado em minhas viagens por este país continental e , sem modestia, minha longa exeriencia em Estados Unidos, dividirei com voces esta expriencia


Explorar a America, pegar a estrada e conhecer suas grandes cidades, percorrer o interior do país, passar por lugarejos esquecidos pelo tempo, cruzar florestas, desertos, canyons, ficar conhecendo sua gente simples do interior, que nunca saiu de suas cidades, e seus centros de consumo e pólos da mais avançada tecnologia, que ditam as regras do futuro e atraem gente de todos os cantos do mundo. Cruzar e conhecer esta America é sem dúvida uma das aventuras mais emocionantes que alguém pode fazer.


Ao percorrer as estradas da America, geralmente escolhemos um ponto de partida e um destino, e tentamos ver o máximo do país entre estes dois extremos. Desta forma tivemos oportunidade de conhecer 37 estados: Alabama, Arizona, Arkansas, California, Colorado, Delaware, Florida, Georgia, Illinois, Idaho, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Louisiana, Maryland, Minnesota, Mississippi, Missouri, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, New York, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pennsylvania, South Carolina, Tennessee, Texas, Utah, Virginia, Washinton, West Virginia e Wisconsin. Alguns foram visitados de passagem, outros demoradamente, e alguns mais de uma vez. Assim tivemos chance de conhecer um bom pedaço da America, desde o lado oeste do país, onde estão Los Angeles e San Francisco ao nordeste, onde ficam New York City e Washington DC. Dos desertos de Houston e Dallas às ventosas Chicago e Milwaukee. Do carnaval gringo de New Orleans ao gelo de Minneapolis. Das luzes de Las Vegas ao country de Nashville, passando ainda por Albuquerque, Kansas City, Cleveland, Baltimore, Philadelphia, Oklahoma City, Atlanta, San Diego, Des Moines, Saint Louis, Niagara Falls, Salt Lake City, Indianapolis, Phoenix, Charleston, Buffalo, Cincinnati, Memphis, Arlington, Pittsburgh, e claro, Miami e Orlando, além de um incontável número de médias e pequenas localidades, ao longo das estradas.


Como descrever estas experiências? Qual seria a melhor forma de relatar tantas aventuras boas e - claro - algumas não tão boas que surgiram pelo meio do caminho? Como aquela vez que fomos pegos por uma tempestade de neve ao norte de Buffalo, com a estrada transformada numa escorregadia pista de gelo, e ao tentar limpar o pára-brisa com água (ok, a gente sabe agora que foi ignorância... ), ele congelou ainda mais, nos deixando numa estrada escorregadia sem conseguir ver nada a nossa frente, com dezenas de carros acidentados a direita e a esquerda?

Por outro lado também houve um sem número de momentos maravilhosos, descobertas de lugares, coisas, pessoas. Vimos uma cultura diferente abrir-se a nossa frente, revelando lados e características muitas vezes surpreendentes, e que em nada correspondem a estereótipos que geralmente temos sobre outras terras e povos. Lugares belíssimos, de um país com imensas extensões territoriais. Florestas, desertos, campos, montanhas, e uma infra estrutura turística invejável, que permite atravessar-se o país de ponta a ponta dentro de um mesmo padrão de conforto e segurança. Estradas com pavimentação impecável, sinalização eficiente, manutenção atenta, e que nunca param de crescer e crescer. Vimos também o lado menos glamoroso da America, os bairros pobres e perigosos das grandes cidades,( no nivel deles,claro) e que, freqüentemente, a pouca distância das modernas torres de alumínio e aço, ocupadas por prédios inteligentes, servem de abrigo aos esquecidos por aquela rica sociedade.
Calro que viver aqui faz voce ver tudo com mais clareza, mas que é sensacional ,é.

A Cidade Americana Típica
Uma das coisas mais interessantes que podem ser percebidas ao atravessar vários estados americanos é constatar como algumas coisas não mudam no país, de um lado a outro, a começar pelas suas próprias cidades. Se você esquecer lugares como New York ou San Francisco, ou mais alguns poucos, que podem ser considerados como atípicos, as cidades americanas parecem ter todas a mesma receita: Um centro composto por meia dúzia de prédios moderníssimos com formas aerodinâmicas revolucionárias, sendo um ou dois com teto em forma de torre de castelo, outra meia dúzia de prédios em volta, mais baixos e discretos, sendo este conjunto rodeado por uma malha de auto-estradas com trânsito incessante e logo além um mar de subúrbios e bairro residenciais que se sucedem indefinidamente até onde a vista alcança.
Este modelo urbano é conseqüência do próprio conceito que os americanos tem da forma como deve funcionar uma cidade. Em primeiro lugar ninguém mora no centro, a não ser os menos favorecidos. E ninguém mora no centro porque não precisa morar no centro. Todos tem automóveis, podem se dar ao luxo de morar em agradáveis bairros residenciais distante do centro, em suas casas com jardins e piscinas, e chegar ao seus locais de trabalho, seja onde forem, através das excelentes auto-estradas ou em modernos trens.
O que de início, pode parecer falta de imaginação urbana, é na verdade um sistema que traz para seus moradores um padrão de vida bem mais elevado do que em outros países. Mas ao mesmo tempo faz que estas cidades tenham uma dinâmica diferente, e que muitas vezes estranhamos ao chegar lá. É como se o lado visível da vida nas cidades típicas americanas não acontecesse no centro, na forma como estamos acostumados, seja de rua em rua ou de loja em loja.
A vida do centro costuma estar confinada aos modernos prédios de escritórios, sedes das grandes empresas e corporações, e um ou outro shopping central, onde estes funcionários, homens geralmente trajando camisa social branca de mangas compridas e gravatas, e mulheres com elegantes terninhos se reúne para almoçar, entre 12 e 13 horas, e depois, colocam seus tênis e dão várias voltas ao redor da quadra, aproveitando o restinho de tempo do almoço para se exercitar.

O melhor das cidades americanas acontece nos subúrbios, no comércio das grandes lojas de departamentos espalhados em diferentes pontos da cidade, nos imensos shoppings e malls, nas verdes alamedas das dezenas de bairros residenciais ou na vida social de suas comunidades. E por isso, freqüentemente, essa vida não pode ser constatada de imediato por visitantes ou turistas apressados.
Se você vai está viajando aos Estados Unidos numa excursão com guia, ou tem amigos ou parentes lhe esperando ao chegar lá, provavelmente não vai precisar se preocupar com rotas, estradas, escolher hotéis onde passar a noite, lugares a visitar etc, pois presume-se que seus anfitriões ou guias de turismo cuidarão de tudo para você. É só relaxar e aproveitar.
Por outro lado, se vai viajar por conta própria, você mesmo terá que resolver todos os assuntos relativos ao seu passeio. E se este passeio não está limitado a apenas uma localidade, e sim diversas cidades ou estados americanos, então um pouco de planejamento certamente vai lhe ajudar a aproveitar mais o passeio.

Seria impossível aqui darmos dicas válidas para todo aquele país continental, e nem nós temos a pretensão de conhecer tudo sobre aquela terra. Mas já tendo percorrido 37 estados e dezenas de cidades, conseguimos reunir algumas informações que podem ser consideradas válidas para qualquer ponto daquela terra. São informações genéricas, mas que vão servir de ajuda principalmente para quem viaja como nós, gente que gosta de pegar a estrada por conta própria, decidida a conhecer a fundo a America, ver ao máximo tudo que encontra pela frente, suas pessoas, localidades, atrações, coisas boas e também as ruins, sem deslumbramentos nem preconceitos. Enfim, conhecer as entranhas de um país.
Mapas
Ter um bom mapa é essencial para o sucesso de sua viagem, e isto é fácil resolver. Antes de pegar a estrada passe em qualquer posto de gasolina e você encontrará vários modelos de mapa da cidade onde está, dobráveis, em formato de livro, de papel simples ou encerado. Se quiser fazer ainda melhor compre um Atlas Anual de estradas de rodagem. Eles trazem os mapas de todos os estados americanos, todas as cidades e estradas do país, número das saídas de acesso para cada cidade, principais atrações turísticas e diversas outras informações úteis para viajantes.
Os melhores Atlas de estradas de rodagem são editados pela companhias Rand McNelly e National Geographic, e podem ser encontrados, respectivamente, nas lojas da RandMcNelly e da National Geographic, mas não compre lá! Procure-os nas redes das lojas Walmart ou Target, onde exatamente os mesmos mapas podem ser encontrados pela metade do preço. Não deixe de comprar também um bom isopor, pois isso vai lhe proporcionar conforto e a conveniência de levar no banco de trás bebidas geladas, sanduíches, frios ou o que mais quiser. São chamados de Coolers, e podem ser encontrados em lojas da SevenEleven, Target ou Walmart, só para citar as mais fáceis de encontrar. Se você não encontrar alguma dessas lojas visite os respectivos sites clicando nos nomes acima, escolha opção Store Locator, digite o nome da cidade ou Zip Code (o código de endereçamento postal dos americanos) e você verá onde estão as lojas mais próximas de seu hotel.
Aluguel de Carro
Se você quer realmente conhecer os Estados Unidos um carro é essencial. Pode-se dizer que toda sua sociedade foi construída em cima de quatro rodas. A própria disposição urbana da cidade típica americana torna o automóvel uma necessidade. Nos Estados Unidos as pessoas entram no carro para atravessar a rua e comprar pão no mercado em frente. Alugar um carro nos Estados Unidos é como comprar um saco de pipocas no Brasil: Usual e banal. Já escolher a locadora é tarefa menos simples, pois existem as dezenas. As principais empresas são Avis, Hertz, Alamo, National, Budget e Dollar, e os preços são competitivos em todas. Temos preferido alugar sempre pela Alamo, que permite pegar e devolver o carro em estados diferentes, o que não é possível na maioria das outras empresas. Você vai ter que pagar um adicional que depende da distância entre o estado que pegou o carro e em qual você vai devolver, mas em compensação poderá começar seu passeio, digamos, em Atlanta e terminar em New York, ou começar em Dallas e terminar em Chicago, sem ter que se preocupar em levar o carro de volta. Desta forma é possível fazer a viagem com mais calma, ver mais coisas e aproveitar melhor o seu passeio.
Percorrendo as estradas da America nunca tivemos qualquer tipo de problemas, mecânicos ou legais. Todas locadoras tem serviço de atendimento 24 horas que, em caso de necessidade, pode ser acionado de qualquer lugar do país. No caso de um pneu furado, por exemplo, não esqueça de guardar o recibo do conserto, pois este valor lhe será reembolsado ao final do aluguel. Um detalhe importante é levar também sua carteira nacional de habilitação, pois ela costuma ser até mais importante do que uma carteira internacional. Aliás é interessante observar que, embora de acordo com as informações oficiais uma carteira de motorista internacional seja essencial para o aluguel de carro americano, ela praticamente nunca é pedida na hora do aluguel. Mesmo assim, se você quiser, por via das dúvidas, levar uma, ela pode ser providenciada no Detran de seu estado, e a validade desta habilitação internacional será a mesma de sua carta nacional de motorista.
No aluguel de carros, outro item essencial é dispor de um Cartão de Crédito Internacional. Ele agiliza muito o aluguel, caso contrário você precisará, além do valor do aluguel, fazer um depósito em dinheiro para cobrir qualquer eventualidade. Quanto aos preços, eles dependem do modelo de carro escolhido e do estado do país em que você faz o aluguel. O sistema adotado pela maioria das locadoras não permite escolher o modelo de carro, mas sim a categoria do automóvel. Geralmente são classificados em Economy (modelos pequenos e econômicos), Midsize (médio), Fullsize (completo), Premium (luxo), Luxury (super luxo), Conversíveis e Vans.
Se você está viajando com poucas pessoas, vai ficar numa mesma cidade e não pretende viajar pelas estradas, um carro modelo Economy provavelmente será mais do que suficiente para suas necessidades. Se pretende cobrir longas distâncias, e carregar volumes maiores, aconselhamos a pegar um carro Midsize, ou no máximo um Fullsize, pois assim poderá contar com recursos como piloto automático e outras vantagens, além de um porta malas suficiente para acomodar todas suas compras, o que lhe trará muito mais conforto na estrada. Um carro médio, de categoria Fullsize nos Estados Unidos equivale a um carro de luxo no Brasil, e o único problema que eles trazem é quando o aluguel acaba, voltamos para a nossa terra, e temos que encontrar de volta aquele nosso velho carrinho... Já se você está viajando com um grupo maior de pessoas e vai repartir o aluguel considere a opção de alugar uma Van, pois elas tem espaço de sobra.

Quanto aos preços de aluguel, a Flórida está entre os estados com as melhores promoções. Já New York está entre os mais caros. Lembre ainda que além do preço do aluguel propriamente dito, existem várias taxas que as locadoras só nos lembram de sua existência quando vamos pegar o carro, tais como seguro contra acidentes, denominados como CDW (Collision Damage Waiver), EP (Extended Protetion), além de taxas estaduais, federais, de aeroporto, etc. Algumas destas taxas são opcionais, outras obrigatórias, e se você escolher todas, pode ter a surpresa de ver o preço dobrar ou até triplicar, dependendo do modelo do carro, duração de aluguel e localidade onde pega o carro. Mesmo assim, dirigir sem seguro algum é uma temeridade, assim qual a solução?
Mais uma vez entra em cena neste caso aquele produto que não é Bombril, mas tem mil e uma utilidades, o abençoado Cartão de Crédito Internacional. Diversas operadoras de cartão de crédito oferecem aos seus clientes a cobertura de seguros de carro durantes viagens internacionais, o que equivale ao pagamento dos seguros CDW e EP. Antes de viajar, telefone para a sua operadora de cartão de crédito e informe-se se eles oferecem este serviço, e caso a resposta seja positiva, ao alugar o carro, escolha não incluir no preço do aluguel os respectivos seguros. Em caso de algum acidente (toc-toc), você paga o prejuízo, traz o comprovante, e é reembolsado daquele valor ao voltar para seu país.

Por último lembramos que geralmente é mais barato fazer reserva do carro antes de sair do Brasil, pela Internet, pois nos sites são oferecidos preços especiais, nem sempre a disposição de quem aluga diretamente no balcão do aeroporto, ao chegar lá.
Os Americanos ao Volante
Com exceção de alguns lugares, geralmente onde há grande concentração de comunidades latinas, como na Florida, Texas e New Mexico, onde os motoristas são visivelmente mais apressados e imprudentes, a primeira impressão que se tem ao dirigir nos Estados Unidos é de que os Americanos são prudentes demais e que tudo anda meio lento. Pura impressão, pois na verdade a primeira preocupação deles é com a segurança. Rarissimamente vê-se zig-zags nas ruas, mudanças constante de pistas nas estradas, e ninguém dá cortada em ninguém.

Dirigir para os americanos é como caminhar, e desde cedo eles aprendem como se comportar de maneira apropriada ao volante. Certa vez, em Chicago, fomos pegos por uma tempestade tão forte que chegou a ser classificada como furação. Faltou luz em quase toda cidade, inclusive nos sinais de trânsito, e não havia um guarda sequer a vista. Mas, embasbacados, constatamos que, nos cruzamentos, os motoristas não apenas não bloqueavam as ruas, como ainda por cima, como se já estivesse tudo combinado, alternavam-se para atravessar as ruas, ou seja, agora vem um carro daqui, depois vem um carro de lá, agora dobra um pra lá, depois outro dobra de lá pra cá, e assim por diante, como uma coreografia perfeitamente ensaiada. E tudo calmamente, um a um, sem ninguém tentar furar a fila, passar por fora ou sequer buzinar. E isto acontecia em todas esquinas ao longo de nosso trajeto!

Um ponto essencial ao transitar pelas estradas americanas é atentar para a velocidade máxima permitida nas estradas. A velocidade máxima permitida costuma ser baixa, bem inferior às velocidades permitidas na Europa, e principalmente, às praticadas no Brasil. Ela também está condicionada ao tipo de estrada, sendo que as auto-estradas permitem velocidades máximas entre 65 milhas/hora até 75 m/h, conforme o estado. Estradas estaduais e secundárias tem um limite ainda mais baixo. Uma tolerância de 5 milhas acima da velocidade máxima permitida costuma ser usual, mas acima disso será alta a possibilidade de você ser parado por algum carro da polícia, pois eles parecem estar em todo lugar. Se você for pego com velocidade acima do permitido em algum trecho de estrada em obras sua multa será ainda maior e terá o valor duplicado. É aconselhável tomar como norma seguir no mesmo fluxo dos carros a sua volta.
Quem percorre as estradas americanas com um bom mapa e prestando atenção nas placas das estradas, dificilmente vai se perder. A obsessão deles com a sinalização das estradas é tão visível que em certos locais beira o exagero. Não se surpreenda se 30 milhas antes de chegar ao acesso a uma determinada cidade você já encontrar enormes placas situadas em cima da estrada dizendo, por exemplo: Albuquerque, Keep Right Lane (Para ir para Albuquerque mantenha a pista da direita). Cinco milhas a frente o mesmo aviso, outras cinco milhas a frente o mesmo aviso, só que ainda maior. Ao chegar mais próximo a saída propriamente dita, o acesso a Albuquerque estará indicado por placas dispostas a cada 200 metros, pintura zebrada no asfalto e setas que aparentam ter sido projetadas para leitura de deficientes visuais...
Quanto ao trajeto escolhido para ir de um lugar a outro você tem basicamente duas opções:
Auto-estradas. Indicadas por placas com letras brancas sobre fundo azul. A vantagem dessas estradas é serem a forma mais rápida de ir de um lugar a outro, e por isso são preferidas pela maioria dos motoristas com pressa de chegar. Sua desvantagem é que elas passam direto por fora de tudo que é, ou aparenta ser, interessante ao longo do caminho. Como disse certa vez Charles Kuralt, com bom humor: "Graças ao sistema nacional de auto-estradas, agora é possível atravessar os Estados Unidos de ponta a ponta sem ver nada. Vistos de uma auto-estrada, todos os lugares são iguais". A ironia justifica-se pois não há como sair de uma auto-estrada a não ser nos acesso oficiais, que as vezes são muito distantes um do outro. Você vê um lugar bonito e não tem como parar para ir lá, a não ser que volte depois um grande trecho. Uma vez estávamos distraídos e passamos da saída que queríamos pegar para a cidade de Phoenix, e precisamos andar mais 20 milhas até chegar a próxima saída, fazer o retorno e voltar.
Outra desvantagem é o trânsito intenso das auto-estradas, quase sempre repleto daquelas imensas jamantas, que lembram trens no tamanho e aviões na velocidade. As auto-estradas são designadas sempre por uma letra “I” na frente de um grupo de números, como por exemplo I-45, o que significa Interstate 45. As Interstates atravessam vários estados, sendo que as de numeração par (I-40, I-64, etc) correm no sentido leste-oeste e as ímpares (I-91, I-15, etc) no sentido norte-sul.
Além disso as auto-estradas numeradas com três dígitos, sendo o primeiro par (I-280, I-684, etc) cruzam ou circundam as cidades, e as de três dígitos, sendo o primeiro ímpar (I-515, I-394, etc) terminam dentro das cidades.
Outras Estradas: Indicadas com placas com letras pretas sobre fundo branco. Elas complementam o sistema viário nacional. São formadas pelas US Highways, State Highways, Provincial Highways, Secundary Roads e County Roads. Também são todas numeradas, e embora permitam uma velocidade menor, são a melhor forma de se conhecer a fundo os Estados Unidos. Atravessam pequenas cidades, povoados, parques, e nelas tem-se a chance de parar de repente onde quiser, estacionar na beira da estrada, visitar algum lugar simpático, restaurantes familiares, ou o que bem desejar. Apesar de serem consideradas secundárias, não podem ser consideradas inferiores. Na prática, muitas destas estradas são melhores que algumas estradas consideradas como de primeira categoria no Brasil. A única desvantagem dessas estradas é serem lentas, as vezes de mão dupla, o que limita as distâncias que você pode percorrer num determinado tempo.
E há também a questão dos pontos cardeais. Os americanos adoram se referir ao norte, sul, leste e oeste, para tudo. Eles dizem, por exemplo: Eu moro 10 milhas norte do centro. O parque tal fica situada 8 milhas leste desta avenida. E logicamente, o mesmo acontece com as estradas. Mas nem por isso há necessidade de você sair correndo para comprar uma bússola. Basta que, antes de pegar a estrada, veja seu destino, se ele está mais ao norte ou sul de seu ponto de partida, a leste ou oeste, e seguir as placas na direção recomendada. Em pouco tempo a gente acostuma e passa a achar até prático.
Veja por exemplo a foto ao lado. Ela não faz referência às cidades mais próximas, apenas indica as direções que você deve seguir para chegar ao seu destino, conforme ele esteja situado ao norte, sul, leste ou oeste. As placas indicam que, para pegar a auto-estrada I-10 no sentido East você deve seguir em frente, para pegar a I-10 sentido West deve dobrar a direita e para pegar as estradas estaduais 83 ou 377 no sentido South basta seguir em frente. Por isto é sempre importante saber a direção a seguir, e ter um bom mapa a mão. Ou então, faça melhor ainda, compre um aparelho GPS, coloque no seu carro, familiarize-se com ele e dirija para todo lado sem nunca mais ficar preocupado em se perder.
Em nossas viagens temos adotado um misto das duas categorias de estradas. Para longos trajetos que devem ser vencidos no mesmo dia escolhemos uma auto-estrada, e fora disso procuramos fazer os roteiros sempre por estradas secundárias. Se quiser saber mais sobre algumas estradas americanas dê uma olhada no site US-Highways. E veja uma coleção de sinais de estrada de cada estado americano no Road Signs.
Restaurantes de Beira de EstradaNas auto-estradas, podem ser encontrados principalmente junto aos trevos de saída. A maioria deles obedece ao tradicional conceito de Fast Food americano, com algumas poucas variações, quanto ao recheio dos sanduíches, estilo de batatas fritas, etc. Um dos poucos que se destaca nesta imensa relação, servindo pratos saborosos, num ambiente agradável, e que por isso mesmo tornou-se nosso favorito, é o Cracker Barrel. Os restaurantes dessa rede imitam o estilo de antigos restaurantes do interior dos Estados Unidos, dos anos 30. Em cada um deles, anexo ao restaurante, há também uma loja decorada no mesmo estilo tradicional, vendendo desde souvenirs, doces feitos a moda antiga, artigos para casa, lembranças e uma grande variedade de artigos interessantes e divertidos.

Outro clássico da estrada é o Dennys, especializado em pratos típicos americanos, como panquecas com syrup, ovos mexidos com bacon, salsichas e imensos sanduíches recheados acompanhados de batatas fritas. Ao chegar em qualquer restaurante dos Estados Unidos, espere na recepção por um atendente e ele lhe mostrará onde sentar. Geralmente afastados das auto-estrada você também encontrará outros restaurantes que valem uma visita, são o Sbarro (quase todo shopping tem um - especializado em massas a moda Italiana), Applebees (bufês de saladas e pratos variados), Olive Garden (sempre em prédios próprios, rede de restaurantes Italianos com ambiente agradável e pratos ótimos).
Hotéis e Motéis
 Depois de pegar o carro, providenciar um bom mapa e um roteiro básico, o outro fator importante na satisfação e no custo do passeio, é a hospedagem. Como a rede hoteleira nos Estados Unidos é imensa, esta talvez seja a parte mais fácil de todas. A quantidade de opções de hotéis e motéis com diferentes preços, categorias, localizações, e serviços oferecidos é infinita, mas geralmente ficamos em motéis. Assim, você tem a conveniência de estacionar na frente do seu quarto, é mais fácil remover a bagagem, tem entrada e saída independentes, e não há necessidade de circular por lobbies, corredores, ou outras partes comuns.
Quanto a localização, já percebemos que, a não ser que você vá participar de eventos, congressos, etc, e tenha alguma razão particular para hospedar-se no centro das cidades, é mais agradável hospedar-se em bairros fora do centro. Excetuando-se New York, San Francisco, e mais alguns poucos locais, o centro da cidade americana típica simplesmente morre após as 17 horas. Ao contrário de muitas cidades européias, onde a vida e a animação principal começam com o cair da noite, com cafés e bares lotados, calçadas cheias, e muito agito, os centros das cidades americanas costumam ser parcialmente animados apenas durante o dia. Como geralmente no centro encontram-se, principalmente, prédios do governo, sedes de empresas, edifícios de escritórios, e um ou outro shopping destinado a atender essa massa de trabalho em seu horário de almoço, o movimento gira em função do horário de expediente, apenas entre 9 e 17 horas.
Há alguns anos, hospedados bem no centro de Cleveland/Ohio, saímos as 9 da noite para caminhar um pouco e ver o movimento noturno. Só o que vimos foram prédios fechados e ruas desertas. Apenas com muito esforço conseguimos encontrar uma lanchonete Subway aberta, onde compramos uma salada para comer na volta ao hotel. O melhor da cidade típica americana está nos subúrbios. Como lá não existe a profusão de ônibus a que estamos acostumados por aqui, e nem todas as cidades tem amplas redes de metrô, o transporte coletivo não é uma boa alternativa para se conhecer bem um local, e esta é mais uma boa razão para se ter um carro a disposição.
Com relação ao preço, abrimos mão com prazer de hotéis que oferecem spas, salões de conferência, academias de ginástica, e outras coisas incluídas no valor da diária. Para quem quer apenas um bom quarto, limpo, com banheiro privativo, TV a cores, e uma cama macia, optamos por ficar em algum motel da rede Travelodge, Days Inn ou Howard Johnson, nesta ordem. Os três nomes são de redes que cobrem todo o país, tem estabelecimentos dentro de um padrão bastante homogêneo, com quartos grandes e confortáveis, sem serem caros. Os preços das diárias variam de um local para outro, dentro da mesma rede, conforme o tamanho da cidade ou a localização escolhida. Como todos tem sistema de informações e reservas on-line, se você já sabe a cidade onde pretende passar sua próxima noite, é melhor dar uma conferida nos sites dos hotéis, e fazer sua opção de acordo com os preços informados e as localizações disponíveis na cidade para onde você vai. Abaixo relacionamos algumas redes de hotéis onde já ficamos, e ficamos satisfeitos não apenas quanto às acomodações, mas também quanto ao preço:
Travelodge Days Inn Howard Johnson La Quinta Inn Motel 6
Outras alternativas podem ser encontradas no site All Hotels
Outra alternativa de hospedagem é não fazer reserva alguma, simplesmente cair na estrada, seguir em frente e parar apenas onde der vontade, em algum hotel ou motel a beira da estrada. É sem dúvida mais emocionante e vai lhe dar mais liberdade no seu roteiro. Por outro lado é mais difícil encontrar bons preços e localizações desta forma, já que assim fica-se refém dos preços de balcão, além de estar correndo o risco de acabar em alguma espelunca. Nós costumamos sempre pesquisar pela internet, comparar preços, e escolher a melhor opção. Quase sempre há promoções para reservas feitas com alguma antecedência. Mesmo porque, se você mudar de idéia na última hora e quiser ficar em outro lugar basta telefonar para o hotel (geralmente até as 16 horas do dia previsto da chegada) e cancelar sua reserva. Assim você não precisa pagar taxa alguma e por via das dúvidas já tem um lugar garantido. Diversos hotéis já oferecem quartos com geladeira e Micro-Ondas, o que representa uma grande vantagem adicional.
Super Mercado
São um capítulo a parte. Existem os grandes, os enormes e os incrivelmente imensos. Todos fazem a gente logo compreender porque a obesidade torna-se a cada dia mais, um sério problema nos Estados Unidos. Mas passear pelos seus corredores, ver aquele mundo de delícias e novidades e não cair em tentação de experimentar ao menos algumas coisas é impossível. É todo um mundo de delícias pré-prontas de todos os tipos, carnes, peixes, massas, saladas, pratos completos para levar ao micro-ondas, sobremesas, potes de sorvetes de mil sabores diferentes, e ainda um mundo de guloseimas que deixam as crianças loucas, como sacos de batatas fritas que lembram travesseiros, potes de doces que parecem barris e embalagens familiares que parecem destinadas a famílias de 50 pessoas.
Um dos setores mais atraentes é o de congelados, onde pode-se encontrar praticamente de tudo. Passear num supermercado americano é uma festa a parte, e nada é mais frustrante do que ver aquilo tudo e não poder levar coisa alguma para o hotel apenas por não ter onde preparar. Por isso não esqueça de, ao chegar num hotel ou fazer reserva, deixar bem claro que deseja um quarto que tenha micro-ondas. Ainda que seja necessário pagar uma taxa adicional por dia, garantimos que você não vai se arrepender.
As redes de supermercado dominam o país. Imagine um loteamento por áreas, é mais ou menos assim que o sistema funciona. Quando você pensa que seria impossível encontrar um maior, surge outro. Entre os mais lembrados do país estão as redes Publix (Florida, Georgia e região sudeste do país), Tom Thumb (Texas, California e região sudoeste do país), Cub (Chicago e parte centro-norte do país), Bi-Lo (sul do país), Kroger (em quase todo país), Albertsons (em quase todo o país), Giant (Washington e região centro-norte do país), e ainda outros como o Food Lion, Ralphs e Food 4 Less. Se quiser saber qual deles você pode encontrar próximos das cidades que você vai visitar, clique nos links acima e escolha a opção Store Locator.
Algumas redes de lojas de departamento também vem investindo no setor de alimentação, assim outras boas opções para suas compras calóricas são as lojas SuperTarget e Walmart Supercenter, que são, respectivamente, das redes Target e Walmart, mas muito maiores.
Shopping Centers, Malls e Grandes LojasÉ rara a cidade americana que não tem seu mall ou shopping. Pode ser uma cidade pequena, localizada no fim do mundo, mas mesmo assim ela possuirá o seu templo de consumo, com grandes lojas, corredores enormes e ar condicionado sempre congelante. Incrivelmente semelhantes, eles são o próprio retrato daquela rica sociedade, e tem quase sempre as mesmas lojas com os mesmos produtos, custando o mesmo preço, seja qual for o canto do país. Guarde sua notinha, pois se não ficar satisfeito com o produto que comprou e quiser devolvê-lo é só voltar na loja e eles trocam ou devolvem o dinheiro na hora, muita vezes sem nem sequer perguntar porque você mudou de idéia. Nos Estados Unidos o consumidor é quem manda.
Os grandes shoppings geralmente estão situados na região periférica das cidades, em posições estratégicas, ao lado de junções de auto-estradas importantes. Junto a eles é comum encontrar filiais das grandes lojas do país, cada uma especializada num setor diferente de comércio, e formando o que poderia ser definido com um pólo urbano de consumo. Assim quem estiver interessado em determinados artigos vai direto a loja de sua preferência, ou então vai simplesmente passear nos shoppings, um dos programas mais praticados do país. O comércio nos Estados Unidos é dominado pelas grandes redes, e algumas das maiores, mais conhecidas, e que fazem sempre sucesso entre turistas estão listadas abaixo.
Comp USA (sempre em prédios próprios, junto de shoppings) - Informática, artigos de eletrônica, etc.Best Buy (sempre em prédios próprios, junto de shoppings) - Informática, artigos de eletrônica, eletrodomésticos, DVDs etc.Circuit City (sempre em prédios próprios, junto de shoppings) - Equipamentos de audio, video, eletrônicos, DVDs etc.Electronics Boutique (sempre dentro de shoppings) - Games para PC.JCPenney (geralmente localizada em shoppings) - Roupas e artigos para casa.Target (sempre em prédios próprios) - Loja de departamentos de bons preços.WalMart Supercenter (sempre em prédios próprios) - Loja de departamentos de bons preçosHomeDepot (sempre em prédios próprios) - Tudo para quem quer reformar uma casa.Toys-R-US (sempre em prédios próprios) - Supermercados de brinquedos.Babys-R-US (sempre em prédios próprios) - Tudo para bebês e crianças.K B Toys (sempre em shoppings) - BrinquedosPayless Shoe Source (lojas próprias e em shoppings) - Calçados a ótimos preços.Sears (sempre em shoppings) - Loja de departamentos.SunCoast Picture (sempre em shoppings) - Tudo em DVDs, Blurays etcRadio Shack (sempre em shoppings) - Artigos eletrônicos, som e vídeo.Foot Locker (sempre em shoppings) - Calçados.Gap (em shoppings em lojas próprias) - Roupas.Walden Books (sempre em shoppings) - Livros Dollar Tree (sempre em shoppings) - Tudo por US$1,00


Por último, se você deseja informações mais detalhadas e específicas a respeito da cidade ou estado que vai visitar, sugerimos que dê uma olhada nos sites oficiais de turismo de cada um dos estado americanos. Você sabia que cada um deles possui seu Tourism and Conventions Bureau? Estas organizações tem como finalidade prestar informações turísticas a pessoas ou empresas, incentivar o turismo em cada um destes lugares, e fornecer todas informações necessárias para quem pretende visitar o estado. Pode-se dizer que seu objetivo é convencer você que aquele é o lugar ideal para passar suas férias. Isto é uma amostra de como o turismo é levado a sério nos Estados Unidos, e dos imensos ganhos financeiros que ele traz para todas empresas e pessoas envolvidas. Nestes órgãos pode-se obter, de graça, publicações turísticas, folhetos, mapas e uma grande variedade de informações úteis para quem vai viajar. Veja os endereços na Internet de cada Tourism and Conventions Bureau dos 50 estados americanos na página Centros de Informações Turísticas

UFA!! espero que este curso relampago te deixem menos alienados sobre esta grande nação! abraços!!

Saturday, May 21, 2011

SÓ OS IDIOTAS SÃO FELIZES

Por Ailin Aleixo

Nada mais libertador do que rir de si mesmo

Idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha.

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades. Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça? Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. A realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente. É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos. Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?" Estava certo. Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego? Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego. Tá numas de empinar pipa no sábado? Vá. Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza. Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo.

Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo. Como fico ridícula quando esqueço que tudo passa.

Wednesday, May 11, 2011

Futebol de Rua: quem não jogou, Perdeu !!

 

As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a lancheira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola cair no quintal da vizinha chata. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela aguá santa da torneira do quintal de alguém.
c) Em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes ou quem pegar uma pedra antes, rsrsrsrsrsrsrsrs

QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.

Wednesday, May 4, 2011

LOS ANGELES, A CIDADE QUE NAO EXISTE - ATUALIZADO.







CALIFORNIA,o regresso.

De LOS ANGELES,CALIFORNIA
Vivi nessa cidade genial por 2 anos e no auge de meus 20 anos. Estudei musica no célebre GIT-Guitar Institute of Technology,em Hollywood e morei em Hollywood Hills,area super cool e linda. Andava todos os dias de casa até a escola só para circular no meio da historia do cinema na Walk of Fame, ou calçada da fama....estava a 10 Minutos de Beverly Hills, a 15 de Santa Monica e das praias, a 3 minutos do Hollywood Bowl , a 5 do Universal Studios...e sempre longe de entender essa cidade que é a polaroide da America.

Muitos me perguntam porque deixei L.A. para viver no Brasil e depois na Florida e 
finalmente em Londres. Eu mesmo não sei bem.....mas tenho umas coisas a dizer sobre esse lugar. Enquanto digito, estou olhando a praia de Santa Monica de frente para a janela do hotel onde costumo me hospedar e tomar café da manhã no dia em que chego antes de seguir para o Orange County).Estive muitas vezes aqui nos últimos anos (tenho casa na cidade). Mas, dessa vez, bateu um click que me fez olhar essa cidade com os olhos que olhei quando estive aqui aos 21 anos. Então,resolvi fazer uma crônica dessa cidade, e ao final,digo o que penso sobre viver aqui ou não.


L.A - a cidade que não existe.
Aqui em frente ao Hotel, vejo a praia com suas jovens douradas do sol da California a seus pés....vejo a geração saúde que é quase uma obsessão aqui,vejo o pacífico se debruçar na cidade que não tem inverno e onde os conversíveis desfilam aos milhares!
Pego meu carro (conversível,claro) e começo  minha ronda: desço pela Pico boulevard e ela me desfralda a cidade dos anjos. Saindo da avenida da praia ela me mostra os bares, as diversas clinicas de psiquiatras de cães (isso mesmo), os carros híbridos estão em toda partes.As palmeiras enfileiradas e perfeitas,a grama verde em uma cidade onde não chove nunca.

Das planuras de subúrbios perfeitos do valley até as praias de Malibu, Santa Monica, Huntington Beach etc...se tem o melhor de dois mundos em uma só cidade: lojas mil, praias, bares, clubes,parques temáticos.LA é um caldeirão de gente saudável e outras nem tanto, com seus restaurantes orgânicos e suas fast foods..com seus personal trainers de TUDO o que voce pensar aos guetos de mexicanos com suas gangs...mas tudo isso em um céu azul constante e que diminui qualquer sinal de depressão,ainda que ela incrivelmente exista por aqui.
Um mexicano definiu a cidade quando perguntei porque ele preferia viver ilegalmente aqui do que como cidadão no Mexico:
-aqui sou mais cidadão  tenho trabalho e vivo a cidade, desfruto dessa estrutura toda , dos serviços, das ruas,de morar bem, e isso para mim já é um ganho....estou na America, no melhor da America, sem ninguém me incomodar, sem medo.mesmo sendo ilegal - disse ele.
E as novidades estranhas e boas?  idosos em seus carros cor de rosa ou azul turquesa conversíveis  com seus cabelos idem, em uma cidade que dita moda, cultura, contra cultura e tendências  e desperta o imaginário de sol, praia e estilo de vida no mundo todo seja através dos filmes high school ou das praias e seus adeptos e saudáveis usuários. Seja nas bandas que fizeram historia e que criaram o desbunde nos anos 60, como the Doors...ou seja, a California É um blend de tudo isso, e muito mais. E é por isso eu amo Los A Angeles:ela é a loucura e o sonho, a tendência e o tradicional.
É a Única cidade em que os funcionários dos serviços diplomáticos estrangeiros (fora o Rio e Miami, provavelmente) JAMAIS querem ou pedem transferência, somente para ficar em um exemplo exótico.

A primeira impressão de L.A é estranha e a maioria dos brasileiros não gosta logo de cara.
Esta cidade requer tempo, pois as informações são muitas e é "tudo ao mesmo tempo agora". Tipo não dá para ver e fazer tudo em 1 semana....aqui nessa cidade , a maxima " a primeira impressão é a que fica" NÃO funciona.
E Saber andar aqui faz você ver a cidade como ela é e não como parece ser quando você anda nas areas turísticas, que se focam em poucas coisas.
Ela tem seus guetos e minorias, seus problemas raciais, mas isso qualquer lugar tem. Agora, beleza e diversidade cultural como aqui, não há. L.A é a high school do valley e a praia do filme "harbodies(1984). Ela é "Beverly Hills 90210" , Hollywood e o oscar...ela é gente dourada e também góticos e bikers,a cidade e a moto.
É tudo isso..é California no mais alto grau.
Nessa lugar onde o calor impera,os conversíveis não são as únicas estrelas: o ar condicionado central está logo ali em segundo lugar.
E ele esta em todas, literalmente falando, todas as casas desta cidade,assim como Em boa parte dos EUA .Ao menos nisso o resto do país se nivela a Los Angeles.

Voltei ao Brasil em 93 porque achava que teria no Rio esse mesmo clima. Um Ledo,fatal engano. 

No Rio, a gente mal tem tempo de olhar para a cidade, que apesar de bonita,maravilhosa e MAIS estonteante do que L.A,contrasta com a violência e a atenção fica muito dividida entre perigo e contemplação. 
O Rio é o que L.A. seria se não tivesse sido planejada...o Rio é uma Los Angeles depois do apocalipse.
Já na Florida eu tive uma miniatura de L.A, pois o estado é praia,é sol também. Claro que na Florida o aposentado é quem manda, pois lá é a area do mundo que mais atrai os aposentados do planeta. Eu vivi em Orlando, que não tem nada a ver com Miami. Orlando é boa por uma semana,pois depois é muito caipira e chata,apesar de ser muito bem estruturada. Já Miami é a cidade que faz o trio imbatível com LA e o Rio. O estado da Florida é maravilhoso,tem menos gente de fora do que L.A e parece menos barulhento. Mas L.A, como uma cidade que não existe (MAS existe...) é incomparável. Na Florida os idosos QUEREM ser e se sentir assim. Já em L.A quem tem 60,70 parece ter 50. Vestem Hollister e Rip Curl. Viver sem estresse faz bem !

Nós brasileiros ,por termos sempre essa simbiose com beleza e estresse, de nada poder ser tão bom que algo não estrague, parecemos sempre estar esperando alguma coisa que quebre nosso prazer de viver né. Isso é stress muito enraizado. Também pudera...mas quando se vive em outros lugares voce relembra ou descobre que é possível viver anos a fio sem ver TANTA  noticia ruim e nem lembrar de que existem tais coisas. 

Vim morar em Londres e foi a melhor decisão de minha vida. Aqui é o local mais seguro e mais visitado do planeta, e o maior centro de negócios do mundo. como trabalho no mercado financeiro, foi a escolha certa. A beleza da cidade é diferente das cidades de praia, e as pessoas mais fechadas. Ainda assim, Londres é o oposto que eu procurava para dividir meu tempo entre as outras cidades praianas, como o Rio e Los Angeles.

Se você conhecer alguém que more há mais de 10 anos em L.A. e diga que detesta, tenha certeza....essa cidade é tão genial que até quem desfruta dela tem uma inveja de sua beleza e glamour,de seus entornos únicos no mundo, de sua aura e desse céu californiano que nos dá uma vista dourada, quando dirigindo na Santac Monica boulevard as 4 da tarde...com a bola de sol gigante exatamente no fim da avenida,tal um pote de ouro no fim do arco-íris californiano.

Para Quem NAO ACREDITA,Veja a foto tirada por mim em um fim de tarde. Até breve!

Sunday, April 17, 2011

A amizade a ver navios....mas....ouça clube da esquina e seja feliz!

Houve uma época em que as pessoas se encontravam mais, se falavam mais e se ajudavam mais....
e houve um tempo em que as reuniões de amigos eram reais e nao virtuais, onde se falavam coisas serias e coisas banais, onde se confidenciavam uns com os outros sem medo de parecerem frágeis e inseguros...

era um tempo de amizade real e sincera, e não interesses escondidos atrás de um sorriso, como tanto acontece hoje em dia....
eu lembro de ter tido essa experiencia com os amigos de meus pais, suas reuniões regadas a clube da esquina, chico e caetano, sobre o ultimo manifesto da UNE e sobre o grande disco do gil que era demais!
era o tempo do debunde, da liberalidade e da mente aberta....de amigo dormindo na sala com beatles tocando na cozinha!
das mulheres de v estido hippie mas não hippies, de se poder bater um papo sem tem que falar do carro que comprou ou da griffe do relogio ou do oculos de sol...isso eram coisas menores, que não tinham ou nao mereciam comentarios....

Mas tudo isso foi na decada de 70....e ai veio os 80 ,90 , e esses mal fadados 2000....as tres decadas do individualismo, do superficial, do EU, EU E EU!
onde os amigos se veem pelo facebook e se olham pelo skype...onde o tempo voa, e ninguem tem mais tempo para nada a nao ser viver SEM VIVER...sem ver a vida que pulsa lá fora....o tempo corre na masma velocidade, nós é que achamos que não...estamos super conectados e por recebermos tanta informação sem utilidade, parece que o tempo voa....mas não é isso...NÓS É QUE usamos mal esse tempo!

Hoje voce vai a um bar no Rio, e ve todos mais preocupados em estar bem, looking good...é tudo a capa, não há mais essencia, conteudo...e eu sinto falta desses tempos em que eu era criança, e ainda um pouco da adolescencia, onde tocavamos, iamos a praia, as festas, pelo simples prazer de ir, e não de querermos ser "vistos", como as pessoas fazem hoje...hoje todo mundo é amigo até voce estar na pior: aí todos somem, a nao ser os reais amigos, aqueles que, mesmo sem te ver há anos, são amigos no coração.

Lembro de amigos que moraram na minha casa por meses, a gente fazia lanche, almoco..tocavamos cancoes, tanto na barra da tijuca como em los angeles....amigas que ficavam la em casa....a gente se abria, desabafava, e nos ajudavamos....cade isso? no more,baby!!

sabem o pior? é que sou feliz hoje, mesmo nesse mundo muito estranho...aprendi a ser feliz assim, mesmo sendo um priviligiado de ter grandes amigos,  de ainda fazer umas reunioes em casa no rio quando estou la....mas o sabor daquelas épocas, o sabor daqueles ventos...ahhh..isso nunca mais...só ouvindo o disco do clube da esquina pra sentir um aroma daquela epoca tão especial...é o melhor antidoto contra o individualismo....e eu vou tocar o meu agora mesmo...""quando entrar setembro...lá lá lá laia laia!!!""