Thursday, December 30, 2010

Um feliz ano e Inicio de Decada a todos!

O ano acabando, as bravatas tambem....que essa decada que inicia seja boa para todos nos e para o Brasil. E que nossos sonhos e projetos de vida nao se tornem monstros a nos consumir, pois tudo eh efemero e somente a paz interior e ser tranquilo nos faz alcancar algo e ter saude.Mas no fim a providencia divina , o criador, eh quem decide... portanto, deixa o barco correr, faca bem feito e siga sem expecativas. eu sigo essa receita e me faz bem, espero que para voces tambem!
Alias, ninguem eh de ferro, entaoo blog entrara de ferias a partir de hoje e ate 14 de janeiro.hora de recarregar as baterias e descansar um bocadinho ne malandragem?

Um feliz ano e inicio de decada a todos e Sempre em Frente!


ps: desculpem improviso gramatical e falta de acentos, mas postei do telefone e ainda nao coNfigurei o keyboard.

Tuesday, November 9, 2010

PARADA OBRIGATORIA-AS VEZES É MELHOR SE VER DE FORA PARA DENTRO.

De Londres
Parada obrigatória                 Por Ailin Aleixo

Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer


Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).






O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.


Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Tente um Monet
Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.


Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.

Sunday, November 7, 2010

5x Favela, Agora Por Nós Mesmos














Você sabe que a maioria dos pobres brasileiros que vive em favelas é honesta e trabalhadora? Então você não precisa assistir a “5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos”. É isso o que o filme tenta mostrar, provavelmente por acreditar que a maior parte do público é alienada ou faz parte da chamada classe média que lê (e acredita) na revista Veja.

É 100% legítimo que exista uma obra sobre a favela feito pelos próprios moradores, ainda mais depois de sucessos como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, filmes que retratam as comunidades, predominantemente, como o berço do tráfico de drogas (os dois filmes são muito mais do que isso, mas o assunto aqui é outro). Porém parece que “5 x Favela” foi feito para quem nunca falou com alguém pobre ou nunca chegou perto de um barraco (ou só foi lá comprar drogas).


Para tal “elite” a obra pode até ser útil, abrir os olhos, acabar com certos preconceitos. Se bem que é de duvidar que estas pessoas elitizadas tenham interesse de ir ao cinema conferir os cinco pequenos filmes produzidos por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães e dirigidos por jovens cineastas (Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra) de comunidades pobres do Rio de Janeiro.
A iniciativa do “olhar de dentro” é muito interessante, não há dúvida. Em 1962, foi rodado um projeto com o mesmo nome, mas cujos diretores eram de classe média. Nada mais legítimo do que dar a câmera na mão de quem vive esta realidade no dia-a-dia. Proporcionar condições (leia-se, dinheiro) a jovens de origem humilde, com direito a oficinas e cursos, de se expressarem e mostrarem seu talento é excelente. Mesmo. Pena que eles tenham desperdiçado esta chance.
É lamentável que a ânsia de mostrar que favela também é lugar de gente honesta e decente tenha tornado o resultado fraquíssimo, principalmente no quesito roteiro, o que torna a piada infame inevitável: o nome do filme poderia ser “5 x Clichê” (e, por isso, os sete prêmios no Festival de Paulínia, assustam, principalmente os de Melhor Roteiro e Melhor Filme). Tecnicamente não há do que reclamar: o acabamento nos moldes Globo Filmes, que remete à série “Cidade dos Homens”, garante um bom resultado estético.

Mas fazer cinema é, fundamentalmente, contar uma história (aqui, cinco). E é aqui que “5 x Favela” decepciona. Sabe aquela em que dois amigos crescem juntos e, na vida adulta, adotam caminhos diferentes, um caindo pro crime e o outro virando policial? Está aqui. Outro dos episódios poderia ter sido escrito por um autor global: o rapaz pobre e inteligente que consegue (imagina-se, com muito esforço) entrar na faculdade pública, mas não tem dinheiro nem para pagar a passagem de ônibus e assistir às aulas. Na ânsia de conseguir o grande objetivo de “ser alguém na vida” (pois honestamente não está dando certo), comete deslizes, flertando com o crime. Dá-lhe lição de moral: ele sofre um contragolpe (sua atitude prejudica alguém querido) que o faz voltar para os trilhos da honestidade e seguir o caminho que vinha traçando desde o começo.

Outro episódio traz o menino de bom coração que se esforça para dar um prato de comida diferente para o pai (cansado da marmita de arroz e feijão) no aniversário, mas que, depois de tentar honestamente, também desvia o caminho e adota um “atalho” para atingir seu objetivo (sim, você já leu isso no parágrafo acima). O final tem nova lição de moral, com um show de pieguice de dar vergonha. Aliás, note o senhor de cabelos brancos que vende frango: é o cineasta Ruy Guerra, em participação (nem tanto) especial.
E tem mais do que você já cansou de ver: coerção e medo da violência em rixa entre favelas rivais – em imbróglio resolvido com o jeitinho brasileiro – e uma prova de que a comunidade se vira na adversidade (falta de luz na noite de Natal) com o costumeiro bom humor tupiniquim (do tipo “a gente sofre, mas é feliz”) em mais um episódio em que o “jeitinho” fala alto.


Vale lembrar que o filme foi lançado no Festival de Cannes deste ano (fora da competição), o que prova as ambições sobre o mercado internacional (não estranhe se o escolherem como representante do País na disputa pelo Oscar). “5 x Favela, Agora Por Nós Mesmos” foi feito para alienados, fascistas ou para os gringos que acham o Brasil “exótico” (e precisam saber que aqui existe mais do que turismo sexual, carnaval e samba). A única forma de entendê-lo é encará-lo como produto para exportação.

DVD: As Pontes de Madison,esse voce precisa ver.



Fonte:Scream & Yell

De Londres
Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como “Menina de Ouro” e “Sobre Meninos e Lobos”, Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo, e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou “Bird”, cinebiografia de Charlie Parker, em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais “errado” quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá “Os Imperdoáveis”, uma película de cowboy em plenos anos 90, que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.

Eastwood queria mais. Em “Um Mundo Perfeito” (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada, como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante, e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: “As Pontes de Madison”. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples, “As Pontes de Madison” desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas.
Em “As Pontes de Madison”, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado, e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece, e vive-se a vida porque se acorda todo o dia, e não porque se têm sonhos. Perdido, o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons, mas a família foi para uma feira agropecuária, e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como “efeito urano”: é quando uma pessoa faz uma “burrada” tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do “quase” que reside a beleza deste filme.
Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida, e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?


Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois “o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”, e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim, mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado, e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poetinha. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, saiba, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é… acredite.

Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert pára no meio da rua enquanto o marido de Francesca, que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte.
“As Pontes de Madison” é uma adaptação do romance “The Bridges of Madison County,” de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, “As Pontes de Madison” encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família, e quer deixar para Robert o que restou dela, é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver.

Tuesday, November 2, 2010

Livro: Seu Madruga, Vila e Obra


Fonte: Scream & Yell

De LondresEm seu livro Groucho-marxismo, o filósofo anarquista Bob Black prega, sem rodeios, que “ninguém jamais deveria trabalhar (…) Para parar de sofrer, precisamos parar de trabalhar”. Seu Madruga, o desempregado crônico que garante de forma involuntariamente tragicômica a alegria – e o pathos – da vila onde mora o garoto Chaves, nunca ouviu falar de Black. Mas certamente gostaria de seus escritos.

A inusitada ponte entre o subversivo e o malandro mexicano é uma das conclusões a que Pablo Kaschner chega em seu livro “Seu Madruga – Vila e Obra” (Editora Mirabolante). O autor, carioca de 28 anos que já editou outro livro (”Chaves de um sucesso”) sobre o humorístico mexicano exibido pelo SBT, compôs menos uma biografia do que um “livro-homenagem” sobre o personagem, tido como o mais popular do programa entre os fãs brasileiros (e não só eles). Para Kaschner, Madruga, criação do ator Ramón Valdés (1923-1988), desperta tanta identificação por incorporar (com sua aversão ao trabalho, as dívidas eternas, as humilhações e o humor diante das dificuldades) um pouco do caráter do brasileiro típico.


– Mesmo mexicano, Madruga tem o famoso jeitinho brasileiro – constata o autor, diplomado em rádio e TV. – Dos personagens do Chaves, ele é o mais maroto, o que dá voltas nos outros, o mais politicamente incorreto. Basta andar pelas ruas das cidades brasileiras e é possível encontrar sósias do Seu Madruga em todo lugar.
Apesar de não ter um caráter de ampla pesquisa biográfica, “Vila e Obra” traz muita informação e curiosidades sobre Valdés e seu mais famoso personagem, tudo em tom muito bem humorado. Dividido em 14 capítulos (um para cada mês de aluguel que Madruga deve ao Seu Barriga, dívida que nunca será saldada), o volume mostra que Valdés já era um ator de carreira consolidada ao ser convidado para entrar em “El Chavo del Ocho” (nome original do programa Chaves) em 1971.
Madruga, originalmente chamado apenas Don Ramón, era parecido em tudo com o próprio Valdés. A única recomendação que Roberto Gomes Bolaños (criador do programa e intérprete do próprio Chaves) deu ao ator era que Valdés “fosse ele mesmo”. E, confirma Kaschner, através de depoimentos dos filhos do ator, que Valdés realmente se vestia como Madruga (jeans surrados, camisetas básicas) e repetia diante da câmera frases de seu vocabulário cotidiano.


Para o autor, a preguiça e a vocação para o ócio de Madruga o tornaram um ícone latino-americano. Ou, como o próprio Kaschner brinca, “ladino-americano”:
– Ele agora é mais que um ícone pop. Nas ruas, há mais camisetas com o rosto do Madruga do que com a foto do Che Guevara – arrisca. – O interessante é que essa identificação superou um bloqueio histórico que os brasileiros tinham com a cultura mexicana, que aqui sempre foi sinônimo de dramalhão, de coisa brega. Costumo dizer que o Chaves conseguiu unificar a América Latina, algo que o (Hugo) Chavez não conseguiu.


Exibido pelo SBT desde 1983, Chaves é certamente um caso único de longevidade na TV brasileira, quiçá mundial. Desde sua estreia, o programa nunca deixou a grade da emissora, apesar do excesso de reprises (o canal de Silvio Santos recebeu seus últimos episódios inéditos em 1992!), sendo transmitido praticamente todos os dias da semana durante esses 27 anos.


Em 1990, chegou aos 36 pontos de audiência, superando a Rede Globo várias vezes, apesar das tresloucadas trocas de horário. A assessoria de imprensa do SBT informa que agora, exibido apenas aos sábados (às 6h e 12h45) e aos domingos (das 9h às 11h), o seriado ainda atinge 7 pontos de média. Mesmo assim, sabe se lá quando você estará lendo esse texto, verifique na grade do SBT para ter certeza dos horários de exibição do programa.
– O brasileiro se mobiliza por poucas coisas. O Chaves é uma delas – conclui Pablo Kaschner.



Sunday, October 10, 2010

UMA GRANDE LEITURA LUDICA SOBRE A VIDA E AS RELACOES:Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas


Por Rafael Lima
O verão (acabou agorinha aqui nos EUA mas tá chegando já já aí no Rio dos arrastões,sorry por dizer....) é época de sol, biquini e leituras leves, descontraídas, dionisíacas, especialmente sobre filosofia.



Há coisas simples e há coisas mal explicadas, e há coisas simplesmente complexas; por melhor que sejam explicadas, continuarão soando transcendentes. Resumir o livro Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas é uma tarefa que exige muito do explicador, exatamente porque trata-se de um livro complexo. Mas,vou gastar aqui meus dois centavos para mostrar qual é a importância dele, até porque encontrei poucas entradas relativas a ele em português.
Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas é a investigação intelectual em que Robert Maynard Pirsig se empenha durante uma viagem de moto para a costa oeste dos EUA, tendo o filho de 12 anos como carona, tomando como ponto de partida a repulsa a que o casal seu companheiro tinha em mexer na parte mecânica da moto deles.
Pirsig crê que esse nojo do casal por tecnologia indique uma visão de mundo romântica por parte deles, visão que tende a se concentrar apenas no "aspecto externo" das coisas em detrimento da função delas. Pirsig identifica que essa incapacidade em conciliar beleza estética e capacidade funcional é, ao mesmo tempo, uma das características mais típicas dos tempos modernos e um sintoma da crise desse tempo, crise que se acentuou sobretudo a partir do renascimento, quando o racionalismo passou a ser o foco das atenções (digressão minha: apesar de correto ao cravar o renascimento como ponto de inflexão dessa crise, naquele período ela ainda não estava tão desenvolvida, motivo pelo qual é possível perceber beleza numa cúpula de igreja projetada por Brunelleschi tanto quanto correção anatômica numa escultura de Michelângelo).
Diante dessa dicotomia, Pirsig começa a procurar um meio de superá-la, reestabelecendo o estado mental no qual não só beleza e função caminham juntas; mais do que isso, em que é impossível diferenciá-las. Para tal, começa a investigar a fundo as causas que levaram a essa separação, para descobrir quando a humanidade incorreu nela e reparar o erro. O resultado é apenas o estabelecimento de uma Metafísica da Qualidade, baseado no seu anti-conceito de Qualidade, algo nem subjetivo nem objetivo, uma força criadora que lembra muito o Tao e que serve de bússola tanto para a visão "romântica" quanto para a "clássica", porque gerar valor é o que querem o artista e o mecânico com seus trabalhos.
Para Pirsig, o homem ocidental se afastou de tal maneira dessa Qualidade ao longo dos séculos que tornou-se difícil até mesmo identificá-la hoje, seja nas artes, seja no "mundo prático". A meditação zen seria exatamente uma maneira de limpar a mente, eliminando essa separação e direcionando-a para a Qualidade; a boa manutenção de motocicletas seria outra maneira, a maneira ocidental -- daí o título do livro.


Todas as divagações, elucubrações e idéias que lhe ocorrem ao longo da narrativa são intermeadas por histórias, causos e miudezas do cotidiano entre ele e seu filho Chris, ao longo da viagem. É, portanto, um road book contendo a descrição de uma viagem (a servir de metáfora para a viagem intelectual que corre em paralelo), uma investigação filosófica, uma pequena novela sobre o relacionamento entre um pai de meia idade e um filho adolescente e um manual genérico sobre manutenção de motocicletas, além de ainda arrumar espaço para fazer uma consistente críticas às instituições, mormente a universidade, e para explicar onde Aristóteles e Platão traçaram os limites do mundo ocidental e, assim, expandir esses limites.

Chega, melhor que isso não consigo resumir. Como se vê, leitura perfeita para os miolos amolecidos pelo calor do verão. Não se espantem se eu insistir cansativamente em ter Qualidade daqui para a frente.

NOTA DO LEO: Esse liro me foi apresentado há uns 15 anos atrás pela minha querida amiga Malu Fontenelle (mãe da Astrid Fontenelle) que foi uma amiga muito querida e importante na minha vida.Foi não....É.

Wednesday, September 22, 2010

ABSTEMIA CHATICE ? SEI LA....


NA COMEMORAÇÃO DE 5 ANOS, MAIS UM BLOG SHOW DE BOLA.
" ABSTÊMIA CHATICE"
Publicado originalmente em 2005.
Recebi este e-mail dia desses, e acho no mínimo interessante. Mas gostaria de deixar claro que não tenho a intenção de fazer apologia alguma!. Cada um faz aquilo o que quer ne.....vai uma dose ai? rsrs
“Nada substitui a delícia de viver on the rocks”
Por Ailin Aleixo

Quando alguém sentencia “você precisa relaxar”, a primeira imagem que me vem à mente não é uma praia de areias brancas nem uma sessão de shiatsu, muito menos um laguinho de águas e patos calmos acompanhados por cânticos e mantras. Quando precioso relaxar, penso numa só coisa: uma mesa de bar.


Eu bebo, não nego. E digo mais: bebo melhor que muito macho porque não passo do meu limite para bancar a durona, não dou trabalho aos outros, não fico insistindo em assuntos que só interessam quem já venceu a barreira do décimo chope, não viro vítima do copo que me consola e nem entôo, num tom meloso pra lá de patético: ”Sabia que eu te considero pra caramba?”.
Eu bebo para ficar melhor do que eu sou não pior. Bebo para superar minha timidez natural, porque gosto do sabor de um bom vinho, a ardência de uma cachaça pura, da pegada forte de um amaro. Bebo porque viver é um troço complicado e precisa, vez por outra, da simplicidade mental trazida pela graduação alcoólica.

“Bebo para empatar com o mundo”, como diria Paulo Mendes Campos.
Todos nós prescisamos da embreaguez. Alguns conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando. Tudo é a mesma coisa: necessidade de sair da realidade, dar um pause na roda incessante dos pensamentos. Por isso a mesa de bar é tão mágica: ela nos transporta para outra dimensão em questão de minutos, alivia o peso do cotidiano, dos problemas e prazos, reúne amigos que vivem enjaulados em suas existências. A mesa de bar é a grande responsável pela dose certa de irresponsabilidade de seus freqüentadores, é a redentora da happy hour, a testemunha de amores pós-escritório, de lagrimas disfarçadas, xingamentos lavados de alma, risadas arrastadas ao passado ou surgidas de desejos bizarros para o amanhã. A mesa de bar é a terapia mais divertida que existe.

ABSTÊMIA CHATICE

Também do Paulo Mendes: “A embreaguez é religiosa, e o altar das religiões antigas inventou de certo modo a mesa de bar. Aí, o homem punha-se em comunicação com o espírito divino, ligava o céu e a terra, transcendia-se”.
Por isso não tenho paciência com abstêmios. Não consigo entender quem não se dá o direito de perder as estribeiras vez por outra, que supõe ficar sob controle em período integral (presunção bem irreal, aliás). Que chato deve ser viver ao lado de quem não compreende o prazer do primeiro gole de chope cremoso, a delicia de esquecer as calorias, brigas e tempo ruim e largar-se a sociabilizar sem preocupações pessoais nem gramaticais. Não entra na minha cabeça quem prefere dormir cedo a curtir um animado papo bem regado até mais tarde.


Vai na FÉ.

Tuesday, September 21, 2010

PHOENIX......A CIDADE QUENTE-SEM-CALOR?



NA CONTINUAÇÃO DOS FESTEJOS DOS 5 ANOS DO BLOG,MAIS UM POST CAMPEÃO DE ACESSOS.

PHOENIX, A CIDADE QUENTE SEM CALOR?
Publicada originalmente em 16 de janeiro de 2006


Hoje vou dividir com voces as experiencias de conhecer o pais mais sensacional da face da terra: os EUA. nada de estereotipos e mitos. voces vao conhecer os EUA mais do que muitos que foram e nao viram nada, e achm que sabem o que realmente sao os EUA. voces descobrirao um pais fascinante, moderno, futuristico e historico e mais do que isso: um pais que se prepara par continuar liderando o mundo nesse seculo, e nao tenho duvidas que isso eles JA conseguiram. boa viagem!


PHOENIX , ARIZONA.


A cidade de Fínix, como diz o pessoal por aqui, é mais uma prova da competência dos americanos em realizar coisas improváveis. Isto porque Phoenix foi construída em pleno deserto, numa das regiões mais secas e agrestes do oeste, o centro do estado do Arizona. Mas, tirando o calor e a secura do ar, até que é um lugar agradável, com prédios modernos e árvores bem cuidadas enfeitando ruas e avenidas. Não é uma cidade turística, e costuma ser visitada principalmente a negócios, por quem está à procura de tours pelos desertos ou a caminho da California. Mesmo assim, não deu para passar por aqui sem parar para conhecê-la melhor. E a lembrança que Phoenix deixou foi boa e... quente.

O conjunto de modernos prédios do centro da cidade impressiona aos visitantes. São todos prédios comerciais, já que ninguém mora no centro. Nesta parte oeste do país o que não falta é espaço, principalmente aqui no deserto, onde as terras são relativamente baratas. Todos moram nos subúrbios, e vem para os trabalhos em seus carrões com ar condicionado. Aliás, por paradoxal que pareça, apesar de morarem no deserto, os americanos de classe média daqui não passam calor. Uma casa de classe média americana sempre tem ar condicionado, muitas vezes central. Eles vão trabalhar em carros com ar condicionado. Os escritórios, claro, tem ar condicionado. E na hora do almoço, vão fazer suas refeições em shoppings com ar condicionado sempre congelante, ou então chamam algum serviço de delivery. Quase não se vê ninguém pelas ruas, a não ser alguns turistas e cucarachos.

O estranho é que, ao mesmo tempo que esta elite vive confortavelmente, existe também uma sociedade paralela, geralmente formada por pessoas de origem hispânica ou indígena, muito vistos nesta parte do país, que parecem viver num mundo a parte. Moram em casas simples, sem ar condicionado, transitam em carros velhos e tem um jeito humilde de olhar para a gente. Nada que se assemelhe às diferenças sociais do Brasil, mas ainda assim não dá para dizer que eles freqüentem os mesmos mundos de Phoenix.



Esta imagem é interessante porque dá uma boa idéia do tipo de terreno onde Phoenix foi construída, e sua vegetação predominante. Uma das vantagens de morar num lugar construído no meio do deserto é que é quase impossível se perder. A cidade foi construída de forma planejada, e todas as ruas são no sentido norte-sul ou leste-oeste, sendo a única exceção a Grand Avenue, que corre na diagonal. O centro de Phoenix é envolvido pelas Interstates I-10 e I-17, que ligam a cidade ao resto do país, e o centro está situado ao longo das ruas Washington, Jefferson e Van Buren.


Entre os pontos mais visitados da capital do Arizona estão o Desert Botanical Garden, com centenas de espécies da flora característica do deserto, distribuídas num parque com mais de 140 hectares. Também o Heard Museum é uma boa opção para se aprender muito sobre os indígenas desta parte do país, sua arte e cultura. E o Papago Park é um dos pontos mais conhecidos para pesca, caminhadas e para lazer em geral.

Chamou nossa atenção ao caminhar pelo centro a freqüência com que éramos aspergidos por água vinda dos prédios comerciais. Isto se justifica pelo intenso calor que faz aqui durante quase todo ano, assim como pela secura do ar, o que leva a esta preocupação em evitar que as pessoas se sintam mal ou sofram desidratação. Outra sugestão de visita é ao Arizona Science Center, onde é possível brincar e aprender sobre biologia, astrofísica, informática e um mundo de outras coisas. No lugar também há um cinema de tela gigantesca, com apresentações sobre a história do oeste americano, índios e conquistas espaciais.

Outros passeios interessantes pela cidade incluem o American Park and Swap, mercado de produtos típicos (esquina de Washington com rua 40); Castles and Coasters, parque de diversões com montanhas russas e outras atrações (Metro Parkway 9445); Cerreta Candy, fábrica de doces e sorvetes na forma de cactos e caubóis, que organiza tours (West Glendale Avenue 5345) e o Historic Heritage Square, espaço aberto onde estão reconstruções de residências do século 19, inclusive algumas que deram origem à cidade de Phoenix.
Steele Pavillion Gallery, este prédio moderno com esculturas na calçada em frente, é um dos melhores espaços de arte da cidade, assim como uma sugestão irresistível para fotos divertidas.


Interessados em arquitetura e ecologia devem também aproveitar a oportunidade para visitar a Cosanti Foundation, um tipo de experimento arquitetônico e ecológico urbano, onde é estudada a importância do desenvolvimento de modelos urbanos inovadores com impacto zero no meio ambiente. Lá estão desde grandes estruturas e estufas até pequenos detalhes e curiosidades. Esta inovadora idéia experimental, criada por Paolo Soleri está situada a 100 km ao norte de Phoenix, em Cordes Junction, sendo o acesso feito pela interstate I-17.

Como esta região sempre foi terra dos índios e cowboys, seus eventos até hoje refletem essa cultura. Assim, os principais eventos anuais da cidade são o Guild Indian Fair and Market, quando são montados stands oferecendo desde artes indígenas até pratos típicos e o Rodeo of Rodeos, quando as competições de montaria atraem milhares de aficionados. E para quem quer mesmo se sentir no oeste não deixe de visitar também a Rawhide Wild West Town, que tem pistoleiros duelando pelas ruas, passeios de diligências espreitada por índios, músicos country, etc.

Também há restaurantes e teatros apresentando shows de temática relacionada ao antigo farwest. Fica em Scottsdale, na North Scottsdale Road. Mais detalhes no site oficial da Rawhide
Nas vizinhanças de Phoenix situam-se os municípios de Glandale, Tempe e Scottsdale, embora na prática seja tudo emendado. Quem quiser passear por estes municípios pode aproveitar para visitar uma das mais interessantes atrações turísticas locais, conhecida como Old Town Scottsdale. Trata-se de uma reprodução de cidade típica do oeste americano, com lojas diversas, saloons, bares e lojas de souvenirs ao estilo farwest.



Durante nossas caminhadas pelo centro da cidade não tínhamos praticamente nenhuma companhia pois não se vê gente caminhado pelas ruas. Primeiro, porque estamos nos Estados Unidos, é claro, e depois por causa do calor intenso que faz na cidade. Nossa visita foi em meados do outono americano, e mesmo assim as temperatura médias ao sol eram na faixa dos 40 graus.
Foto na entrada de um dos shoppings da cidade. As melhores áreas de compras em Phoenix são o Metrocenter (I-17 norte), Park Central Mall (Thomas Street), Martyvalle Mall (Indian School Road) e Fiesta Mall (em Mesa, junto à Superstition Freeway, onde estão a Sears, Macy's, Dillard's e outras grandes lojas). Ainda fora da área urbana, vale visitar o Out of Africa Wildlife Park, uma espécie de Animal Kingdom da Disney com menos luxo. Lá podem ser observados animais selvagens num ambiente que reproduz seus habitats naturais. Especialmente indicado para crianças. Fica na North Ft. McDowell Road.



Durante nossa estadia em Phoenix entramos numa loja de música num shopping e o vendedor, conversa vai conversa vem, nos perguntou de onde éramos. Quando dissemos que éramos turistas brasileiros, ele logo nos perguntou qual a razão de nossa visita à cidade. Estamos passeando, respondemos, ao que ele retrucou, muito intrigado: Mas aqui não tem nada para se fazer!!
Não chegamos a descobrir se aquela era somente uma opinião pessoal ou se a maioria dos habitantes de Phoenix realmente considera sua cidade um lugar tão sem atrativos. Nós ficamos poucos dias e gostamos, mas talvez morar aqui seja uma história diferente.



Fênix era o nome daquela ave egípcia que renascia de suas próprias cinzas, e de certa forma isso tem alguma coisa a ver com a cidade. A Phoenix do Arizona até que não se saiu mal. Construída num lugar inóspito, no meio do deserto, de clima difícil, quente e muito seco, ainda assim ela conseguiu se firmar e crescer. Tem lá os seus atrativos mas o que se destacou para a gente foi um certo jeito amistoso de ser, o que talvez seja conseqüência da forte influência mexicana e indígena. Esta é uma cidade que nos deixou lembranças agradáveis, mas nem pense em ir lá sem um grande estoque de protetor solar... :-)

ja deu para sentir que a coisa vale a pena......

Wednesday, September 15, 2010

PONTE ESPECIAL 5 ANOS // SKY BRIDGE SPECIAL 5 YEAR ANNIVERSARY: AXL ROSE: OS ANOS PERDIDOS? OU A VOLTA DO QUE NAO FOI? EXCLUSIVO.



PAREÇE QUE FOI ONTEM....MAS JÁ FAZEM 5 ANOS QUE ESSE ESPAÇO EXISTE E NESSE TEMPO PUDEMOS VER UM MUNDO QUE AVANÇA A VELOCIDADE DA LUZ MAS QUE CONTINUA DESIGUAL E EM MUITOS LUGARES,CRUEL....


NESSES QUASE 110 MIL ACESSOS, PUDEMOS LER E SABER SOBRE MUSICA,CINEMA,ARTES,GENTE,CULTURA,FATOS, BOEMIA,A BOA VIDA..AS MAZELAS,AS BONANÇAS..ENFIM...PARA MIM ,QUE VIVO AQUI, PODER TROCAR EXPERIENCIAS COM GENTE DO MUNDO TODO QUE ACESSA DIARIAMENTE ESSE BLOG É GRATIFICANTE, ME SINTO FAZENDO ALGO , A MINHA PARTE, AINDA QUE PEQUENA.
DIVIDI COM VOCES MINHAS VIAGENS E EXPERIENCIAS, E AGORA, A PEDIDOS E PARA CELEBRAR ESSES CINCO ANOS, NOS PROXIMOS 5 DIAS ESTAREI RE POSTANDO OS ASSUNTOS E MATERIAS MAIS ACESSADAS..E PARA COMEÇAR A CAMPEÃ....
BOA VIAGEM NESSA PONTE E MAIS UMA VEZ OBRIGADO!


ENGLISH
YEAH,WE ARE CELEBRATING OUR FIRST 5ÝEAR ANNIVERSARY AND WE ARE PROUD TO BE HERE AND TO INFORM YOU, SHARE OUR EXPERIENCES WITH YOU GUYS AND TO CONTRIBUTE IN SOME WAY, TO A BETTER WORLD, LESS UNEQUAL AND CRUEL, AND MORE EQUAL AND JUST.
DURING THESE LAST FIVE YEARS AND ALMOST 110 THOUSAND ACESS HITS, I COULD SHARE MY TRIPS AROUND THE WORLD, MY POINT OF VIEW, AND LEARN FROM YOU, AND LEARN A LOT.
NOW..TIME TO MOVE ON...AND ,BY REQUESTS, WE ARE RE POSTING OUR CHAMP TOPICS ON THE NEXT 5 DAYS HERE....SO..SIT BACK,ENJOY IT AND HAVE FUN !
THANK YOU ALL AGAIN FOR BEING A PART OF IT !
AND TO START WITH, THE CHAMP POST OF ALL TIME HERE..No 1 ACESS RATE:
E ,NA ESTREIA DE HOJE,O POST CAMPEÃO.... EM PRIMEIRO LUGAR:

AXL ROSE: OS ANOS PERDIDOS? OU A VOLTA DO QUE NÃO FOI? EXCLUSIVO.
(AMANHA:LOS ANGELES, A CIDADE QUE NÃO EXISTE PARTE II-ATUALIZADA.)










A história é contada de uma festa de aniversário que aconteceu 3 fevereiros atrás [em 2006] em um restaurante mexicano em Santa Monica.A minha fonte, uma pessoa muito próxima de um dos maiores ídolos da história do rock,que é uma das pouquíssimas pessoas a ter acesso a esse homem cheio de genialidades e conflitos.Nesses anos eu estive algumas vezes na cidade que mais amo,revendo roteiros de minha passagem por lá, entre 91 e 92,e conversei com a fonte em questão.Ao mesmo tempo em que ela falava, sentados em um restaurante em West hollywood,eu lembrava que ,quando vivi em Los Angeles, era o auge do Guns,como a maior banda de rock do mundo na época.Era na minha escola de musica,o GIT,que os caras queriam ser não mais Eddie Van Halen ou Striani,fundadores da escola, mas sim Slash. Foi uma época marcante.E o papo fluiu, e voces podem ler agora,depois de alguns anos,e depois de pedir a permissão que demorou 2 anos, a íntegra,a intimidade,a verdade sobre uma banda e um cara que tiveram o mundo a seus pés.

Alguns músicos de cabelo comprido misturavam-se com organizadores de shows vestidos com ternos, comendo medíocres guacamole e bebendo Cuervo. Os presentes estavam empilhados e o público de mais ou menos 40 pessoas provava o bolo, mas o convidado de honra, Axl Rose, que estava completando 37 anos, nunca apareceu. O seu empresário, Doug Goldstein, aquietou a sala. "Axl não virá", disse Goldstein. "Mas peçam o que quiserem e divirtam-se".
Essa história não é contada porque é considerada um exemplo de comportamento excêntrico ou rude da parte de Rose. É considerada emblemática do jeito que o cantor conduz a sua vida - apenas outra noite de um homem que já foi uma das maiores estrelas do rock no mundo. "Não é nada fora do usual", diz um amigo que estava no restaurante, rindo no estilo lá-vai-ele-novamente. "O típico Axl".

Exceto por algumas entrevistas no final do ano passado, junto ao lançamento do álbum ao vivo do Guns N’ Roses, e uma prisão em Phoenix em 1998, Rose permaneceu fora das vistas públicas desde 1994, quando o GN’R tossiu e parou. Por seis anos ele esteve trabalhando no próximo álbum do GN’R, que tem título provisório de Chinese Democracy. Nenhum dos membros originais da banda tocam no álbum. A maioria deles dificilmente falam com Rose. Ele passa a maior parte de seu tempo em estúdios de Los Angeles a atrás do portão de sua mansão, na seção Latigo Canyon de Malibu. Sua arrumadeira, Beta Lebeis, faz a maioria das compras e dirige. Axl lê, faz musculação, kickboxing, joga pinball, ensina a ele mesmo guitarra e computador, e tenta escrever letras.

Enquanto isso, o álbum de estréia do GN’R, Appetite For Destruction, lançado em 1987, continua marchando. O segundo álbum de estréia mais vendido na história do rock (15 milhões de cópias na última contagem), Appetite treze anos depois ainda vende notáveis 5.000 a 6.000 cópias por semana - mais de 200.000 unidades anualmente. GN’R tinham um estilo em 1987, de ódio e autenticidade, algum lugar entre o metal e o punk, que ainda agrada fãs de rock hoje. Mesmo no novo milênio, Appetite provavelmente toca dentro de mais Chevys turbinadas do que qualquer outro álbum de rock já feito.E não esqueçamos o principal: O guns são os donos da maior tourneé da história do rock, em arrecadação e números de shows e cidades, com a tour mundial de ""Use your ilusion""

Pode-se dividir a vida pública de Axl em dois períodos separados: antes de 1993, quando a banda original estava junta, e após-1993, depois da última gravação do grupo, The Spaghetti Incident?, uma pouco notável coleção de covers de punk rock. Onde quer que ele fosse naqueles anos de sua fama, Axl deixou para trás pessoas frustradas e nervosas. Ele ficou enterrado em litígio. As estantes nos escritórios da Corte Superior no centro de Los Angeles e em Santa Monica comprimem-se sob o peso de milhares de páginas de papéis legais envolvendo o GN’R e Axl que se acumularam com o passar dos anos, ações envolvendo reivindicações totalizando milhões de dólares. Isso sem mencionar assuntos relacionados a banda - ou a Rose - em Nevada, Arizona, Missouri, New York, Espanha, Inglaterra e Canadá.

Os documentos contam parte da história de como o Guns N’ Roses prosperou e fracassou, e eles dão uma figura do próprio Axl. A imagem que emerge é a de um homem complicado que pode ser sensível e engraçado mas que é também contralador e obsessivo e encrencado, um homem mudado pela fama e transtornado por traumas de infância que encara um futuro solitário rodeado por um pequeno círculo de parentes e amigos de infância. "Seu mundo é muito limitado", diz Doug Goldstein. "Ele não gostam de estar com muitas pessoas".

Axl é um homem lutando contra demônios e tomando medidas radicais para vencê-los. Ele tornou-se profundamente envolvido com regressões a vidas passadas, um ramo da psicoterapia que existe na Nova Era. "Axl", diz um amigo, "está procurando qualquer coisa que o dê felicidade".
Rico e famoso do jeito que ele ficou, amigos afirmam, Axl ainda se sente como uma vítima, vazio, um tanto perdido. "Ele parecia emocionalmente reservado e um pouco suspeito", diz o mago do techno Moby, que passou algum tempo com Axl na Califórnia em 1997. "Ele estava um pouco como um cachorro que apanhou". E Rose, segundo aqueles que o conhecem, continua "pendente" a uma de suas antigas namoradas: a model Stephanie Seymour, agora casada com Peter Brant. Seymour e a ex-mulher de Axl, Erin Everly, acusaram Axl de bater nelas, o que ele nega.
Se os problemas emocionais e legais de Axl contribuíram para a dissolução do GN’R original, é uma questão de interpretação. Há uma pequena disputa, entretanto, sobre uma coisa que eles causaram: um grande atraso para terminar Chinese Democracy, que na realidade é um álbum solo de Axl Rose. Esse trabalho tem seis anos, uma sala cheia de músicos de estúdio e rumores de que a Interscope/Geffen gastou US$ 6 milhões para fazer o álbum. Ainda não está terminado, e provavelmente não estará tão cedo. "Muitas vezes, eu chegava no estúdio e não fazia idéia do que eu conseguiria", Rose falou a Rolling Stone em novembro passado quando ele tocou doze novas músicas. "Se você está lidando com assuntos que te deixam muito deprimidos, como você pode expressar isso?"
Pessoas que escutaram as novas músicas dizem que são fantásticas. "As músicas me lembraram dos melhores momentos do Pink Floyd nos anos 70, ou do Led Zeppelin mais tarde", diz Jim Barber, um ex-executivo da Geffen que trabalhou no projeto. "Não há nada no mercado desse tipo. Axl não passou os últimos anos se matando para escrever o Use Your Illusion novamente." Na estimativa do guitarrista Zakk Wylde, que esteve com a nova banda algumas vezes, "Axl é um cara muito esperto".
Mas nos meses recentes, o guitarrista Robin Finck e o baterista Josh Freese deixaram o projeto, assim como o engenheiro de computação Billy Howerdel. O guitarrista do Queen, Brian May, passou uma semana gravando com Axl e retornou para a Inglaterra. O guitarrista Buckethead, conhecido por usar na cabeça um balde do Kentucky Fried Chicken virado de cabeça para baixo, entrou em cena. Mas no momento, parece não haver um "novo" GN’R.

VISITANDO YODA
"Eu vou te socar aqui e agora... eu não dou a mínima pra quem vocês são. Vocês são só pessoas insignificantes."
Essa não é a letra de uma nova música do GN’R sobre advogados, talvez vindas dos velhos "discursos" de Axl em CD e dos palcos contra repórteres e fotógrafos e qualquer outro que não fizesse precisamente seu lançe. Essas palavras, diz o Departamento de Polícia de Phoenix, são o que Axl gritou ao pessoal da segurança no Aeroporto Internacional Sky Harbor em fevereiro de 1998, depois de que um funcionário pediu para revistar sua bagagem de mão. Ameaçado de prisão, Axl, viajando de jeans, um moletom vermelho e um boné cinza, respondeu, "Eu não dou a mínima. Só me coloque na porra da cadeia." Ele ficou algumas horas atrás das grades. O caso foi resolvido em 18 de fevereiro de 1999, quando Rose, por telefone, não contestou a acusação de disturbar a paz e pagou uma multa de US$ 500.
Perdida no pequeno acontecimento da prisão estava a razão exata de Axl estar no aeroporto de Phoenix. Estaria Axl voltando de um lugar que ele visita freqüentemente - Sedona, na área dos canyons a uns 180 quilômetros norte de Phoenix, onde ele vê uma das mais importantes pessoas de seu mundo, uma psicóloga conhecida no lado do GN’R por Yoda?

Apesar de ninguém saber precisamente como ele se envolveu, pessoas que o conhecem dizem que Axl começou a visitar Sedona no começo dos anos 90, algumas vezes viajando com Beta, sua arrumadeira, ou Earl, seu guarda-costas. Muitos que acreditam em vidas passadas, reencarnação, OVNIs e o poder dos cristais passam por Sedona. A cidade é tão ligada nessas coisas, que acredita-se que alguns canions sejam vórtices para energia masculina e outros para energia feminina. Nos supermercados de Sedona, compradores oscilam cristais sobre os morangos.
Por quase uma década, Rose foi um poderoso, quase um evangélico na medicina homeopática. O mundo, na visão de Axl, é um lugar arriscado, habitado por doutores gananciosos afiliados à Associação Médica Americana que faz prescrições de perigosos remédios sintéticos. Quando o GN’R saía em turnê, homeopatas para a garganta de Axl estavam sempre a mão. Ele apresentou batidas de proteína a um GN’R mais acostumado a vodka e heroína.
As aflições da infância de Axl estão bem documentadas; ele não vem, como o próprio Axl poderia dizer, de um lugar saudável. Em 1992, nesta revista, Axl falou sobre quando descobriu, à idade de dezessete, que o homem que ele pensava que era seu verdadeiro pai era na verdade seu padastro. O pai biológico de Axl, William Rose, abandonou a família quando Axl tinha dois ano e acredita-se que ele está morto. Por terapia, diz Axl, ele recuperou memórias dele sendo espancado e abusado sexualmente quando criança. É contra esses traumas, em primeiro lugar, que Axl luta, e são essas esperiências que podem, em parte, serem culpadas por sua atitude hostil com as mulheres sua necessidade de consumista de controle. Um amigo diz, "Toda aquela bagagem, quando ele estava sendo construído, vem à luz. Não é um assunto externo."

O nome real de Yoda é Sharon Maynard. Uma mulher asiática de meia idade, Maynard tem mais ou menos 1,60 m de altura, e tem um cabelo meio longo, escuro e encaracolado. Desde 1978 ela tem um negócio sem fins lucrativos em Sedona chamado Arcos Cielos Corp., que traduzido do Espanhol fica algo como "arcos do céu". A compania lista ela mesma como uma empresa "educacional". A Arcos Cielos opera fora da casa rural de Maynard em Sedona, a qual ela divide com seu marido, Elliot, um gentil homem grisálio. "Dr. Elliot e Sharon Maynard" aparecem ambos nos agradecimentos dos Use Your Illusion.
Sharon Maynard mantém um baixo perfil na cidade. "Ela é uma mulher muito baixa", diz um negociante local que tem laços com a comunidade da psicologia. Ninguém dos vendedores de livros e ourives com eu conversei conheciam ela, e o nome dela não estava na lista telefônica ou com o Centro para a Nova Era, onde uma grossa pasta cheia de psicológos e terapistas de vidas-passadas está disponível - e muitos daqueles listados estão disponíveis para consutas imediatas em cabines no andar de cima. Isso não é uma surpresa. Muito do trabalho psíquico em Sedona é feito por figuras quietas como Yoda que trabalham foram de casas privadas.
Enquanto é de costume para nossos funcionários mandar uma foto para um passe plastificado, com Axl outras coisas pareciam acontecer. Dizem que Doug Goldstein juntava fotos às ordens do cantor para avaliação psíquica. Em Sedona, alguns acham, Yoda examaniva estas fotos. O que querem de Axl então? Esta pessoa tem os melhores interesses em mente? Que tipo de energia elas transmitem?
Mandar uma foto para Axl para avaliação feita por Yoda, alguns dizem, coincidia com contratação no mundo do GN’R. Membros da banda, da equipe, executivos da gravadora - todos faziam isso. O procedimento ainda acontece. Um funcionário atual relembra, "Eu mandei minha foto. Todos ganham uma foto feita para um passe. As pessoas fazem piadas sobre as auras sendo lidas. Para que é isso? Ninguém sabia ao certo. Mas eu não conheço ninguém que ficou ’em conserva’ por qualquer outra coisa que não fosse fazer um bom trabalho." Na ocasião, segundo um músico-industrial com quem Axl recentemente trabalhou, Yoda pede fotos de filhos e filhas de pessoas no mundo de Axl.

Em fevereiro de 1998 no Arizona, Axl estava carregando alguns presentes que ele tinha recebido recentemente - "indo à psicóloga para análise", nas palavras de uma fonte que sabe bastante. Um item na sacola de Axl era uma grande esfera de vidro. Axl estava aparentemente com medo de que o pessoal da segurança quebrasse a esfera, e isso levou ao seu ataque de nervosismo e a sua prisão.
Qual a importância de Yoda para Axl? Um associado diz que a influência de Yoda, mesmo sendo importante, é temperada com a força da personalidade de Axl: "Ele não estava colocando a sua vida nas mãos de alguém com uma vela e um cristal. Eu digo isso com toda a certeza. Não é consistente com quem ele é. Ele faz suas próprias decisões."

Ainda assim, Yoda apareceu na turnê. "Ela veio com alguns de seus amigos", um membro da equipe relembra. "Uns caras engraçados: pessoas do Sul com sapatos engraçados. O visual deles não combinava; eles eram como aliens." Durante a turnê do GN’R com o Metallica nos EUA em 1992, Yoda aparentemente tornou-se preocupada com campos de energia rondando Minneapolis e pediu que não fosse marcado um show naquela cidade. Foi mais tarde marcado outro show, em um outro lugar de Minneapolis. "Axl tinha problemas", disse um outro membro da equipe de turnê, "em áreas do país que tinham uma alta concentração de campo-magnético".
Antes dos shows no Japão, seguindo um desejo de Yoda, informações sobre as fontes de poder atômico no país e sobre fontes de força no Tokyo Dome tiveram de ser coletadas. Uma fonte envolvida nesta missão disse que ele nunca entendeu precisamente para que aqueles dados foram usados: "Era algo sobre as forças magnéticas que existem no universo e onde estas coisas estão em comparação com onde o Axl estaria passando o seu tempo."
Axl às vezes também levava com a banda na estrada uma psicoterapeuta de Los Angeles chamada Suzzy London. Ela mantinha uma área dos camarins para ela e Axl. Ele a nomeou sua terapista, usando uma minisaia preta, no clipe "Don’t Cry".

Membros da banda e da equipe de turnê tinham visões diferentes dos vários conselheiros de Axl. Alguns mostravam grande respeito. Outros desprezavam eles. "Eles tivera que acompanhar ele ao Japão para ter certeza que as ondas de má energia não o capturariam lá", diz um ex-funcionário. "Se algum lugar do mundo meio exótico, maravilhoso, os conselheiros geralmente tinham que ir a um ponto. Mas se fosse Kansas City, tudo estava bem. Quero dizer, foi em St. Louis que aconteceu aquele tumulto." Estavam eles com Axl em St. Louis? Nervoso com um fã em show no Riverport Amphitheater em 2 de julho de 1991, Rose pulou no meio da platéia, começando um tumulto que deixou mais de 50 pessoas feridas e causou mais de US$ 200.000 de danos.
Axl falou no passado sobre suas experiências com terapia de regrassão a vidas passadas. Uma sessão típica disse começa com hipnose. Durante uma psicoterapia tradicional, um paciente colocado em transe pode relembrar eventos traumáticos que foram reprimidos e que podem ficar na raiz de problemas emocionais atuais. A teoria Freudiana diz que reconhecer e enterder tais traumas, que geralmente ocorrem na infância, pode levar a cura.
Sob hipnose de um especialista em vidas passadas, o "campo" aumenta. Um paciente pode relembrar coisas mais antigas, em uma vida ou vidas que foram vividas centenas ou milhares de anos atrás, e discubrir traumas que ocorreram naquele tempo. Alguns pacientes podem falar na voz ou língua daquele ser morto há tempo, fosse ele um político romano ou um escravo de plantação.

Os aderentes das vidas passadas tendem a acreditar que as pessoas vivem a vida de uma pessoa com diferentes incarnações do mesmo grupo de pessoas. Axl, de acordo com um confidente, acredita que ele e Stephanie Seymour estavam juntos em quinze ou dezesseis vidas passadas.
Após uma guerra de gritos com Kurt Cobain e Courtney Love nos bastidores do MTV Video Music Awards de 1992 no UCLA Pauley Pavilion, Axl disse a um amigo que Love estava tentando deixá-lo possesso. "Ele acredita que as pessoas estão sempre procurando uma janela para controlar sua energia", diz um amigo. Como Axl combate isso? "Controlando as pessoas que tem acesso a ele".
Após ele e Seymour terminarem o namoro, em 1992, a modelo começou a namorar Peter Brant. Axl, segundo um amigo, pediu a uns subordinados para obter uma foto da esposa de Brant, Sandra. Axl queria levar a foto para Yoda por uma razão específica, de acorodo com um ex-funcionário da Geffe: "Axl queria colocar um encanto em volta de Sandra para proteje-la de Peter, porque ele sentia que ela, também, tinha sido traída assim como ele, e ele tinha muita simpatia por ela." Seymour, naquele tempo com 26 anos, e Brant, com 48, casaram-se em Paris em 1995.
Mas mesmo assim Axl recebeu alguns conselhos bizarros ao passar dos anos. Após a ex-mulher de Axl, Erin Everly, a filha do cantor Don Everyly e a inspiração para o hit do GN’R "Sweet Child O’ Mine", processou Axl em 1994, acusando-o de atacá-la, Everly foi depor. Ela disse que Axl acreditava que ela e Seymour eram irmãs em uma vida passada e estavam "tentando matá-lo". Sobre o relacionamento dela com Axl, Everly disse, "Axl me disse que numa vida passada nós éramos todos índios e que eu matei nossos filhos, e é por isso que ele era tão mau para mim nesta vida."
Perguntaram a Everly, "Axl alguma vez te falou que ele estava possuído?""Sim", ela disse."Ele disse que estava possuído por o que?""John Bonham."
Bonham, o baterista do Led Zeppelin, morreu em 1980. Rose nega ter dito ele estava possuído por Bonham.
"Elas são as relações mais controladas," um amigo diz sobre as várias sessões de terapia de Axl. "Começa a uma certa hora, termina a uma certa hora, você paga, você pode parar de pagar e parar de ir. E enquanto você quiser alguém que te escute, enquanto você quiser alguém para dizer as coisas que você quer escutar, você pode pagá-las para fazer isso."

Às vezes, em uma comunidade New Age que envolve um certo número de charlatões, Axl foi levado aos limpadores. Durante seu casamento com Everly, Axl foi a um exorcismo. O exorcismo aparentemente não invoveu os padres e cruzes que os espectadores de televisão esperariam. "Era principalmente involvido com algum tipo de herva", Axl disse durante o caso Everly, algumas "funcionam na minha pele". O homem que fez esse procedimento cobrou US$ 72.000. Até Axl admitiu, "Eu acabei enganado e perdi muito dinheiro".

NO TOPO DA MONTANHA AXL
Por uma série de curvas fechadas e precipícios, Latigo Canyon Road vai algumas centenas de metros ao topo de um monte de ar seco perto da sessão Point Dume de Malibu. O sol voa e inclina-se e ilumina o Oceano Pacífico e as casas de celebridades que lotam a praia baixo. Axl mora em uma mansão de estilo mediterrâneo que no ano passado foi avaliada em US$ 3,8 milhões, um preço típico para a vizinhança. Ele se mudou para o canion em 1992, pagando uma hipoteca de US$ 15.000 por mês. Latigo seria o lugar onde ele e Stephanie Seymour viveriam juntos como marido e mulher e criariam seus filhos.
Jardineiros cuidavam dos 4 acres de Axl, que era escondidos das vistas públicas por árvores e por uma cerca. Uma estrela acessa no lado da casa de Axl pode ser vista há quilômetros por motoristas na Pacific Coast Highway. Os vizinhos de Axl no monte incluem a estrela do volei de praia Gabrielle Reece.

O som da água caindo suaviza o chão, que também contém uma quadra de tênis e uma piscina. Quando Axl dá uma festa, a quadra vira um estacionamento. A própria casa está cheia de artefatos religiosos da América Latina, incluindo a vasta coleção de Axl de crucifixos. Axl joga pinball nas máquinas na sua sala de jogos. Desde a dissolução do GN’R, ele tem dividido o patrimônio com tanques cheios de cobras e aranhas e lagartos, e com vários amigos, membros da família e ajudantes. A irmã de Axl, Amy Bailey, que uma vez tinha um fã clube do GN’R, e um meio-irmão dele, Stuart Bailey, estiveram na casa uma vez ou outra. Beta, que já trabalhou como babá para Seymour, tomando conta de eu filho Dylan, é também a chofer. Ela também viaja com Axl; ela estava ao seu lado durante o ocorrido no aeroporto de Phoenix em 1998. "Beta é como uma mãe para ele", diz um amigo. "Ela é o mais perto que ele já esteve de uma mãe real".
David Lank, um amigo de Axl de Indiana e às vezes um colaborador do GN’R (ele co-escreveu "Don’t Damn Me", no Use Your Illusion I), passou um tempo na casa de Axl em Latigo. Sabrina Okamoto, uma massagista, também esteve na propriedade uma vez. Uma mulher de uns 30 anos, Okamoto encontrou membros do GN’R durante a turnê deles com o Skid Row em 1991; ela tornou-se a massagista de turnê do GN’R, e então trabalhou para Axl quando o Guns se separou. "Quando os amigos dele estavam precisando, ele ia lá para pagar a fiança," diz um ex-associado.
Axl dá uma festa a fantasia todo Dia das Bruxas para amigos e suas famílias. Enormes abóboras ficam ao redor da piscina, e teias de aranhas ficam penduradas nas árvores. Alguns labirintos e fortes construídos especialmente para a festa animam as crianças. Quase tão empolgado como uma criança, dizem que o próprio Axl gosta de brincar em cada uma das atrações. Os convidados tem a impressão de que Axl está tentando re-criar sua própria infância, embora seja uma melhor da que ele realmente teve. A cena do Dias as Bruxas nos últimos anos não são mais o que já foram. "As festas dele estão ficando cada vez menores", relembra um convidado recente. "Um mundo em constante encolhimento".

No último Dia das Bruxas, Axl apareceu vestido de porco, assustando algumas das crianças presentes. Os convidados serviam-se à vontade de massa e galinha assada; o rock n’ roll alto fez a conversação ficar difícil.
Axl geralmente dorme durante o dia e trabalha a noite. Beta ou o filho dela leva Axl de carro até o Rumbo Recorders no vale San Fernando, onde as sessões de gravação para a sequência do GN’R do Spaghetti Incident? acontecem há anos. Ultimamente, Axl conduz a maioria de seus negócios por telefone.
Grande parte dos negócios não-musicais e não-espirituais e Axl lidam com estratégias legais. Fora sua disputa com Everly, outras coisas aconteceram: ele terminou no tribunal contra Seymour; o baterista original da banda, Steven Adler; o guitarrista substituto Gilby Clarke; e várias companias que tinham negócios com a banda. Ultimamente, Axl tem usado ameaças de ações legais para limitar o que as pessoas falam sobre ele. Alguns dias após eu ter conversado com Alan Niven, o ex-empresário do GN’R, que foi despedido em 1991, Doug Goldstein me ligou, ameaçando processar Niven por quebrar um acordo de confidência. Niven mais tarde recebeu uma carta do advogado pessoal de Axl em Los Angeles, mandando ele contactar a Rolling Stone e tentar retirar os seus comentários. Se ele não fizesse isso, avisou o advogado de Axl, o resultado seria "uma ação legal rápida e certa."


CHINESE DEMOCRACY
No começo dos anos 90, Axl pediu e conseguiu controle sobre o nome Guns N’ Roses. Quando lembramos de onde e quando precisamente isso aconteceu, as memórias ficam um pouco borradas e contraditórias, talvez perdidas na névoa da memória do rock n’ roll. Dizem que Axl, em um lugar nos bastidores, deu um ultimat ele teria o nome da banda para ele, ou ele não subiria ao palco para o show. Papéis oficializando essa transferência foram providenciados, e o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan assinaram eles.
Por que importava tanto? Axl, Slash e Duff seriam sempre, parecia, o três inseparáveis. Dinheiro estava por toda a parte. O Guns N’ Roses teve um lucro bruto de US$ 57,9 milhões de súbito, nos quatro anos de 1988 a 1992, de acordo com documentos produzidos durante o caso Adler. Os gastos eram muitos - video clipes caros, tudo de primeira classe nas viagens, todos os excessos das estrelas do rock - mas um lucro bruto de US$ 57,9 milhões naquele período de tempo para uma banda relativamente nova é muito difícil acontecer na história do rock n’ roll. Os Rolling Stones não faziam tanto dinheiro até após muitos anos de carreira. David Bowie levantou US$ 55 milhões em 1997 juntando as vendas de seus primeiros 25 álbuns. O Grateful Dead ganhou entre US$ 40 e 50 milhões em 1 ano de turnê mas não até 1990, após eles estarem juntos por mais de 20 anos.

Após uma comissão de 17,5 % para a direção, Axl e seus companheiros de banda dividiram o dinheiro de acordo com uma fórmula específica, que Axl descreveu uma vez no tribunal. Durante a pré-produção do Appetite, Axl disse, "Slash criou um sistema de descobrir quem escreveu quis partes das músicas ou de uma música. Havia quatro categorias, eu acho. Havia letras, melodia, música - sendo guitarras, baixo e bateria - e acompanhamento e arranjo. E nós dividíamos cada uma daquelas em 25%... Quando nós tinhamos terminado, eu tinha 41%, e os outros tinham quantias diferentes".
Axl, com Slash, sempre controlou a maioria dos assuntos da banda. Naquele tempo, Axl tinha controle total. O GN’R começou a trabalhar em um novo álbum de material novo, dispondo de uns US$ 10 milhões, segundo cálculos da Geffen - tipo de dinheiro de Madonna.
O GN’R lançou seu quinto álbum, The Spaghetti Incident?, em novembro de 1993. Vendeu bem, mas nada como Appetite ou os álbuns Illusion. A banda começou a desmembrar-se enquanto Axl passava mais tempo nos tribunais. Ele e Seymour brigaram violentamente em casa em Malibu e terminaram o namoro. Axl estava arrasado; ele queria casar com ela. "A separação teve um enorme efeito sobre ele", diz um amigo. "Foi a primeira vez na vida dele que ele tinha estabilidade. E depois ele não tinha nada."
Processos iam e vinham. Seymour acusava Axl de ter batido nela. Axl alegou que foi ela quem atacou ele. Segundo a versão de Seymour dos eventos, após uma discussão na cozinha dele, Axl quebrou algumas garrafas no chão, agarrou Seymour pela garganta, deu um "cadiado" na cabeça dela e arrastou ela de pés no chão pelos cacos de vidro "enquanto batia repetidamente na sua cabeça e peito e chutando ela no abdomem". A história de Axl é que Seymour agarrou suas bolas e ele estava só se defendendo.

Erin Everly, há tempo fora da vida de Axl, logo entrou na briga também, fazendo um processo próprio em 1994. Em um depoimento, o companheiro de quarto de Everly, Meegan Hodges-Knight, a ex-namorada de Slash, relembrou alguns encontros disturbantes com Axl. "Eu acordava com Erin dizendo, ’Por favor pare. Não me machuque, não me machuque,’ e Axl gritando com ela", Hodge-Knight disse. "E daí de repente e começava a quebrar as preciosas antigüidades dela, e ela dizia, ’Por favor não quebre elas, por favo,’ e tentando tirá-las dele. E ele empurrava ela e quebrava tudo que ele tocava.
"Eu lembro estar dormindo e acordar com cristais voando por cima da minha cabeça, espatifando-se no chão."
Às vezes, Slash estava lá quando Axl brigava com Erin.
"Eu lembro de ter pedido a Slash para fazer alguma coisa, ou eu faria alguma coisa," Hodges-Knight lembrou. "Eu disse, ’Eu tenho que fazer alguma coisa’, ou algo assim. E ele dizia, ’Não, você só vai piorar as coisas’ ".
Hodges-Knight disse que Axl chutava Everly com suas botas de cowboy, e arrastava ela pelos cabelos numa noite em que ela vestia um sutiã transparente e calcinha, jogou uma televisão nela (que não acertou ela) e cuspiu nela. "Aquele porco", ela disse, "Ele cuspiu nela."
A própria Everly disse que Axl atacou-a sexualmente. Ela descreveu um dia em que Axl pediu a ela para tirar o biquini que ela vestia, e depois ele amarrou as mãos dela aos calcanhares por trás, colocou uma fita adesiva na boca dela e uma bandana nos seus olhos, e levou-a, nua, pra dentro do armário, onde ela ficou por várias horas enquanto Axl falava com um amigo dela na sala.
Mais tarde, segundo Everly, Axl desamarrou ela, levantou-a e amarrou-a, com a face virada para baixo, numa cama. E daí, "ele se forçou analmente em mim comta força. Muita força."
"Você estava gritando?" ela foi perguntada."Sim"."Quando tempo durou?""Eu não lembro"."O que aconteceu quando tinha acabado?""Ele tirou e colocou na minha boca."
Uma versão não lançada do clipe "It’s So Easy", dirigida por Nigel Dick, tem Everly com uma bola vermelha na sua boca, enquanto Axl grita, "See me hit you! You fall down!" (Veja eu te acertando! Você cai no chão!). O cantor, segundo um ex-associado, juntou as poucas cópias existentes da fita após Everly foi aos tribunais contra ele.
Ambos os casos foram eventualmente acertados. O advogado de Seymour, Michal Plonsker, não faz comentários, só diz que o processo foi resolvido "amigavelmente". Apesar das suas acusações de machucados e abuso, nem Erin Everly nem Stephanie Seymour preencheram acusações criminais contra Axl Rose em conexão com os eventos descritos.
O substituto do guitarrista Izzy Stradlin, Gilby Clarke, enquanto isso, saía da banda. E juntava-se a ela novamente. E saía de novo. "Como você deve saber, Gilby foi despedido pelo menos três vezes pela banda no úlimo mês e foi recontratado pelo menos duas vezes," escreveu o advogado de Clarke, Jeffrey Light, em 14 de abril de 1994, em carta ao advogado do GN’R, Laurie Soriano. Após não receber os direitos que ele dizia serem dele, Clarke processou a banda em 1995. Clarke diz que ele não queria ir aos tribunais mas decidiu fazê-lo porque ninguém no GN’R retornava as suas ligações. O GN’R processou ele também. O assunto foi resolvido com um pagamento não revelado a Clarke.
Sem ter certeza das intenções de Axl, Slash e Duff entraram em seus próprios projetos. Slash, Duff e o baterista Matt Sorum participaram de várias sessões de gravação para o novo álbum. Completando, estava o leal tecladista do GN’R, Dizzy Reed, e o velho amigo de Axl, guitarrista Paul Huge. Paul é parte da equipe de Axl e David Lank. Slash e Duff não se acertaram com ele. "Um cara legal", diz um amigo dos três músicos. "Mas eles são o Guns N’ Roses, por Deus do céu - ótima banda, ótimos músicos. Ele não é tão bom assim. Não tem capacidade." Em 1996, Slash saiu. Sorum foi despedido. Duff ficou até o fim de 1997, e depois saiu de desgosto. "O álbum não ia a lugar nenhum, " diz uma fonte do GN’R. "Duff chegou a um ponto em que ele disse, ’Eu não mais preciso disso na minha vida. Isso é muito maluco. Isso é rock & roll. É pra ser divertido’ ".
Slash está bravo, agora, por ceder os direitos sobre o nome GN’R. "Eu estava cegado por ele, mais ou menos uma gafe legal," ele reclamou ao serviço de notícias na Internet Addicted To Noise, em janeiro de 1997. "Eu mentiria se dissesse que não fiquei um pouco irritado com aquilo. Isso seria uma coisa se eu desistisse no total. Mas eu não disisti, e o fato de que ele pode realmente gravar um novo álbum do GN’R sem o consentimento dos outros membros da banda..."
Slash continuou, "O estilo todo visionário de Axl, assim como seu investimento no Guns N’ Roses, é completamente diferente do meu. Eu só gosto de tocar guitarra, escrever um bom riff, tocar ao vivo, ao contrário de apresentar uma imagem."
A relação entre Axl e Slash, e o fundamento da banda, permanace profundamente rachado, apesar de Slash nunca ter fechado a porta em voltar a banda. Os dois homens não se falam há quatro anos. Quando no ano passado ocorria o trabalho no esperado e atrasado álbum duplo ao vivo do GN’R, Live Era ’87 - ’93, Axl e Slash interagiam apenas por seus respectivos empresários, Goldstein e Tom Maher. "Era muito estranho", diz uma fonte. "Slash e Duff se juntavam para trabalhar no álbum, e mandavam os CDs para Axl. Ele nunca vinha ao estúdio enquanto eles estavam lá. Era tudo feito em turnos."

Parece que além de uma conexão que Axl tem com Beta, Yoda e Bert Deixler, seu advogado, o relacionamento de Axl com Doug Goldstein é uma das poucas em que o cantor mudou o seu jeito para manter. Um ex-segurança do Air Supplu, Goldstein juntou-se ao GN’R como empresário de turnê em 1987 e evemtualmente tomou posso da direção da banda quando Alan Niven foi despedido em 1991. Goldstein opera a Big F.D. Entertainment em Newport Beach, Califórnia. Além de Axl, a BFD tem como clientes Chris Perez, o viúvo de Selena, a banda de metal Jack Off Jill. Goldstein se concentra principalmente em Axl. "Se Axl diz, ’Pule’, ele diz, ’Tudo bem,’ " diz uma fonte da indústria musical. "Se ele está no ar, ele diz, ’Mais alto?’ "
Finalmente lançado em novembro passado após longos atrasos, Live Era não foi o sucesso que todos esperavam que fosse. As vendas são abaixo do esperad 403.000 unidades até o começo de abril. Propaganda para o álbum foi limitada a televisão e cartazes. Ouve no máximo uma outra palavra dos velhos membros da banda - seguindo, alguns acreditam, um decreto de Axl.
Para o novo álbum de estúdio do GN’R, Axl empregou uma legião de músicos talentosos do espectro da música popular: Tommy Stinson, o ex-baixista do Replacement; Dave Abbruzzese, o ex-baterista do Pearl Jam; Robin Finck do Nine Inch Nails; Dave Navarro, ex-guitarrista do Jane’s Addiction; Josh Freese dos Vandals; e Zakk Wylde da banda de Ozzy Osbourne. Eles tocaram no Complex em Los Angeles no Rumbo Recorders por semanas e meses de uma vez só, geralmente à noite. Axl trouxe um showroom cheio de guitarras e efeitos. "É uma convenção musical-instrumental," um observador diz. "Ele tem mais botões, teclados, cordas, fios e madeira lá do que você poderia possivelmente imaginar que pudesse ser fabricado." Do equipamento de guitarra do Axl, Abbruzzese lembra, "Você poderia caçar búfalos com aquele equipamento. Tinha várias luzes, luzes piscantes, muitas coisas em que você pisava. Soava como um trem de carga tocável."

Axl foi distraído por eventos trágicos, potencialmente trágicos e estranhos. Sua mãe, Sharon Bailey, morrey em maio de 1996 aos 51 anos. Em maio do ano seguinte, o velho amigo de Axl e letrista companheiro West Arkeen morreu de overdose de drogas aos 36 anos. Um visitante freqüente do estúdio diz, "Quando o aniversário de Stephanie Seymour estava perto, Axl parecia se desligar por semanas. Muito deste álbum é sobre Stephanie. Ela era sua mulher perfeita, pelo menos a sua imagem do que ela deveria ser."
Mesmo que muitas noites passaram quando pouca coisa foi conseguida, Axl era quase sempre todo negócios no estúdio. Uso excessivo de drogas e álcool foi deixado pra trás. Axl compôs ao piano. Os outros músicos contribuíam com idéias e riffs, mas Axl estava claramente no controle.
Quando Zakk Wylde chegou no Complex, onde Axl estava ensaiando, ele estava um pouco surpreso. "Nunca havia nenhuma melodia", Wylde relembra. "Nunca havia letras". A música que Wylde escutou durante um período de vários meses soava como "Guns usando anabolizantes". Wylde ficou sentido por Axl. "O pobre rapaz tinha todas as mulheres tentando processá-lo", Wylde diz. "Eu estava no telefone com ele. Ele me contava sobre todos os movimentos estratégicos que seus advogados estavam fazendo." Wylde saiu para gravar com sua nova banda, Black Label Society.

"Eles estavam tentando juntas idéias, ver quem era compatível com quem," diz o ex-baterista do Nine Inch Nails, Chirs Vrenna, que entrou no estúdio para algumas sessões no começo de 1997 quando jams aconteciam tarde da noite (das 22:00 às 6:00 da manhã) no Complex. Vrenna deixou o projeto para trabalhar em um álbum próprio. "Seria um longo período de dedicação", Vrenna diz. "Não havia uma formação fixa. Axl tinha uma direção definida que ele queria seguir, mas naquele tempo não havia nem uma música ainda."
Produtores iam e vinha como entregadores de pizza: Youth, Moby, Mike Clink e Sean Beaven. Os problema legais de Axl continuavam a distraí-lo. Finalmente, uma parede cheia de fitas, horas e horas de rascunhos de música, riffs, idéias, acumuladas. Dizem que parte da música parecia U2 durante o seu período Achtung Baby, poderosa e melódica. Alguns disseram que parecia Nine Inch Nails ou Nirvana. Um turnê estava no horizonte. Todas as novas músicas, Axl anunciou, teria de funcionar ao vivo.
"Eu achei difícil manter um desenvolvimento linear das músicas nas quais eles estavam trabalhando," lembra Moby. "Eles trabalhavam em algo, seria um rascunho por um tempo, e daí eles colocavam aquilo de lado voltavam àquilo um ano, seis meses mais tarde.

"Ele tornou-se um pouco defensivo quando eu lhe perguntei sobre os vocais. Ele simplesmente disse que ia chegar a eles eventualmente," Moby continua. "Eu não ficaria supreso se o álbum nunca fosse lançado, eles estão trabalhando nele por tanto tempo."
Eu perguntei a Moby se Axl parecia em paz. Moby pensou cuidadosamente. "Ele parecia ter uma idéia do que estar em paz seria, e ele estava trabalhando naquilo."
O álbum de Axl iria lidar com o assunto de violência doméstica. Então veio a fofoca da indústria. "É música do Guns N’ Roses", Goldstein diz. "Há rumores que será um álbum techno. É o que o Guns N’ Roses sempre foi: diversificado." Jim Barber, o ex-executivo da Geffen, relembra, "Um artista (como Axl) que teve tanto sucesso com o Guns N’ Roses como ele tem chega a um ponto de sua carreira em que ele pode firmar um som e fazê-lo várias e várias vezes, geralmente com cada vez menos retornos. Axl está determinado a não fazer isso. Há uma certa crueldade em pressionar o Guns N’ Roses para crescer, e encontrar profundidade na música deles, e evoluir."
Um novo single, "Oh My God", foi lançado em novembro passado como parte da trilha sonora do filme End Of Days (Fim Dos Dias). Mesmo sendo o primeiro material novo da banda lançado nos últimos seis anos, a música desapareceu sem deixar rastros.
Musicalmente, pelo menos, Axl parece ter o que ele quer: controle completo. Se o novo álbum do GN’R tornar-se um hit espetacular, o atraso de seis anos na produção e os milhões gastos nele não importarão. Axl terá provado o contrário aos que duvidavam dele e provavelmente terá também acabado com qualquer esperança de que a banda original junte-se novamente. Mas há uma coisa como ter muito controle.

"Um dos aspectos de ser megalomaníaco é o descobrimento de que às vezes estar em uma situação decisiva não é tão agradável quanto você pode pensar," diz uma fonte. "Quando você tem um sistema de suporte e decisões são feitas comunmente e rapidamente, as coisas se mexem. Há energia. Torna-se vivo, torna-se real. Quando você está por conta própria, você dirige sozinho, você faz as decisões sozinho. Você senta e se preocupa com aquilo."
Em agosto, o guitarrista Robin Finck saiu abruptamente do GN’R para voltar ao Nine Inch Nails. Axl pediu que algumas partes que Finck havia gravado fossem apagadas. Em março, o baterista Josh Freese partiu para se concentrar em outros projetos, incluindo um álbum solo, que deve ser lançado em julho, e uma turnê com A Perfect Circle abrindo para o Nine Inch Nails. Nem Finck nem Freese discutem o que aconteceu.
Se Chinese Democracy sai ou não, o próprio Axl, amigos dizem, parece mais saudável, menos nervoso - a ainda um labirinto de contradições. Ele gosta de pensar que ele faz todas as decisões na sua vida, mesmo que ele escute com atenção os conselheiros de New Age. Ele acha que o mundo gira em torno dele, mas ele recusa a maioria dos pedidos para falar publicamente sobre ele mesmo. Ele acredita em justiça, mas ele não acredita que ele tem que ser justo. Ele pode ser um observador incisivo das fraquezas humanas em suas músicas, mas quando falando de sua própria conduta, ele tem pouca perspectiva. "É muito fácil de se odiar o Axl, e ele não entende porquê disso," um amigo observa. "Ele vive em um mundo de fantasia, um universo paralelo. Ele é centrado nele mesmo, como uma criança, mas não é tão ingênuo. Quando ele chama, tudo o que ele quer falar é sobre seu álbum e como a Interscope não arruma as coisas para ele."
"Uma família é tudo o que Axl mais quer na sua vida," diz um outro amigo. "Ele quer achar nele mesmo a abilidade de mostrar afeição. Ele é muito, muito incapaz de mostrar gratidão e afeição."
Enquanto ele fica na sua montanha, atrás da sua cerca, rumores rondam o apetite pelo seu retorno cresce. Cresce mesmo? Quanto da audiência do GN’R ainda resta? Quem quer assitir um show do GN’R que vai provavelmente incluir somente um dos fundadores: o próprio Sr. Rose?
Em 22 de setembro, Axl mandou um pronunciamento, seu primeiro em anos. O documento era um tanto áspero (Axl se referia a Matt Sorum como um "ex-empregado"), engraçado ("Poder às pessoas, paz e culpem o Canadá", ele assinou) e incompreensível. Seu fraseamento e sintaxe soaram como o tipo de coisa que você esperaria de um homem que está há tempo imerso em livros de auto-ajuda e há tempo isolado do mundo. Axl anunciou, "OH MY GOD etc. lida com a repressão social de emoções profundas e geralmente agonizantes - algumas podendo ser aceitas por uma pessoa ou outra - a expressão apropriada a qual (alguém que promove uma solução que cure, livre e seja positiva) é muitas vezes desencorajada e negada." Seja lá o que isso significa. "A expressão apropriada e veículo para tais emoções e conceitos não é algo tirado para doação".
Axl, nos últimos meses, prometeu, por seu empresário, tirar uma folga no seu calendário de gravações e escrever exclusivamente para a Rolling Stone a sua versão de como e porque o Guns N’ Roses se separou. Meses passaram, e essa missiva nunca se materializou. Então, dias antes desta história ser publicada, Doug Goldstein proclamou, "Boas notícias!" Axl estava pronto para entregar uma redação de mais de 10.000 palavras. Um dia depois, Goldstein desfez aquela promessa e terminou toda comunicação com a Rolling Stone.
Axl talvez ainda não saiba quem ele é. Essa busca continua. Ele sabe o suficiente para ainda estar no poder. Ultimamente, essa possa ser sua vitória e seu feitiço. Há apenas uma coisa certa no mundo de Axl agora. Quando, e se, seu novo álbum sair, ele terá de tomar resposabilidade completa sobre ele. Ninguém mais terá o crédito ou a culpa.

David Bowie se exilou em Berlim nos anos 70, e Berlim o motivou. Trabalhando com Brian Eno, Bowie fez três de seus melhores álbuns, Low, "Heroes" e Lodger. Após a turnê do The Doors de 1970, Jim Morrison voltou a Paris para descansar, escrever poesia, caminhar nas ruas e considerar novos desafios. Para Axl Rose, o arco de sua fica continua preso, adoecendo perto de seu ponto alto em 1993. Um exílio imposto por ele mesmo parece ter falhado. Ao contrário de Bowie e Morrison, Axl Rose não procurou um novo ambiente para inspiração e salvação. Ele só olhou para dentro. Ele foi pra casa, voltando a um quarto sem ar do qual ele ainda há de emergir.

Saturday, August 7, 2010

IPANEMA ERA LOGO ALI...CONTINUA COM TOM E BOSCOLI






Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli, ou simplesmente Ronaldo Bôscoli, era sobrinho-bisneto de Chiquinha Gonzaga, primo de Bibi Ferreira e do ator Jardel Filho, portanto sobrinho de Jardel Jércolis, artista de vanguarda do teatro de revista. Ronaldo tinha no sangue o gosto pelo show business e pela música, caminho que percorreu com grande sucesso.

Teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Nesa época iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.

Em 1957 escreveu sua primeira letra, "Sente", musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Benguel no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, com quem tinha um relacionamento. Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo bossa nova.

Produtor e diretor de inúmeros espetáculos, foi um dos pais da bossa nova e autor, com Roberto Menescal, de inúmeros sucessos musicais que até hoje são cantados: "O barquinho", "Ah! Se eu pudesse", "Canção que morre no ar", "Lobo bobo", "Nós e o mar","Rio", "Se é tarde me perdoa", "Telefone" e "Saudade fez um samba", só para citar alguns.

Formava com Luiz Carlos Miéle a famosa dupla Miéli e Bôscoli, e foi, enquanto vivo, o diretor de todas as apresentações anuais de Roberto Carlos.

Organizou e dirigiu dezenas de shows em boates no lendário Beco das Garrafas, onde ganhou o apelido de "O Véio", não só por ser mais velho que a turma de artistas, mas pelo jeito ranzinza e reacionário.

Foi o produtor de "O Fino da Bossa", apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Além disso produziu para a TV os especiais "Brasil Pandeiro" (com Bety Faria), "Alerta Geral" (com Alcione) e "Bibi 78 e 79" (com Bibi Ferreira).

No campo da mulheres também foi sucesso. Seus amores, quase sempre ligados à música, foram Nara Leão, Maysa, Elis (com quem foi casado e teve um filho, João Marcelo Bôscoli), Mila Moreira e Heloisa de Souza Paiva, sua segunda mulher.

Contam que, já quase à morte, recebeu a visita de Roberto Menescal no hospital onde se encontrava. Ao entrar no quarto, Menescal ficou arrasado ao ver Ronaldo no fundo da cama, com os braços abertos em cruz — um deles atado ao frasco de soro e o outro, ao de sangue. Mas a saudação de Ronaldo, com voz fraca e sumida, desarmou-o: "Vai de branco ou vai de tinto, Menescal?".

Durante a década de 80 seguiu escrevendo programas para a TV Globo e produzindo um show anual de Roberto Carlos, mas deixou de ter a mesma influência no cenário musical. Lutou contra um câncer de próstata por cinco anos, até morrer, em 1994. O atestado de óbito apresentou infecção generalizada e insuficiência renal como causas da morte. Seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

Antes de falecer, em 1994, prestou depoimento a Luiz Carlos Maciel e Ângela Ferreira Chaves que se transformou no livro "Elas e eu: memórias de Ronaldo Bôscoli", Editora Nova Fronteira — Rio de Janeiro, 1994.

Em 2009, o produtor foi interpretado pelo ator Mateus Solano na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", de autoria de Manoel Carlos, que retratou, em 2009, a carreira e a vida de Maysa.

TOM JOBIM

(Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994)

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, conhecido por Tom Jobim, nasceu no dia 25 de janeiro de 1927, onze e quinze da noite de uma terça-feira. Muita água caindo do céu, nenhuma saindo das bicas da rua Conde de Bonfim, no bairro carioca da Tijuca. O conserto de um cano viera perturbar o nascimento do primeiro filho de Jorge Jobim e Nilza Brasileiro de Almeida, na casa de nº 634. Com a ajuda do irmão de Nilza, Marcelo, a quem coube a tarefa de providenciar água para o parto, e de sua irmã Yolanda, que se desdobrou na cozinha para que não faltasse café para o dr. Graça Mello, que o bebia em doses quase industriais, finalmente veio ao mundo Tom Jobim com quase 60cm de comprimento e pesando quatro quilos.Aquariano com ascendente em Libra, dois signos ligados ao ar como os seres alados que tanto admirava, no horóscopo chinês, Tom era gato, o que talvez explique sua implicância com deslocamentos e mudanças. E, no entanto, trocar de endereço foi uma das coisas que ele mais fez na vida.A primeira mudança foi em 1931, quando os Jobim trocaram a Tijuca por um bairro da zona sul da cidade, que então não passava de um enorme areal distante de tudo e pouco habitado: Ipanema
Embora tenha manifestado seu gosto pela música precocemente (só dormia embalado pela voz da mãe ou da avó Emília e gostava de escolher o repertório), sua relação mais intensa, a princípio, foi com a praia, as praças e as grimpas de Ipanema, onde nadava, pescava, soltava pipa, andava de bicicleta, subia em árvores, escalava morros e telhados — e quando se cansava tirava uma sesta nos bancos da praça N.S. da Paz. Era capaz de atravessar a Lagoa a nado e volta e meia arriscava um audacioso mergulho das pedras do Arpoador.
A despeito de toda essa esportividade, fazia o gênero contemplativo. Sobretudo na escola. Passou por tantos colégios quanto mudou de casa. Estudou no Mallet Soares, em Copacabana, depois no Mello e Souza, no Paula Freitas, no Rio de Janeiro, dividindo o que então chamavam de curso científico entre o Juruena e o Andrews. Um dia, quando tinha 14 anos, deparou-se, ao voltar da praia, com um piano na garagem de casa. Esse piano mudaria sua vida.
Era um Bechstein alugado para que Helena aprendesse a tocar e o professor Hans Joachim Koellreutter desse aulas no Colégio Brasileiro de Almeida, fundado por d. Nilza. Por achar que piano era “coisa de mocinha”, Tom aproximou-se do teclado com uma certa cautela, combinando notas de brincadeira. Quando se deu conta, já estava fisgado. E tomando aulas com o professor, às vezes durante dez horas seguidas. Com ele aprendeu as coisas básicas, praticou escalas e adquiriu as primeiras noções de composição e harmonia.

Música, dizia-se, não dava camisa a ninguém e Tom, louco para se casar com Thereza Otero Hermanny, partiu em busca de uma profissão mais segura. Bom de desenho, fez vestibular para arquitetura. Com ajuda do padrasto, que reformou um quarto de empregada para que Tom e Thereza pudessem morar com a família na casa de dois andares da rua Redentor, 307, os dois se casaram, em 15 de outubro de 1949, e foram passar a lua-de-mel em Petrópolis.
Tom não conseguiu ir além do primeiro ano de arquitetura. Teso, resolveu ganhar dinheiro com aquilo em que já era quase doutor. Por intermédio do maestro Alceu Bocchino, diretor da Rádio Clube do Brasil e amigo de tio Marcelo, arrumou emprego como pianista daquela emissora, que logo acumulou com outro, de seis às dez da noite, no Bar Michel. Mas não por muito tempo. Antes que o estresse o destruísse, optou, temporariamente, pela noite.
Passou pelas principais casas noturnas do Rio, alternando ao piano um eclético repertório de ritmos: sambas, boleros, foxes, rumbas, canções francesas, tangos. Até se dar conta de que não iria muito longe embalando noctívagos, bêbados, boêmios e grã-finos. Para ser um músico de verdade, precisaria aprofundar seus conhecimentos de harmonia e orquestração.
Falar dessa geraçaõ que mudou a musica brasileira é um barato....Heitor Castro,musico e amigo meu de longa data ( fizemos o GIT juntos em Los Angeles,em 91)disse que Tom era muito amavel e que gostava de ensinar,dar dicas.Heitor conviveu com o maestro nos ultimos anos de sua vida,e aprendeu muito, como me disse uma vez.Ipanema está sendo homenageada fora de época porque odeio épocas certas.A coisa certa é dizer que ainda é o melhor bairro para se viver no Rio, apesar de existirem outros bons, como o leblon e a barra, Ipanema é Ipanema....não tem jeito não. Mesmo sabendo que não se produzem mais tendencias como antes, as que o Rio produz, a maioria ainda sai de lá.Ipanema é chique, é bossa, é nova.
Ronaldo Boscoli, Tom, Jaguar,Ivan Lessa,Hugo Bidet,Ziraldo,Nelson Xavier,Leila Diniz,Vinicius,Chico,Paulo de Tarso,Carlos Lyra,Menescal,Glauber,enfim...a lista de antes é grande, e a de agora tambem: Cazuza,Pedro Bial, Bernardinho,Lenny Niemeyer,Ricardo Amaral,Cacá Diegues,Lulu Santos,,e assim vai....tem Joao Gilberto semana que vem, junto com Vinicius e para fechar,JOHNNY ALF.