Tuesday, November 9, 2010

PARADA OBRIGATORIA-AS VEZES É MELHOR SE VER DE FORA PARA DENTRO.

De Londres
Parada obrigatória                 Por Ailin Aleixo

Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer


Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).






O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.


Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Tente um Monet
Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.


Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.

Sunday, November 7, 2010

5x Favela, Agora Por Nós Mesmos














Você sabe que a maioria dos pobres brasileiros que vive em favelas é honesta e trabalhadora? Então você não precisa assistir a “5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos”. É isso o que o filme tenta mostrar, provavelmente por acreditar que a maior parte do público é alienada ou faz parte da chamada classe média que lê (e acredita) na revista Veja.

É 100% legítimo que exista uma obra sobre a favela feito pelos próprios moradores, ainda mais depois de sucessos como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, filmes que retratam as comunidades, predominantemente, como o berço do tráfico de drogas (os dois filmes são muito mais do que isso, mas o assunto aqui é outro). Porém parece que “5 x Favela” foi feito para quem nunca falou com alguém pobre ou nunca chegou perto de um barraco (ou só foi lá comprar drogas).


Para tal “elite” a obra pode até ser útil, abrir os olhos, acabar com certos preconceitos. Se bem que é de duvidar que estas pessoas elitizadas tenham interesse de ir ao cinema conferir os cinco pequenos filmes produzidos por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães e dirigidos por jovens cineastas (Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra) de comunidades pobres do Rio de Janeiro.
A iniciativa do “olhar de dentro” é muito interessante, não há dúvida. Em 1962, foi rodado um projeto com o mesmo nome, mas cujos diretores eram de classe média. Nada mais legítimo do que dar a câmera na mão de quem vive esta realidade no dia-a-dia. Proporcionar condições (leia-se, dinheiro) a jovens de origem humilde, com direito a oficinas e cursos, de se expressarem e mostrarem seu talento é excelente. Mesmo. Pena que eles tenham desperdiçado esta chance.
É lamentável que a ânsia de mostrar que favela também é lugar de gente honesta e decente tenha tornado o resultado fraquíssimo, principalmente no quesito roteiro, o que torna a piada infame inevitável: o nome do filme poderia ser “5 x Clichê” (e, por isso, os sete prêmios no Festival de Paulínia, assustam, principalmente os de Melhor Roteiro e Melhor Filme). Tecnicamente não há do que reclamar: o acabamento nos moldes Globo Filmes, que remete à série “Cidade dos Homens”, garante um bom resultado estético.

Mas fazer cinema é, fundamentalmente, contar uma história (aqui, cinco). E é aqui que “5 x Favela” decepciona. Sabe aquela em que dois amigos crescem juntos e, na vida adulta, adotam caminhos diferentes, um caindo pro crime e o outro virando policial? Está aqui. Outro dos episódios poderia ter sido escrito por um autor global: o rapaz pobre e inteligente que consegue (imagina-se, com muito esforço) entrar na faculdade pública, mas não tem dinheiro nem para pagar a passagem de ônibus e assistir às aulas. Na ânsia de conseguir o grande objetivo de “ser alguém na vida” (pois honestamente não está dando certo), comete deslizes, flertando com o crime. Dá-lhe lição de moral: ele sofre um contragolpe (sua atitude prejudica alguém querido) que o faz voltar para os trilhos da honestidade e seguir o caminho que vinha traçando desde o começo.

Outro episódio traz o menino de bom coração que se esforça para dar um prato de comida diferente para o pai (cansado da marmita de arroz e feijão) no aniversário, mas que, depois de tentar honestamente, também desvia o caminho e adota um “atalho” para atingir seu objetivo (sim, você já leu isso no parágrafo acima). O final tem nova lição de moral, com um show de pieguice de dar vergonha. Aliás, note o senhor de cabelos brancos que vende frango: é o cineasta Ruy Guerra, em participação (nem tanto) especial.
E tem mais do que você já cansou de ver: coerção e medo da violência em rixa entre favelas rivais – em imbróglio resolvido com o jeitinho brasileiro – e uma prova de que a comunidade se vira na adversidade (falta de luz na noite de Natal) com o costumeiro bom humor tupiniquim (do tipo “a gente sofre, mas é feliz”) em mais um episódio em que o “jeitinho” fala alto.


Vale lembrar que o filme foi lançado no Festival de Cannes deste ano (fora da competição), o que prova as ambições sobre o mercado internacional (não estranhe se o escolherem como representante do País na disputa pelo Oscar). “5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos” foi feito para alienados, fascistas ou para os gringos que acham o Brasil “exótico” (e precisam saber que aqui existe mais do que turismo sexual, carnaval e samba). A única forma de entendê-lo é encará-lo como produto para exportação.

DVD: As Pontes de Madison,esse voce precisa ver.



Fonte:Scream & Yell

De Londres
Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como “Menina de Ouro” e “Sobre Meninos e Lobos”, Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo, e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou “Bird”, cinebiografia de Charlie Parker, em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais “errado” quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá “Os Imperdoáveis”, uma película de cowboy em plenos anos 90, que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.

Eastwood queria mais. Em “Um Mundo Perfeito” (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada, como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante, e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: “As Pontes de Madison”. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples, “As Pontes de Madison” desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas.
Em “As Pontes de Madison”, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado, e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece, e vive-se a vida porque se acorda todo o dia, e não porque se têm sonhos. Perdido, o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons, mas a família foi para uma feira agropecuária, e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como “efeito urano”: é quando uma pessoa faz uma “burrada” tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do “quase” que reside a beleza deste filme.
Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida, e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?


Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois “o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”, e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim, mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado, e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poetinha. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, saiba, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é… acredite.

Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert pára no meio da rua enquanto o marido de Francesca, que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte.
“As Pontes de Madison” é uma adaptação do romance “The Bridges of Madison County,” de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, “As Pontes de Madison” encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família, e quer deixar para Robert o que restou dela, é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver.

Tuesday, November 2, 2010

Livro: Seu Madruga, Vila e Obra


Fonte: Scream & Yell

De LondresEm seu livro Groucho-marxismo, o filósofo anarquista Bob Black prega, sem rodeios, que “ninguém jamais deveria trabalhar (…) Para parar de sofrer, precisamos parar de trabalhar”. Seu Madruga, o desempregado crônico que garante de forma involuntariamente tragicômica a alegria – e o pathos – da vila onde mora o garoto Chaves, nunca ouviu falar de Black. Mas certamente gostaria de seus escritos.

A inusitada ponte entre o subversivo e o malandro mexicano é uma das conclusões a que Pablo Kaschner chega em seu livro “Seu Madruga – Vila e Obra” (Editora Mirabolante). O autor, carioca de 28 anos que já editou outro livro (”Chaves de um sucesso”) sobre o humorístico mexicano exibido pelo SBT, compôs menos uma biografia do que um “livro-homenagem” sobre o personagem, tido como o mais popular do programa entre os fãs brasileiros (e não só eles). Para Kaschner, Madruga, criação do ator Ramón Valdés (1923-1988), desperta tanta identificação por incorporar (com sua aversão ao trabalho, as dívidas eternas, as humilhações e o humor diante das dificuldades) um pouco do caráter do brasileiro típico.


– Mesmo mexicano, Madruga tem o famoso jeitinho brasileiro – constata o autor, diplomado em rádio e TV. – Dos personagens do Chaves, ele é o mais maroto, o que dá voltas nos outros, o mais politicamente incorreto. Basta andar pelas ruas das cidades brasileiras e é possível encontrar sósias do Seu Madruga em todo lugar.
Apesar de não ter um caráter de ampla pesquisa biográfica, “Vila e Obra” traz muita informação e curiosidades sobre Valdés e seu mais famoso personagem, tudo em tom muito bem humorado. Dividido em 14 capítulos (um para cada mês de aluguel que Madruga deve ao Seu Barriga, dívida que nunca será saldada), o volume mostra que Valdés já era um ator de carreira consolidada ao ser convidado para entrar em “El Chavo del Ocho” (nome original do programa Chaves) em 1971.
Madruga, originalmente chamado apenas Don Ramón, era parecido em tudo com o próprio Valdés. A única recomendação que Roberto Gomes Bolaños (criador do programa e intérprete do próprio Chaves) deu ao ator era que Valdés “fosse ele mesmo”. E, confirma Kaschner, através de depoimentos dos filhos do ator, que Valdés realmente se vestia como Madruga (jeans surrados, camisetas básicas) e repetia diante da câmera frases de seu vocabulário cotidiano.


Para o autor, a preguiça e a vocação para o ócio de Madruga o tornaram um ícone latino-americano. Ou, como o próprio Kaschner brinca, “ladino-americano”:
– Ele agora é mais que um ícone pop. Nas ruas, há mais camisetas com o rosto do Madruga do que com a foto do Che Guevara – arrisca. – O interessante é que essa identificação superou um bloqueio histórico que os brasileiros tinham com a cultura mexicana, que aqui sempre foi sinônimo de dramalhão, de coisa brega. Costumo dizer que o Chaves conseguiu unificar a América Latina, algo que o (Hugo) Chavez não conseguiu.


Exibido pelo SBT desde 1983, Chaves é certamente um caso único de longevidade na TV brasileira, quiçá mundial. Desde sua estreia, o programa nunca deixou a grade da emissora, apesar do excesso de reprises (o canal de Silvio Santos recebeu seus últimos episódios inéditos em 1992!), sendo transmitido praticamente todos os dias da semana durante esses 27 anos.


Em 1990, chegou aos 36 pontos de audiência, superando a Rede Globo várias vezes, apesar das tresloucadas trocas de horário. A assessoria de imprensa do SBT informa que agora, exibido apenas aos sábados (às 6h e 12h45) e aos domingos (das 9h às 11h), o seriado ainda atinge 7 pontos de média. Mesmo assim, sabe se lá quando você estará lendo esse texto, verifique na grade do SBT para ter certeza dos horários de exibição do programa.
– O brasileiro se mobiliza por poucas coisas. O Chaves é uma delas – conclui Pablo Kaschner.